Altheia: The Wrath of Aferir – Tudo o que Achamos da Demonstração do Jogo

Altheia: The Wrath of Aferir

Está afim de explorar Atarrasia e descobrir os segredos de Altheia: The Wrath of Aferir? Veja oque achamos

Um dos maiores e mais bem sucedidos jogos da Nintendo, The Legend of Zelda: Breath of the Wild, não é só um sucesso comercial para o console dele, mas também a fonte de inspiração para diversos outros games que vieram depois, como por exemplo, Genshin Impact, que bebeu muito da fonte e criou todo um jogo de sucesso em cima de uma base tão bem consolidada.

Altheia: The Wrath of Aferir
Altheia: The Wrath of Aferir

E vários outros games vem tentando se firmar em cima dessa base construída por link, com inspirações, mecânicas e visuais que remetem ao jogo da Big N e, entre eles, agora temos o Altheia: The Wrath of Aferir, uma aventura em 3D com vários puzzles que chegará ao Steam em 21 de agosto.

Com gráficos ao estilo Cel-Shading com inspiração em animações de Hayao Miyazaki (de animes como Castelo Animado e Kiki Delivery Service – que inspirou Mika and the Witch’s Montain), e mecânicas que vem inspiradas pelo BotW, o jogo foi desenvolvido pelo estúdio italiano Marslit Games.

Jogamos a demonstração do game e vamos falar o que achamos e se vale a pena se aventurar pelo mundo de Atarassia junto de Lili e Sadi e, se você tiver dúvidas, é só deixar um comentário.

O que é Altheia: The Wrath of Aferir?

A história acompanha dois, Lili, uma espadachim com poderes, e Sadi, que pode se transformar em lobo e outras formas, Lili e Sadi devem aprender a trabalhar juntos para atravessar o mundo fantástico reino de fantasia de Atarassia atormentado pelo Vazio. Lili é a Guardiã, ela é habilidosa com espada e arco, relutante em abraçar o legado de sua mãe. Sadi é um monge em treinamento, mágico e engenhoso.

Quando eles unem forças, sua jogabilidade cooperativa se desenrola por meio de quebra-cabeças espalhados pelo ambiente, encontros de combate, resgates espirituais e exploração do mundo. O cenário de Atarassia é repleto de templos em ruínas e santuários corrompidos, oferecendo uma estrutura que lembra masmorras no estilo Zelda. O mundo é um lugar perigoso, mas nossos heróis têm as habilidades para sobreviver a ele. Você vai lutar contra monstros, destruir a escuridão que corrompe a terra e resolver alguns quebra-cabeças.

Jogabilidade

Os jogadores controlam um guardião empunhando uma espada que pode usar os poderes para atravessar o mapa, lutar contra monstros e resolver quebra-cabeças. Esta é uma típica aventura de quebra-cabeça 3D, mas dá muito pouco trabalho. Não há marcadores nos mapas.

A jogabilidade se concentra na alternância entre os papéis dos personagens. Lili exerce poder corpo a corpo ou arcos para combate, e Sadi usa magia, coloca bombas, distrai inimigos, aciona interruptores ou cria ilusões. Muitos quebra-cabeças exigem o uso de ambos os personagens, como um abrindo um caminho enquanto o outro aciona um mecanismo. Este sistema de dupla função aprofunda o envolvimento dos jogadores em clones indie de heróis individuais.

As salas de quebra-cabeça geralmente apresentam alavancas giratórias, interruptores subaquáticos, limpeza de gosma e poços espirituais, uma inspiração clara do design dos santuários de Breath of the Wild. Esses encontros recompensam a curiosidade e a experimentação, principalmente quando o tempo e o posicionamento são importantes.

Os jogadores devem explorar para encontrar pistas e resolver os quebra-cabeças por conta própria, sem muitas dicas ou pistas do que fazer. O sistema de combate é simples, você têm acesso a um ataque corpo a corpo, arco e flecha e habilidades mágicas vindas de Sadi, como a habilidade de jogar uma bomba ou usar um tipo de sopro mágico.

Impressões

Altheia: The Wrath of Aferir é bem interessante e tem um bom conjunto de quebra-cabeças que vai te manter entretido por algum tempo. O maior problema que tive com esta demonstração é com o desempenho. Logo de começo, alguma coisa no jogo não carregou e eu não conseguia nem abrir a primeira porta. Tive que recarregar o jogo para que ele funcionasse.

Altheia: The Wrath of Aferir
Altheia: The Wrath of Aferir

A apresentação visual canaliza uma estética inspirada no Estúdio Ghibli com iluminação suave, paisagens em aquarela, designs de criaturas e ambientes ricamente detalhados. O estilo de arte cria um tom onírico, mas fundamentado, que incentiva a exploração da mesma forma que um jogo indie como um Breath of the Wild sem o orçamento gigante da Nintendo.

O áudio e a música ambiente combinam perfeitamente com o visual para criar um clima suave, melancólico e mágico. Esse tom evocativo muitas vezes têm sucesso mesmo na ausência de um contexto histórico profundo.

O combate parece desajeitado e as habilidades não parecem impactantes. A habilidade de arco e flecha parece inútil na maior parte do tempo. Pode ser um problema de habilidade, mas deu mais trabalho de usar o arco e parecia que não valia a pena. Sei que o jogo ainda não está terminado, então só podemos esperar que a versão completa tenha um combate mais suave.

Outro problema com esta demonstração é o tutorial. Algumas dicas desapareceram antes que eu tivesse a chance de lê-las, e não havia como procurar em um glossário ou na parte de personalizar os comandos o que eu tinha que fazer. E isso se repete em outras dicas que são facilmente perdidas e, se você não as ler, não aprenderá mecânicas importantes. Este jogo se beneficiaria de ter uma seção onde os jogadores pudessem consultar tutoriais.

Os quebra-cabeças também, pelo menos nas partes do tutorial, eram bastante simples e pouco envolventes. Se não houver alguns quebra-cabeças mais interessantes logo no tutorial, e sinto que este jogo perderá sua base de jogadores antes deles começarem a se envolver com o mundo e a história.

E, por enquanto, o mundo também parece vazio. Não havia razão para explorar porque, embora tudo parecesse legal, não havia nada a fazer a não ser seguir o caminho para o próximo quebra-cabeça. Talvez o jogo completo tenha segredos e desbloqueáveis para promover a exploração.

Veredito sobre Altheia: The Wrath of Aferir

Altheia captura muito do espírito de um jogo indie no estilo Breath of the Wild, exploração de ruínas mágicas, quebra-cabeças ambientais, sinergia de personagens duplos e uma estética visual vívida.

Altheia: The Wrath of Aferir
Altheia: The Wrath of Aferir

Em seu estágio atual, ele tem conceitos interessantes, mas é contido por bugs, controles de câmera desajeitados, saves inconsistentes e narrativa fraca. Se os desenvolvedores consertarem o jogo e incluírem mecânicas confiáveis, controles mais suaves, lógica de ponto de save aprimorada e narrativa mais profunda, ele poderá emergir como uma aventura de ação indie memorável.

O jogo tem um estilo de arte e conceito interessantes, só precisa ser lapidado de forma mais habilidosa para o lançamento. Com a data de lançamento se aproximando, não acho que será possível.

Altheia: The Wrath of Aferir

Paulo Fabris

Altheia: The Wrath of Aferir
Apesar das falhas e da narrativa limitada, devo elogiar a direção de arte, os quebra-cabeças cooperativos e o charme geral, dando notas altas à experiência mesmo em seu estado incompleto.
Gráficos
Música
Jogabilidade
Diversão

Prós e Contras

Prós:
+ Visuais belos inspirados no Estúdio Ghibli;
+ História promissora;
+ Personagens interessantes;

Contras:
– Puzzles pouco inspirados;
– Combate;
– Exploração;

3.3

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