Assassins Creed Liberation: Pioneiro em Diversos Aspectos

Assassins Creed Liberation

Um dos mais inovadores games da franquia, Assassins Creed Liberation trouxe pela primeira vez encontros inesquecíveis e uma protagonista inédita

Assassins Creed (site oficial) já conta com diversos games em sua linha principal, diversos spin-offs, livros, quadrinhos e até um filme de Hollywood. Estes contam as histórias entre a luta constante da Ordem dos Assassinos contra os Templários, ao longo das décadas e os mais diversos períodos históricos de vários países do mundo. Desde o antigo Egito a Revolução Norte-Americana, passamos por várias aulas de história e, se você souber distinguir a história real da fantasia, você até se dá bem nas provas.

Desses games, cada um trouxe algumas inovações que fizeram parte da franquia ao longo dos anos, mas, por algum motivo, essas novidades acabaram ficando restritas aos seus próprios games. Quer dizer: a Lâmina-Gancho de Assassins Creed Revelations não apareceu mais. Ela se tornou algo similar com a Corda-Cabo de Assassins Creed Syndicate, mas também, sumiu após os games seguintes. Um jogo porém, pioneiro em algumas de suas novidades, teve aspectos que foram mantidos depois: Uma protagonista feminina.

Assassins Creed Liberation trouxe várias novidades legais que, até chegarem ao PC, ficaram restritas ao não tão bem-sucedido comercialmente PSVita e, por pouco, não deixaram esse game pioneiro restrito ao portátil. Vamos falar sobre algumas das principais inovações do game e, caso você fique com dúvidas, deixe um comentário.

O hardware limitado do PSP

Assim como vários outros games da franquia Assassins Creed, Liberation estreou no portátil PSVita, em 2012, e trouxe diversas informações interessantes e relevantes para a história dos assassinos. Tanto que, em diversos jogos a partir de Unity temos a imagem dela entre os assassinos renomados contando sobre sua aventura na Nova Orleans de 1765 a 1777, durante o período da Revolução Norte-Americana.

Assim como outros games que ficaram restritos aos portáteis, várias informações importantes ficaram de fora e só são contadas em arquivos dos jogos posteriores. Por exemplo, quem é Maria Thorpe? Você sabe?

Assassins Creed Liberation
Assassins Creed Liberation

Se você se lembra de AC 1, Maria Thorpe é a templária que se disfarça de Robert de Sablé durante a missão de assassinato dele se casou com Altair e teve dois filhos? Você sabe se ler o livro escrito por Oliver Bowden (que foi como eu descobri), jogando Assassin’s Creed Revelations, que faz você pensar apenas que ‘é uma Maria aleatória que ele conheceu ao longo da vida e tá tudo bem’, lendo os arquivos dentro do Animus. Mas, como eles se aproximaram, se apaixonaram e casaram, só se jogar Assassin’s Creed: Bloodlines do PSP.

Talvez não seja uma informação relevante para a continuidade da Saga, para quem só quer jogar os games, mas bastante importante e interessante para quem gosta da história dos assassinos e suas diversas aventuras. Várias coisas legais ficaram restritas aos jogos portáteis e que, depois, se tornaram parte relevante do canon de AC, e, a história de Aveline como um todo é uma dessas.

Ela fez parte da história de Connor, de AC III, já que estavam juntos durante o mesmo período histórico e lutaram pelo mesmo objetivo, então, seria legal se a Ubisoft resolvesse remasterizar todos esses games. Mas, apenas um recebeu essa melhoria. Por quê? Não há uma resposta oficial, mas dá para especular.

AC: Liberation provavelmente foi o escolhido por alguns motivos simples: Primeiro, ele está muito mais ‘colado’ a campanha principal de AC III do que os outros games portáteis ou para celular. Aveline encontra com Connor diretamente e está no mesmo período histórico. Nem antes e nem depois da campanha principal, como os outros games focados em Altair ou Ezio que saíram no PSP ou Nintendo DS.

Assassins Creed Liberation
Assassins Creed Liberation

Liberation também foi desenvolvido na engine AnvilNext, a mesma usada pelos jogos da franquia até Unity, quando passaram para a AnvilNext 2.0. Ou seja, adaptar, reaproveitar assets do AC III e não precisar remover toda uma parte da jogabilidade (como as que usam as duas telas do DS) parecia muito mais fácil do que adaptar os outros games. Além disso, por mais que fosse uma história para um game portátil, ela parece ser mais longa e robusta do que as outras. Há realmente informações mais relevantes para a franquia como um todo.

E por último, estar ali junto com a história do Connor, dava para incluir ele numa versão remasterizada do terceiro game e agregar valor ao remaster. Nem todo mundo jogou ou quis comprar o Liberation por ser um pouco mais curto, então, pegar o remaster e levar ‘dois jogos pelo preço de um’ parece ser uma boa ideia.

A Primeira Protagonista Feminina

Antes de Evie em Syndicate, antes da versão feminina de Eivor em Valhalla, Shao Jun em Chronicles China, Naoe em Shadows ou de Kassandra em Odyssey, Aveline du Grandpré já empunhava uma lâmina oculta e descia dos céus rasgando gargantas nas ruas de Nova Orleans e investigava os mistérios dos artefatos dos Antigos/Primeira Civilização enquanto lutava com Templários na Revolução Norte-Americana.

A garota foi a pioneira entre as assassinas jogáveis. Claro, antes dela tivemos até mesmo a cerimonia de inicialização de Claudia Auditore na tela durante Assassin’s Creed: Brotherhood, mas, jogar mesmo, a primeira foi Aveline. Além desse pioneirismo, AC Liberation também trouxe uma nova mecânica que, talvez pelo limite de hardware do PSP, acabou subaproveitada mas parecia muito promissora para o stealth do game: os disfarces.

Assassins Creed Liberation
Assassins Creed Liberation

Aveline podia trocar de roupas e papéis. A dama, a escrava e a assassina. Na teoria, cada um desses disfarces deveria dar acesso a partes específicas do cenário ou se disfarçar e se infiltrar sem ser notada. Na prática, nenhuma das roupas faz diferença exceto em momentos muito específicos do game.

Ser a dama só é realmente necessário quando você tem que lidar com a sua tia, que não sabe da sua vida dupla. A roupa de escrava é só uma versão mais fraca e sem todas as ferramentas disponíveis para o traje de assassina. A roupa de assassina permite escalar livremente tem todas as armas e ferramentas disponíveis, sendo a que você usará a maior parte do tempo, não porque é a roupa de assassina, mas sim porque é mais fácil fazer as coisas com ela, mesmo quando o jogo lhe recomenda usar outra.

Mas, fora as limitações de cada roupa, não há mudanças práticas. Por exemplo, o nível de acesso das roupas é basicamente o mesmo. Se a roupa de escrava lhe permite andar na rua sem ser detectada por guardas, a roupa de assassina e dama também. Não há uma desconfiança maior dos guardas para a escrava ou assassina. Aonde a dama entra, a assassina entra sem chamar a atenção igualmente na maioria dos casos. Também não dá para mudar as roupas livremente para ‘perder nível de procurada’. Então, acaba que, você usa as roupas apenas em trechos que o jogo força você.

É uma mecânica que poderia ter sido muito melhor aproveitada se o game tivesse preparado trechos especiais onde as roupas fazem diferença real. Imagine os guardas pensando ‘tem uma dama entrando no salão? Tudo bem, pode entrar.’, mas, por outro lado, ‘tem uma escrava entrando no salão? Nada disso. Entre pelos fundos!’ e, ‘quem é aquela de chapéu cobrindo o rosto entrando no salão? Peguem ela!’ Haveria uma diferença real entre os disfarces.

O Primeiro Encontro entre Dois Assassinos

Aqui vamos ter que fazer algumas pontuações. Aveline e Connor foram os primeiros assassinos jogáveis que se encontraram em tela em um jogo da franquia. Interagiram e conversaram, foram em missões juntos e tiveram uma aventura juntos.

Isso na prática.

Na teoria houve encontros anteriores ao de Liberation? Sim, mas esses encontros foram:

Ezio e Altair em Revelations. Eles se encontraram, mas Altair estava morto há anos, então, não dá para contar que eles ‘interagiram’ exatamente. Também houve o encontro entre Ezio e Shao Jun, no longa de animação Assassin’s Creed: Embers, porém, esse encontro não aconteceu em um game e sim em um filme. E Shao Jun só foi se tornar jogável anos mais tarde, em AC: Chronicles China.

Assassins Creed Liberation
Assassins Creed Liberation

Com a diferença enorme entre os períodos que se passam os jogos atuais, fica difícil de ter encontros entre assassinos. Layla, a pesquisadora que controlamos no tempo presente em games como Odyssey e Origins, se encontrou com uma milenar Kassandra/Alexios. Eivor e Basin se encontraram em Valhalla, mas, até aquele momento, você não sabia que controlaria Basin em AC Mirage, lançado alguns anos depois. E, o mais importante, eles aconteceram anos depois do encontro entre Aveline e Connor (em ordem de data de lançamento dos games, é claro).

A explicação é bastante simples: Primeiro, Aveline e Connor tinham inimigos em comum, os Templários que tentavam manter a colônia dos EUA sob o julgo da coroa britânica e tentavam fazer isso através do poder dos artefatos dos antigos. E, segundo, muito provavelmente era uma decisão comercial. Fazer com que os jogadores do PSP conhecessem Connor e, talvez, se interessassem em jogar o game principal. Embora fosse muito provável que qualquer um que jogasse AC Liberation já tivesse jogado ou estava jogando AC III, sempre dava para tentar buscar uma ou outra ’ovelha perdida’.

Então, talvez não cronologicamente falando, mas AC Liberation reuniu pela primeira vez na tela de um jogo dois assassinos vivos, falando, fazendo missões juntas e interagindo de verdade, sem ser com cadáveres ou com ilusões do Animus. É um marco bastante importante na história do game.

Sobre Assassins Creed

Desde seu lançamento, em 2007, a franquia Assassin’s Creed já vendeu mais de 230 milhões de cópias em todo o mundo, o que a coloca como uma das séries de videogames mais vendidas da história. Com algumas das narrativas mais ricas e envolventes da indústria, Assassin’s Creed transcende o universo dos games e hoje está presente em diversas outras mídias e plataformas de entretenimento. Para mais informações visite o site oficial.

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