Conheça a Linha do Tempo de Legend of Zelda e seus 18 jogos

Linha do Tempo de Legend of Zelda

Novas encarnações de Link e Ganon fazem os jogos Legend of Zelda da Nintendo parecerem não relacionados um com o outro, mas a série tem uma linha do tempo complexa.

A linha do tempo de Legend of Zelda da Nintendo é uma das mais antigas na história dos jogos, e acumulou uma história bastante complexa em seu universo ao longo dos anos. Apesar da repetição perpétua de eventos semelhantes de cada jogo (Link vence Ganon com a ajuda de (ou para salvar) Zelda), todos os jogos de Legend of Zelda acontecem em uma linha do tempo conectada. Ainda assim, não é tão simples quanto colocar um após o outro, pois a linha do tempo se divide em vários caminhos.

Linha do Tempo de Legend of Zelda
A lenda é dela, mas o herói é outro

A linha do tempo da série Zelda se afasta muito da ordem de lançamento dos jogos. De fato, os dois primeiros jogos lançados – The Legend of Zelda e The Adventure of Link – são alguns dos últimos da cronologia. Por muito tempo, a série nem sequer tinha uma linha do tempo pública. A Nintendo  (site oficial) publicou pela primeira vez uma linha do tempo oficial de Zelda no livro ‘Hyrule Historia’ de 2011, 15 anos após o lançamento de The Legend of Zelda em 1986.

A Linha do Tempo de Legend of Zelda pós-Breath of The Wild

Porém, o que aconteceu com essa linha do tempo após os acontecimentos de Breath of the Wild? Sendo lançado em 2018, o jogo está fora das explicações sobre a timeline lançadas em 2015. Para resolver isso, a Nintendo teve que dar um jeito de encaixar as coisas para que os fãs entenderem como essa última aventura modificou a vida do Herói do Tempo.

No início, três deusas – Din, Nayru e Farore – descem dos céus e criam o mundo. Eles deixam para trás a Triforce, um artefato que pode conceder os desejos de um ser mortal. Outra deusa, Hylia, serve como guardiã da Triforce, até que um demônio chamado Demise tenta tirá-la dela. Hylia envia as pessoas do mundo para viver nas ilhas flutuantes de Skyloft, onde estão a salvo de Demise.

Ela sela Demise (uma defesa comum contra o mal no universo Zelda), mas isso a enfraquece muito. Sabendo que ela não pode parar Demise se ele se libertar, ela transfere sua alma para uma garota mortal chamada Zelda, permitindo que ela use o poder da Triforce para selar Demise novamente. Ela também cria a Goddess Sword imbuída de seu espírito, capaz de se conceder a um herói “que possui um espírito inquebrável”.

Skyward Sword (2011 – Wii)

Em Skyward Sword, a previsão de Hylia se torna realidade. Demise quebra seu selo, retornando para trazer destruição ao mundo. Ele acaba sendo derrotado por Zelda e seu heróico amigo Link, mas Demise amaldiçoa-os antes de sua morte, prometendo que seu espírito maligno assombrará aqueles do “sangue da deusa e do espírito do herói”. Isso põe em movimento o ciclo de batalhas do bem contra o mal visto em quase todos os jogos Zelda.

Os espíritos de Zelda, a história da criação do universo tornam-se os personagens centrais da série, destinados a representar diferentes versões da mesma luta e continuamente se manifestando (seja por reencarnação ou descendência direta) em diferentes versões dos mesmos seres. Demise é reencarnado como Ganon e Ganondorf, Hylia é reencarnado como Zelda, e o herói é reencarnado como Link, empunhando a Master Sword com o espírito adormecido da Goddess Sword dentro.

Após Skyward Sword, alguns eventos importantes acontecem:

  • Primeiro, Zelda sela o Sacred Realm – uma espécie de dimensão sagrada onde a Triforce é mantida – fora do mundo mortal.
  • Segundo, com o desaparecimento de Demise, a superfície está segura para os humanos (aka Hylians) descerem do Skyloft, então eles retornam ao mundo da superfície e estabelecem o reino de Hyrule.
  • Finalmente, os Hylians constroem o “Templo do Tempo” de Ocarina of Time, que serve como ponto de conexão entre Hyrule e o Reino Sagrado, trancado pela Master Sword.

Minish Cap (2004 – GBA)

Nada de muito significativo para a linha do tempo geral acontece em Minish Cap, além da criação da Four Sword – que pode dividir seu portador em quatro cópias – e a introdução do demônio maligno Vaati, que é derrotado, mas retorna em jogos subsequentes.

Four Swords (2002 – GBA)

Vaati retorna em Four Swords, apenas para ser derrotado por Link mais uma vez. Ele tem que usar a Four Sowrd para derrotar uam versão maligna de si mesmo e salvar Zelda e suas Donzelas Acompanhantes de suas prisões em cristais.

Ocarina Of Time (1998 – N64)

A versão de Link de Ocarina of Time é criada pelo Great Deku Tree e pelo povo Kokiri. Ganondorf amaldiçoa a Grande Árvore Deku na tentativa de roubar dela uma das três Pedras Espirituais necessárias para acessar a Master Sword, o que lhe permitiria quebrar o selo do Reino Sagrado.

Em seu esforço para frustrá-lo, Link e Zelda involuntariamente ajudam Ganondorf a ganhar o poder que ele procura, e Link é selado por sete anos, permitindo que Ganondorf assuma o controle de Hyrule e transforme o Reino Sagrado no Reino do Mal. Este salto no tempo de sete anos, combinado com a viagem no tempo de Link, Ocarina of Time cria três ramificações separadas para a linha do tempo da série Zelda, cada uma das quais é discutida abaixo.

Linha do Tempo “Herói Derrotado”

A linha do tempo “Hero Defeated” parece ser baseada na possibilidade do jogador desistir, não conseguindo terminar Ocarina of Time. Ganondorf derrota Link, dando-lhe liberdade para governar o mundo. Essa linha do tempo consiste em constantes reencarnações, derrotas e ressurreições do espírito de Demise e, portanto, é a mais repetitiva e sem sentido das ramificações da linha do tempo.

Imediatamente após a derrota de Link em Ocarina of Time, os poderosos Sete Sábios que ajudaram Link em Ocarina selaram Ganondorf dentro do Reino Sagrado, que se tornou conhecido como o Mundo das Trevas.

Em A Link to the Past, Ganon (uma encarnação mais bestial do espírito de Demise do que Ganondorf) tenta ganhar o controle tanto do Mundo das Trevas quanto de Hyrule enganando o povo de Hyrule na forma de um mago chamado Agahnim. Ele acaba sendo derrotado por Link que usa a Triforce para restaurar a Hyrule arruinada de volta ao normal.

O mesmo Link de A Link to the Past embarca em uma aventura na Ilha Koholint em Link’s Awakening, apenas para descobrir que tudo foi um sonho. No final das contas, não acrescenta muito a linha do tempo, sendo só uma aventura do mesmo herói.

Oracle of Seasons & Oracle of Ages (2001 – GBC)

Os jogos da série Oracle estrelam o mesmo Link de A Link to the Past, mais uma vez. Ele é transportado para as terras de Holodrum e Labrynna pela Triforce, onde derrota um Ganon ainda mais bestial revivido por duas bruxas.

A história de A Link Between Worlds se parece muito com a de A Link to the Past, mas se passa muito depois. Hyrule começa a ser superada por uma invasão de Lorule, uma versão sombria de Hyrule que se assemelha ao Mundo Sombrio de Link to the PastPast, mas, na verdade, é um lugar separado.

A princesa de Lorule, Hilda, tenta roubar a Triforce de Hyrule para restaurar Lorule à sua antiga glória, mas não consegue. Link e Zelda devolvem a Triforce a Hyrule, e Link deseja que Hyrule e Lorule vivam paz e prosperidade.

Tri Force Heroes (2015 – 3DS)

No que é provavelmente o menos importante dos jogos Zelda, Tri Force Heroes leva o Link de A Link Between Worlds para a terra de Hytopia, um reino cujos cidadãos são obcecados por moda. A princesa Styla tem um grande poder sobre Hytopia até que uma bruxa conhecida como “The Lady” a amaldiçoa, forçando-a usar um macacão marrom irremovível. O Rei Tuft, governante de Hytopia e pai de Styla, fica devastado pela maldição e envia um chamado para um herói que possa eliminá-la.

The Legend of Zelda (1987 – NES)

Anos depois de A Link Between Worlds, um preocupado rei de Hyrule separa as três partes da Triforce e as esconde. A filha do rei, uma das reencarnações de Zelda, é colocada em um sono mágico antes de informar seu irmão sobre a localização da Triforce of Courage. Sem o poder total da Triforce, Hyrule declina até ser “reduzida a um pequeno reino regional”.

Linha do Tempo de Legend of Zelda
Linha do Tempo de Legend of Zelda

Alguns anos depois disso, Ganon retorna mais uma vez e rouba a Triforce of Power. Uma segunda princesa Zelda, descendente do irmão da primeira princesa, divide a Triforce da Sabedoria em oito pedaços para protegê-la de Ganon. Um novo Link então recupera essas peças da Triforce da Sabedoria e derrota Ganon.

O mesmo Link de The Legend of Zelda ouve falar da primeira e adormecida Princesa Zelda desse jogo e se propõe a recuperar a Triforce of Courage e salvá-la. Como continuação direta do Primeiro Legend of Zelda, Ganon morreu e seus servos estão sendo liderados por Link’s Shadow, um guerreiro que possui as mesmas qualidades que Link. Link’s Shadow e seus monstros buscam ressuscitar Ganon. Ele faz isso, e a paz é trazida para Hyrule.

Echoes of Wisdom (2024 – Switch)

Em Echoes of Wisdom, a própria Zelda assume o papel principal pela primeira vez em um jogo principal da série. Após Link desaparecer durante um confronto contra Ganon, Zelda parte em uma jornada para salvar Hyrule usando a ajuda da fada Tri e o poder do cetro Tri Rod, capaz de criar “ecos” de objetos e criaturas.

Linha do Tempo de Legend of Zelda
Echoes of Wisdom

Além de expandir a lore da franquia, Echoes of Wisdom também mostra uma Hyrule já bastante diferente das eras antigas, reforçando a ideia de que o reino passa constantemente por ciclos de destruição e reconstrução ao longo da história.

Linha do Tempo “Herói Triunfante” – Ramificação infantil

Ambas as linhas do tempo “Hero Triumphant – Child” e “Adult” ocorrem após o verdadeiro final de Ocarina of Time. A forma adulta de Link derrota Ganondorf com sucesso, e Zelda devolve Link à sua infância para deixá-lo viver seus anos perdidos em paz. Os jogos na linha do tempo Child exploram o que acontece em uma realidade em que Ganondorf nunca controlou Hyrule, mas ainda viveu, bem como a realidade em que Link era como qualquer outra criança.

Majora’s Mask (2000 – N64)

Em Majora’s Mask, o Link de Ocarina of Time deixa Hyrule em busca de sua amiga fada Navi, que partiu no final de Ocarina. Ele chega em uma terra chamada Termina, que ele salva de Skull Kid que está jogando a lua contra o mundo. A morte deste Link nunca é mostrada, mas seu fantasma mais tarde aparece como a Sombra do Herói, que ensina o combate ao Link da Twilight Princess.

Twilight Princess (2006 – GameCube, Wii)

Embora ele nunca tenha subido ao poder, o salto no tempo na conclusão de Ocarina of Time significou que o Ganondorf do jogo viveu para ver os eventos de Twilight Princess. Os Sete Sábios estavam cientes de seu espírito maligno e de seus crimes na linha do tempo do futuro e eles tentaram executá-lo.

Mas os deuses concederam a Ganondorf a Triforce do Poder, permitindo que ele sobrevivesse à execução, e os Sábios foram forçados a bani-lo para o Reino do Crepúsculo. Lá, Ganondorf concedeu seus poderes ao vilão de Twilight Princess, Zant, um Twili descendente dos feiticeiros que Zelda baniu para o Reino do Crepúsculo após Skyward Sword.

Zant toma o trono Twili da Princesa Midna, que viaja para Hyrule e procura a ajuda de Link. Os dois derrotam as Bestas Sombrias do Reino do Crepúsculo invasoras, Zant e Ganondorf, e Midna quebra o Espelho do Crepúsculo que conecta os dois reinos.

Four Swords Adventures (2004 – GameCube)

Muito depois de Twilight Princess, outro Ganondorf é reencarnado em Four Swords Adventures. Ele usa o Dark Mirror (diferente do Mirror of Twilight, aparentemente) para criar um exército de demônios, fazendo com que Link inadvertidamente liberte o demônio Vaati ao tirar a Four Sword de seu pedestal. Link então destrói Vaati e sela Ganondorf na Four Sword.

Linha do Tempo “Herói Triunfante” – Ramificação adulto

O nome da linha do tempo “Herói Triunfante – Adulto” é um pouco mentirosa. Como Link é sempre enviado de volta à sua infância no final de Ocarina of Time, não há versão dessa história em que um Link adulto continua depois de derrotar Ganondorf. Em vez disso, a linha do tempo Adulta explora o que acontece na realidade adulta que Link deixou para trás – uma onde Ganondorf corrompeu Hyrule, mas foi selado no Reino Sagrado, e outra onde não há mais herói para reencarnar.

The Wind Waker (2002 – Game Cube)

Com Link retornando à sua infância em uma realidade diferente, o espírito do herói deixa de ser passado para outros Links, então não há ninguém para impedir Ganon de escapar do Reino Sagrado. Ele finalmente faz isso e usa a Triforce do Poder para corromper Hyrule, forçando os deuses a inundar o reino para selá-lo sob o oceano.

Isso cria o Grande Mar e as ilhas que o pontilham. Em The Wind Waker, Ganondorf emerge de seu selo oceânico, e Link – um heróico menino Hylian que não descende do sangue do herói, mas ainda capaz de empunhar a Master Sword – embarca em uma missão para derrotá-lo. Eventualmente, Ganondorf é derrotado, e Hyrule afunda no oceano para sempre. Link e uma Zelda de sangue real, disfarçada de Tetra, viajam pelo oceano para encontrar um novo continente para se estabelecer.

Phantom Hourglass (2007 – DS)

Em Phantom Hourglass, a viagem de Link e Zelda é interrompida quando eles chegam ao Mundo do Rei do Oceano. Lá, eles finalmente derrotam o demoníaco Bellum, devolvem o Rei do Oceano (que pode ser um dos esqueletos de leviatã de Breath of the Wild) à sua verdadeira forma e continuam em sua busca.

Spirit Tracks (2009 – DS)

Em algum momento, Link e Zelda descobriram Nova Hyrule, um continente coberto pelos trilhos de trem que dão nome a Spirit Tracks. Cem anos após sua descoberta, um Zelda e Link diferentes derrotam um vilão chamado Malladus, que possui o corpo de Zelda depois de separar seu espírito dele. A paz é então restaurada em Nova Hyrule.

Você pode jogar a série Zelda exclusivamente em seu Nintendo Switch

E Breath of the Wild? Onde ele se encaixa?

Durante anos, uma das maiores discussões entre os fãs de Zelda foi justamente onde Breath of the Wild se encaixava na linha do tempo da franquia. Quando o jogo foi lançado em 2017, a Nintendo evitou dar uma resposta clara, o que gerou inúmeras teorias e debates na comunidade. A única informação oficial era que o jogo acontecia muito tempo depois dos outros títulos da série, tão distante que os eventos antigos já haviam se transformado quase em lendas.

Isso explica por que Breath of the Wild possui referências a praticamente todas as linhas do tempo anteriores. O jogo menciona eventos, locais e personagens ligados a diferentes eras da franquia, incluindo elementos associados a Ocarina of Time, Twilight Princess e Wind Waker. Por causa disso, muitos fãs acreditaram que a Nintendo estaria tentando unir as três timelines em uma só.

Porém, a Nintendo nunca confirmou oficialmente que as três linhas do tempo convergiram. Até hoje, Breath of the Wild e Tears of the Kingdom continuam posicionados apenas no “fim” da cronologia geral, sem especificar exatamente qual dos ramos veio antes deles.

Breath of the Wild
Breath of the Wild

Com o lançamento de Tears of the Kingdom em 2023, as discussões ficaram ainda mais complicadas. O jogo apresenta novas informações sobre a fundação de Hyrule, os Zonai e uma versão antiga de Ganondorf, levantando ainda mais perguntas sobre como esses eventos se conectam aos jogos clássicos da série. Em vez de esclarecer totalmente a timeline, Tears of the Kingdom acabou aumentando o mistério.

Uma das interpretações mais populares é que a Nintendo prefere deixar essa parte aberta de propósito. A cronologia de Zelda existe, mas ela nunca foi tratada pela empresa como algo rígido ou completamente fechado. Muitas vezes, os jogos funcionam mais como diferentes capítulos de uma grande lenda que se repete ao longo das eras, sempre envolvendo Link, Zelda, Ganon e o ciclo eterno entre coragem, sabedoria e poder.

Isso também ajuda a explicar por que Breath of the Wild e Tears of the Kingdom funcionam tão bem para novos jogadores. Mesmo carregando referências antigas, os jogos contam histórias que podem ser entendidas sem conhecer toda a cronologia da franquia. Ao mesmo tempo, os fãs veteranos continuam procurando conexões, pistas e explicações para encaixar cada detalhe dentro da linha do tempo oficial.

No fim das contas, a verdade é que a própria Nintendo parece menos preocupada em criar uma cronologia perfeita do que os fãs. A timeline de Zelda existe, mas o foco da série sempre foi a sensação de aventura, descoberta e repetição cíclica do conflito entre Link, Zelda e Ganon através das eras. E talvez seja justamente esse mistério que mantenha a lore da franquia tão interessante até hoje.

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