Saiba o que achamos de Dead or Alive 6 Last Round a versão definitiva do jogo da Team Ninja
Dead or Alive é um jogo de nicho. Tem um visual atrativo que acaba sendo a primeira coisa que chama a atenção do jogador. Kasumi, Ayane, Kokoro e outras personagens já se embolaram tanto em ringues de luta quanto em arenas de vôlei de praia e, para quem gosta desse tipo de “apelo visual”, DoA sempre foi um prato cheio. Porém, nem só de fanservice vive o jogo da Team Ninja.
Apesar de pegar esse “nicho” que os outros jogos de luta só arranhavam, a Team Ninja (site oficial) sempre entregou um excelente game de luta, mecânicas sólidas e golpes com peso real, embalados em um pacote muito bonito com direito a criar um sistema de física especifico para que certas partes balançassem natural e realisticamente.
E para os fãs de ambos os aspectos do game, o fanservice ou a luta, uma boa notícia: Chegou a versão definitiva de Dead or Alive 6, o último game da série, lançado em 2019, com o subtítulo Last Round, todas as lutadoras de DLC, um novo modo fotografia, um sistema de iluminação renovado chamado “Oboro” e muitas controvérsias.
Recebemos aversão PC, muito obrigado a Team Ninja, e vamos falar de nossas impressões sobre o jogo e, se você ficar com dúvidas, deixe um comentário.
Dead or Alive 6 Last Round
O Torneio de Vida ou Morte Continua
Dead or Alive 6 Last Round tem um modo história, que é geralmente oque me atrai nos games, e aqui ele parece um pouco ramificado e as vezes confuso. Você começa uma história com Helena e Marie Rose conversando sobre uma missão de ir atrás de Konoka, uma garota doce e gentil com poderes misteriosos.
Passa para uma conversa entre Helena e Ryu Hayabusa sobre a M.I.S.T e uma explosão em um local onde Rig estava. Então Ryu vai atrás dele e é interrompido por Bass que joga um tambor de ferro nele, então Ayane aparece. Volta para Marie Rose e Konoka que estão em um tipo de Jurassic Park sendo atacadas por pterodátilos e conforme você luta, vão abrindo prólogos e outros capítulos que não seguem uma ordem linear.

Enfim, existem três núcleos que vão sendo explorados em caminhos separados mas, que se encontram no final. Helena e a DOATEC tem que lidar com a cientista NICO. A organização M.I.S.T está sendo investigada pelos clãs ninjas de Kasumi, Ayane e Ryu e ainda existe a história de Konoka e Marie Rose que envolvem o vilão Raidou, que todos acreditam estar morto.
Cada capítulo é uma curta cena de menos de cinco minutos e com uma luta no meio de um round apenas. Não há muito mais do que isso, então, a narrativa é bastante fragmentada. Porém, ela é boa e, se você não se perder no meio de tantos prólogos e capítulos que vão e vem em uma ordem estranha, você irá se divertir e ficar esperando quando sairá DoA 7 para continuar essa história.
Jogabilidade boa como sempre
DOA sempre foi elogiado por sua fluidez e ritmo acelerado, sendo conhecido como a franquia de luta 3D que qualquer um pode jogar sem anos de treinamento intensivo, com mecânicas de pedra-papel-tesoura que criam um campo de batalha para a guerra psicológica entre você e seus oponentes.
Golpes são efetivos contra arremessos, arremessos são mais fortes que agarrões, e agarrões podem vencer golpes e você sente a pressão de escolher entre soco ou chute alto, baixo, médio sem saber se seu adversário vai levar ou contra-atacar.
São pequenos detalhes como esse que ampliam o valor dos jogos mentais que você pode usar com seus inimigos. DOA sempre foi uma experiência de luta 3D única, que depende tanto do dano ambiental quanto da troca de jabs, chutes e movimentação entre os personagens. Seu personagem pode escorregar na água ou ficar vulnerável a um combo após uma explosão; existem muitas maneiras de causar dano em DOA.

O design de níveis é o que realmente diferencia DOA dos demais jogos de luta, mesmo que tenhamos visto mais disso recentemente em TEKKEN 8. Há vários cenários em DOA6: ringues de luta livre com dano por cordas, um laboratório com dano elétrico nas paredes e no chão, “Seaside Eden” com atordoamentos por escorregamento na água e uma zona de perigo com golfinhos que, ao ser derrubado, causa dano adicional. Tudo isso é padrão em DOA, mas mesmo para os padrões da franquia, o cenário “Unforgettable” é um dos mais ambiciosos e insanos já criados para um jogo de luta 3D.
Este relançamento de DOA trás de volta os cenários clássicos reunidos em um só, oferecendo praticamente todos os tipos de zonas de perigo possíveis e o apelo visual dos cenários é reforçado pela iluminação nova no cenário “Lost Paradise”. Porém, não haver cenários totalmente novos é, no mínimo, decepcionante e algo inédito nos relançamentos de games da série.
Um dos pontos mais debatidos é a barra de energia, abaixo da barra de vida. Acumular essa barra em quatro partes permite que você execute um “Break Blow”, onde você pode sofrer dano gratuito ao acertar o golpe ou arriscar tudo com um “Break Blow Reset” para executar um combo que pode ser mais danoso do que sofrer o dano gratuito do BB.
O “Break Hold” consome metade da sua barra (duas das quatro partes) e pode ser sua carta na manga para sair de situações de perigo. Ou você pode usar o ataque lateral, uma manobra absurdamente poderosa que permite escapar de quase tudo e redefine o ritmo da partida.
No entanto, o medidor ainda adiciona uma camada de estratégia, e nem tudo se resume à matemática dos frames. DOA destaca que a importância da estratégia pode ser tão crucial quanto o estudo dos dados da lista de movimentos.
Gráficos Continuam Lindos
Graficamente falando, DOA continua lindo. A iluminação Oboro colabora para reforçar a parte bonita do game. DOA6LR exige bastante VRAM, por algum motivo, mas isso não ficou evidente no computador fraco que usei para o teste. Principalmente no modo online, embora eu admita que houve um pouco de lag nas atividades offline, apenas brevemente, no início de uma partida.
O modo online (que tem sido duramente criticado pela ausência de rollback ou crossplay) se estabiliza da mesma forma que a versão original, mas com gráficos mais fluidos e melhor desempenho. Tanto para quem tem placas de vídeo de baixo desempenho que precisam de assistência quanto para quem tem placas de vídeo de ponta que desejam maior nitidez visual. Você também pode ter partidas competitivas com o upscaling do DLSS ativado, que não causará atrasos adicionais na taxa de quadros nos testes realizados, já que a geração de quadros não está ativa.
A falta de cross-play entre plataformas diferentes em 2026 é bem incomum, mas a ausência de rollback, embora igualmente incomum, é mais fácil de compreender, visto que é notoriamente difícil de implementar em jogos 3D.
Uma das maiores novidades fica por conta do novo Modo Foto. É fácil escolher os personagens e o cenário e percorrer a lista de golpes quadro a quadro para obter as imagens desejadas. Falta um pouco de liberdade para mover a câmera; ela fica praticamente fixa em um ponto, embora seja possível dar zoom e rotacionar os personagens para compensar. Enfim, O modo foto será usado para compartilhar muitas imagens divertidas e interessantes das lutadoras na Steam na Central da Comunidade.

O jogo não conta com o muito pedido Tag Battle, mas vem com os modos classicos, como online, arcade, versus e o DOA Quest, onde você faz algumas missões para liberar recompensas. Por exemplo, pegue a Kasumi, vença a luta, faça um combo de x% de dano e um movimento específico, como desviar para os lados na arena 3D e atacar. Se você estiver tendo dificuldades com algum movimento em particular, o jogo pode te levar direto ao tutorial daquele movimento para você treinar até conseguir fazê-lo.
Além de um teatro de replays, uma biblioteca com informações sobre a história e curiosidades, e uma sala de música (somados aos já mencionados modo história e DOA Quest). Mesmo que você nunca queira jogar online, há muito conteúdo aqui para mantê-lo ocupado.
O Elefante na Praia
Porém, apesar dos acertos, tem algo que está fazendo com que Dead or Alive Last Round não seja um sucesso que poderia ser: O excesso de monetização.
Existe uma quantidade absurda de DLCs para serem comprados, oque aumenta o preço de R$ 199 para um valor absurdo de mais de R$ 2000. São trajes e diferentes skins para as personagens? São. São 100% opcionais e não farão diferença na experiência final? Sim. Mas é muito estranho termos um jogo que é uma coletânea e uma versão definitiva de um jogo de sete anos atrás sendo lançado com esse valor alto para termos todas as skins do jogo.
Tem muita skin que você liberará jogando, com certeza, há uma série de trajes que podem ser comprados no Wardrobe com fighting money e você não precisará gastar. Mas tem muitos trajes que são os “atrativos” do jogo que só podem ser liberados atrás da compra com dinheiro real.

O jogo também traz todas as lutadoras de DLC de volta, como Nyotengu, Phase 4, Momiji, Rachel e Tamaki sem a necessidade de comprá-las. Mas, Mai Shiranui e Kula Diamond, vindas de The King of Fighters, continuam bloqueadas pro paywalls e, mesmo que você tenha as comprado no game originalde 2019, você vai precisar comprar elas novamente aqui. Não há um upgrade de versão para as personagens como há para alguns dos trajes do jogo.
Os reviews negativos em relação ao game estão focados nessa grande quantia de DLCs, a ausência de novidades e uma evolução que não mudou muito do jogo original para agora. Sinceramente, concordo com elas. Dead or Alive 6 já era bonito e essa atualização não mudou muito
Veredito sobre Dead or Alive 6 Last Round
Então, é isso: Dead or Alive continua sendo um ótimo game, mas é preciso aceitar o lado bom e o ruim, e certamente há coisas boas aqui. Mesmo com as questões envolvendo DLCs, é ótimo poder desbloquear muitos deles apenas jogando com os personagens e gastando a moeda do próprio jogo.
Há também uma variedade visual impressionante nos designs de todos os personagens, especialmente em uma época em que vemos muitos formatos de rosto e tipos físicos sendo reciclados, como falei em meu review de Tekken 8.
Vamos criticar o que está errado? Sim. Vamos dar os devidos créditos ao que é bom? Sim. Dead or Alive 6 Last round já até anunciou uma nova lutadora, então, vamos ficar de olho no que a Koei Tecmo e a Team Ninja trarão a essa nova versão e esperar que, talvez, eles ouçam as críticas e tragam melhoras ao game. Por enquanto, aproveite a versão Core Fighters.
Dead or Alive 6 Last Round

Prós e Contras
Prós:
+ Versão Grátis Core Fighters
+ Belos gráficos como sempre
+ Modos de jogo como DOAQuest
Contras:
– Monetização agressiva
– Falta de cross-play
– Não transferir conteúdo compradoentre versões
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