Se você é fã de Sword of Art Online, então você vai querer jogar Echoes of Aincrad
Na boa? Opinião bem impopular, mas eu sou muito mais fã de de .Hack do que de Sword of Art Online. É fato de que ambos nunca chegaram nem a ser rivais, pois a popularidade de SAO ofuscou .Hack de tal forma que muita gente nem sabe que a franquia da CyberConnect é a pioneira quando o assunto é gente presa dentro de um MMORPG.
Falando em datas, o primeiro game de .Hack chegou ao mercado em 2002, mas já estava sendo preparado, desenvolvidos e seu universo sendo construído antes, em 1999, enquanto a webnovel de Sword of Art Online também saia em 2002. Ou seja, ambas foram lançadas no mesmo ano e é improvavel que uma tenha copiado a outra, porém, Sword of Art se tornou imensamente mais conhecida, graças a sua ação e fanservice enquanto .Hack, com sua filosofia e momentos reflexivos, ficou para trás. Tanto nas animações, mangás e jogos.

SAO ganhou várias temporadas e vários games, contando a história das temporadas do anime ou com histórias inéditas e o mais novo jogo, Echoes of Aincrad (site oficial) é o mais inédito até agora. Este jogo ambientado no universo Sword Art Online e é o primeiro a tirar o título ‘Sword Art Online’ de seu nome e também traz o primeiro personagem customizavel da franquia.
Desta vez deixamos Kirito de lado e acompanhamos a história de outro jogador do Beta de SAO que enfrentará os andares da Torre de Aincrad. Porém, a dúvida é: Vale a pena investir nesse game? É um jogo só para os fãs do anime ou ele aceita todos jogadores?
Vamos falar de Echoes of Aincrad e, se você ficar com dúvidas, é só deixar um comentário.
Echoes of Aincrad
Assim que foi revelado que o game se passaria em Aincrad, uma enorme torre flutuante de 100 andares cheias de armadilhas, chefes e desafios que foi o cenário da primeira temporada do anime e da light novel, houve um barulho sobre poder jogar o MMORPG a partir de uma nova perspectiva.
No entanto, distinguir-se da marca aberta Sword Art Online e dar o que parece ser o que os jogadores têm pedido acaba dando certo?
O jogo começa durante a parte beta do jogo fictício “Sword Art Online”, que é um pouco antes do início da série de anime. Isso dá aos jogadores uma noção do mundo em vez de simplesmente jogar você nele.
Como a “revelação” acontece bem no começo do anime, é legal estabelecer os personagens de antemão, principalmente para quem não conhece SAO (embora quem não conheça SAO provavelmente não é o público-alvo desse jogo). A parte beta apresenta seu personagem junto com alguns amigos, novos e familiares. Ele prepara o cenário apresentando o mundo de Aincrad, bem como o jogo abrangente. Após o período beta, o jogo é lançado e sua verdadeira natureza é revelada.
Morte Permanente
Se por algum motivo você não conhece Sword of Art Online e ainda quer jogar Echoes of Aincrad, já vou avisando que, daqui para frente o texto terá SPOILERS, então, leia por sua conta e risco.
Tá aqui ainda? Ok. Você foi avisado!
Quando o jogo sai da versão beta, o anúncio do jogo e sua real natureza ocorre, revelando que os jogadores agora não deslogar do game até que o jogo seja concluído (ou seja, alguém chegue no último andar da Aincrad) e que, se morrerem no game, eles morrem no mundo real!
Além disso, os personagens se parecerão com seus equivalentes da vida real: Ou seja, é aí que você poderá montar seu personagem e, ele vai refletir (na teoria) as feições do jogador. Dito isso, os jogadores então navegarão por esse novo mundo perigoso com um elenco diferente do material de origem, mas que inclui personagens familiares.

O anime e a light novel mostra a convivência dos personagens naquele mundo, os problemas que eles enfrentam, como jogadores cruéis matam outros players, mesmo sabendo que os jogadores reais vão morrer, como os jogadores assumem lugares naquele universo se tornando lojistas ou ferreiros e etc. O jogo tem um pouco disso, mas não é tão aprofundado.
No geral, o jogo faz um trabalho bom em contar a história desde o beta. Só que, o problema é que esse prólogo é muito longo! De 3 a 8 horas de jogo só para você chegar na parte onde você monta o seu personagem! Sim, ele ajuda na construção do mundo, mas passar por vários tutoriais enquanto você explora em seu novo mundo poderia ter sido um pouco mais rápido e direto ao ponto.
Esse prologo se sai bem ao estabelecer uma narrativa que acompanha a história original. No entanto, fica cansativo o formato que imita o MMORPG te mandando para cima e para baixo enquanto você sabe que o jogo nem começou ainda! Echos of Aincrad se apoia muito na nostalgia, mas a história em geral não é tão envolvente quanto um fã estabelecido esperaria.
Você não precisa saber muito sobre Sword Art Online para aproveitar Echoes of Aincrad. Ajuda a entender o mundo, e há personagens familiares ou menções a Kirito, Asuna e companhia aqui e ali? Sim! Talvez os fãs mais envolvidos vão ver locais ou acontecimentos familiares e se empolgar com as referências, mas os novatos também são bem-vindos.
Jogo ao estilo MMORPG
O ciclo de jogo principal do jogo envolve missões, combate e exploração.
As missões e a exploração é onde a jogabilidade mais tropeça. A maioria das missões tem a mesma estrutura: pega a missão, entra em uma área, luta contra inimigos, ativa uma área segura, explora, luta, área segura e depois de um tempo fazendo isso, derrotar um chefe.
Embora isso não seja novidade para o gênero, a falta de um mundo explorável real é um pouco decepcionante. Além disso, alguns mapas são muito grandes para um objetivo que é apenas ir do ponto A ao ponto B. Tem pouco para realmente descobrir no mundo, com exceção de um ou outro baú e talvez um monstro um pouco mais forte do que o padrão com um loot um pouco melhor do que o padrão.
Felizmente, as coisas melhoram quando as masmorras se tornam uma parte maior da experiência. É aí que o jogo começa a jogar mais inimigos em você, e o desafio começa a aumentar. Isso não resolve completamente o problema do mundo vazio, mas as masmorras ajudam o jogo a parecer mais ativo e perigoso do que as áreas abertas.
As possibilidades de combinar armas e companheiros para levar para a luta talvez seja o destaque, além da atmosfera geral. Os jogadores podem escolher entre seis tipos de armas: espada de uma mão, espada de duas mãos, florete, adaga, maça e machado de duas mãos. Cada tipo de arma tem seus prós e contras, dando aos jogadores a capacidade de escolher como jogar.

A personalização de armas também merece crédito. Você pode pegar armas excedentes e usá-las em sua arma favorita como material de atualização, ou tirar vantagens de armas que você não quer e encaixá-las naquela que você realmente planeja usar.
Mas, por outro lado, você não pode trocar armas quando estiver no mundo ou dentro de uma masmorra. Depois que você sai da Cidade dos Começos, você fica preso com qualquer arma que tenha equipado até retornar. Encontrar uma nova arma e não poder experimentá-la imediatamente é ruim, especialmente em um jogo baseado em uma série onde os personagens estão constantemente verificando equipamentos e se adaptando na hora.
A jogabilidade de combate é ainda personalizada por um companheiro para levar consigo, dando escolha entre companheiros.
Já o combate em si é bastante típico de um RPG de ação. Você tem seus ataques leves e pesados, bem como ataques especiais e habilidades especiais usadas com seu companheiro. Embora seja um assunto bastante simples, ainda é muito divertido. O que o traz de volta, porém, é que a variedade de inimigos é baixa.
Eles são bem fiéis ao material original da light novel? Sim, mas seria legal ter um pouco mais de variedade além de homens-rato, vespas e uns goblins.
Desempenho Ok
Mesmo com o jogo rodando no Unreal Engine 5, que teve sua cota de problemas no PC, não senti nenhuma gagueira ou travamento perceptível no meu PC enquanto testava. Considerando quantas versões ruins de PC vimos ultimamente de jogos multiplataforma, foi bom ver isso.
Esta é uma área em que o jogo merece crédito. Ele pode não oferecer aos jogadores de PC muitas configurações para jogar, mas funciona perfeitamente e tem uma boa aparência. Para um jogo de anime licenciado, e especialmente um rodando no Unreal Engine 5, isso é uma vitória.
Clima de MMORPG
Se o jogo brilha mais está na sua atmosfera, que é ajudada pela sua estética. Apesar de ser um jogo “de anime”, o jogo não se inclina tanto para essa estética quanto se poderia esperar. É claro que o design dos personagens pende para o visual do anime, mas o mundo é inesperadamente (de uma forma agradável) realista. Por alguma razão, senti a vibe de Elder Scrolls enquanto explorava o mundo, mas de uma forma puramente atmosférica. Na verdade, isso se alinha com o Aincrad do mundo sendo ambientado em um mundo de fantasia realista (não há magia no mundo). Apesar de se passar em um mundo MMO, o jogo parece inesperadamente sem vida.

Echoes of Aincrad tinha tudo para ser o jogo Sword Art Online que as pessoas estavam esperando.
Embora não tenha aquela cara de jogo de anime, que segue uma fórmula padronizada da Bandai Nanco, como em Sand Land e os jogos de One Piece, ele ficou com cara de “RPG de ação genérico”, que é mais frio e realista que um Genshin Impact, por exemplo.Pense em um “Genshin Impact dirigido pelo Zack Snyder”. Cinzento, pouco carismático, tentando passar aquela vibe de “Sou muito sério e profundo”, mas que na real é só uma criança tentando parecer um adulto.
Veredito sobre Echoes of Aincrad
Echoes of Aincrad

Prós e Contras
Prós
+ Atmosfera inicial
+ Nostalgia
+ Diversão simples
Contras
– Longo prólogo
– Missões repetitivas e monstros
– Potencial inexplorado
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