Saiba como começar bem no Crimson Moon, o mais novo RPG de ação da Probably Monsters
Já pensou em chegar em um RPG de ação novo e descobrir que não existe as classes de personagens, como mago, ranger ou cavaleiro te esperando logo na criação de personagem? Pois é basicamente isso que acontece em Crimson Moon, da Probably Monsters, disponível para PS5, Xbox Series X|S e PC, e que já avisa logo de cara: as primeiras caçadas noturnas vão pegar muita gente desprevenida.
Se você está pensando em encarar esse gótico sombrio, vale entender antes os sistemas principais, porque purificação, construção livre de personagem e organização de carregamento são a base de tudo por aqui. E, se você ficar com dúvidas ao longo do texto, é só deixar um comentário.
Crimson Moon
Esqueça as classes, aqui a liberdade é sua
A primeira coisa que chama atenção em Crimson Moon é que o jogo simplesmente joga fora o conceito de classe fixa de personagem, algo que praticamente todo RPG de ação carrega como regra desde sempre. Todo Nephilim, nome dado ao seu personagem dentro do jogo, começa em pé de igualdade com qualquer outro. Nada de nascer “guerreiro” ou “mago” e ficar preso nesse papel a caçada inteira. Aqui, sua identidade dentro do jogo se apoia em três pilares, e é bom decorar eles de cara:
- Equipamento, ou seja, armas, armaduras e bugigangas que você saqueia durante as caçadas e depois purifica de volta na base.
- Artes com Armas, a habilidade exclusiva ligada a cada arma, que muda completamente seu jeito de brigar.
- Benefícios, bônus que se combinam entre si e reformulam sua expedição inteira.
O jogo ainda libera cooperativo multiplataforma para até dois jogadores, então dá para chamar aquele amigo teimoso que só joga em outra plataforma sem problema nenhum. Somando a liberdade total de equipamento com esse cooperativo cross-platform, fica claro que Crimson Moon quer que você experimente desde a primeira hora, e não que você decida uma build no papel e siga com ela para sempre.
A mecânica que separa quem entende o jogo de quem só está de passagem
Se tem uma coisa que você precisa gravar na cabeça antes de sair caçando por aí em Crimson Moon, é o sistema de purificação. Durante as expedições, você vai encontrar sentinelas cheias de baús escondidos, equipamentos poderosos e pergaminhos de conhecimento, e pode carregar tudo isso no inventário sem precisar equipar na hora.

Só que aqui mora o perigo. Se você cair antes de terminar a caçada, todo equipamento ainda não purificado simplesmente some, como se nunca tivesse existido. Agora, se você conseguir descer o Deus Morto da zona e voltar inteiro para o Sanctus Clypeus, seu hub central, aí sim pode purificar tudo o que juntou. E o que é purificado uma vez, fica de vez na sua coleção permanente, pronto para ser equipado em qualquer caçada futura.
Ou seja, cada corrida vira uma aposta. Arriscar mais tempo em campo para tentar levar um equipamento raro para casa, ou jogar no seguro e garantir que pelo menos aquilo que já purificou não vá embora com você. Nenhuma das duas opções está errada, mas escolher sem saber disso é o tipo de erro que só se comete uma vez.
Vale reforçar também que combate e exploração andam juntos o tempo inteiro. Inimigo aqui não é cenário de fundo, cada um que você derrota rende experiência e ouro, mesmo quando a caçada termina em fracasso. Zonas escondidas, quebra-cabeças ambientais e baús espalhados fazem da exploração quase uma segunda camada de estratégia. Sair correndo direto para o chefão sem checar os cantos costuma cobrar caro lá na frente.
Montando seu carregamento: um anjo, dois consumíveis e nove peças
Antes de qualquer caçada, Crimson Moon te obriga a organizar um carregamento completo, formado por um Anjo, dois consumíveis e nove itens entre armas, armaduras e bugigangas. E não subestime a escolha do Anjo, viu? Ele alimenta o chamado Modo Anjo, uma transformação pesada que precisa ser guardada para o momento certo, e não gasta em qualquer inimigo básico só porque “ficou bonito de ativar”.

Crimson Moon traz trinta tipos de arma diferentes, divididos entre famílias de uma e duas mãos, e cada categoria muda completamente sua forma de brigar:
- Espada e escudo entregam alcance mais curto, mas com uma defesa em que dá para confiar de verdade.
- Armas de duas mãos, como alabardas e glaives, trocam o escudo por mais alcance e pressão constante em cima do inimigo.
- Efeitos de arma como gelo, fogo, sangramento ou atordoamento existem justamente para casar com seus benefícios e criar combinações bem mais fortes do que a soma das partes.
E aqui vai uma dica de quem já apanhou tentando fazer diferente: nunca escolha arma só olhando número de dano bruto. A personalidade de cada arma está na arte de arma dela, e a melhor escolha quase sempre é aquela que reforça o que você já está construindo, não a que promete o maior estrago isolado. O jogo ainda separa dano físico em corte e esmagamento, sendo que esmagamento se destaca contra inimigo blindado, então vale ficar de olho nisso também.
Morrer aqui dói bem menos do que você imagina
Se você vem de roguelike punitivo, em Crimson Moon você pode relaxar um pouco. Cair no meio de uma caçada em Crimson Moon não zera sua progressão. Experiência, ouro, pergaminhos coletados, upgrades permanentes do hub e todo equipamento já purificado continuam com você depois da morte. O que se perde são só os benefícios temporários daquela corrida específica e o equipamento que ainda não tinha sido purificado.
Com caçadas durando entre 15 e 45 minutos, dá para encarar cada tentativa fracassada como investimento e não como prejuízo puro, já que você sempre sai sabendo mais sobre o inimigo e voltando com algum recurso a mais.
Durante a exploração, os chamados Nexus Gates oferecem benefícios temporários que combinam com armas, armaduras e as habilidades do seu Anjo, enquanto os pergaminhos de conhecimento espalhados pelo mapa expandem esse catálogo de forma permanente assim que voltam com você para o Sanctus Clypeus. Cada zona limpa também libera uma versão mais difícil dela mesma, com recompensas melhores, e a Mesa de Guerra do hub é onde você escolhe missão e nível de desafio antes de sair. Antes de subir a dificuldade, fixe bem as habilidades de desvio e esquiva, porque nenhum equipamento chique compensa a falta delas na hora de encarar os vampiros de Gildenarch.
Dicas rápidas para não sofrer nas primeiras horas
Começar Crimson Moon sozinho ou já ir de cabeça no cooperativo multiplataforma vai depender muito da sua experiência prévia com RPG de ação. Jogar solo prende você numa curva de dificuldade pensada para ensinar as mecânicas sem rede de segurança, o que ajuda a dominar sua build e suas artes com armas antes de dividir a responsabilidade com outra pessoa. Já o cooperativo aumenta o desafio, mas também premia quem se prepara, já que juntar duas construções diferentes cria sinergias impossíveis de conseguir sozinho, além de contar com vidas compartilhadas e a chance de reviver o parceiro caído.

Outra dica de ouro é resistir à vontade de jogar tudo em uma estatística só logo de cara. Um Nephilim todo montado para ataque puro se desfaz no primeiro combo real de um Deus Morto, e uma build toda defensiva, sem dano nenhum, também não quebra o ritmo do inimigo rápido o suficiente para criar vantagem. Use suas primeiras três ou quatro caçadas como teste mesmo. Vá com uma arma pesada e lenta combinada com regeneração, depois troque para algo leve e rápido com um benefício ofensivo, e sinta a diferença na pele.
Por fim, não deixe a Purificação parada. Sempre que voltar de uma caçada com equipamento bruto, passe em Gadulf para melhorar o que já foi purificado, em Merida para desbloquear novos benefícios, em Lotte para repor consumíveis e nos Gallants para pegar contratos. Esses NPCs transformam cada retorno ao Sanctus Clypeus em um checkpoint estratégico de verdade, e os contratos dos Gallants ainda recompensam inimigos que você mataria de qualquer jeito, então purificar rápido e voltar para a base vira lucro garantido, sem desvantagem nenhuma.
E aí, encarou o desafio de Crimson Moon ou ainda está decidindo se vale a pena montar acampamento em Sanctus Clypeus? Fale conosco nos comentários e conta pra gente qual build você pretende testar primeiro e aproveite para ler mais notícias no nosso site.
