Como Montar um Deck de Clash Royale: Guia Completo com 6 Dicas

Aprenda a montar um deck de Clash Royale com oito cartas e uma estratégia bem definida

Quando os smartphones estavam começando a rodar jogos mais complexos e empresas como a Gameloft começava a fazer seus clones de GTA e deixava para trás as versões de games em Java de sucessos como Prince of Persia: Sands of Time ou Sonic Unleashed, os games de celular eram considerados muito casuais e não ofereciam desafios.

Hoje, a situação é bem diferente.

Até mesmo jogos que parecem ser casuais oferecem um nível de estratégia que beiram jogos de cartas já bem estabelecidos no mercado como Magic: The Gathering e Pokémon TCG. E um dos exemplos é o Clash Royale, da Supercell, disponível na Play Store e App Store.

Vencer nesse jogo não é só pegar as cartas fortes, jogar e esperar que os bonecos bonitinhos façam o trabalho porque o game é casual e para você jogar no ônibus. Existe estratégia, preparação e

Entenda como escolher uma condição de vitória, combinar cartas que funcionam bem juntas, reforçar o ataque e a defesa, lidar com confrontos difíceis e equilibrar o custo médio de elixir e, se ficar com dúvidas, é só deixar um comentário.

Guia para montar um deck

O deck funciona melhor quando as oito cartas têm funções complementares. Só escolher oito cartas porque elas parecem as mais legais ou as mais fortes não resolve. Sem uma estratégia, você vai ter um monte de cartas que não fazem nada juntas e só ficar tentando jogar as mais fortes no inimigo e perder. Mas ok, isso é óbvio não só para um deck de Clash Royale, mas para qualquer card game.

A primeira coisa que você precisa fazer para montar o deck é ter uma ideia. O processo envolve definir uma condição de vitória, encontrar uma combinação inicial, completar as funções que estão faltando e conferir se o custo de elixir e as opções defensivas fazem sentido.

O jogo tem o CR Deck Builders, um assistente que pode sugerir as cartas ao longo desse processo, mas não obriga você a seguir essa sugestão. Elas servem como uma ideia inicial e um guia, mas não é uma obrigação.

1. Comece por uma condição de vitória ou por uma carta que queira usar

Você não souber por onde começar? Então a primeira coisa que você define é a escolha de uma carta que dê uma direção ao deck.

Uma possibilidade é começar pela condição de vitória, como Corredor, Gigante Real ou Lava Hound. Essas cartas ajudam a definir como você quer causar dano ao inimigo e influenciam quais suportes são necessários.

Você pode começar por uma carta defensiva de que você goste e saiba usar. Aí o restante do deck precisa seguir essa escolha em uma estratégia que funcione, dando um jeito de atacar e cobrir as situações que a carta que você escolheu não resolver sozinha.

Pense assim: Qual é a função da carta? Explique em uma frase!

Pressionar a ponte com ataques rápidos? Segurar um inimigo pesado e aproveitar a defesa para um contra-ataque? Montar um ataque aéreo? Se o seu objetivo está claro, fica mais fácil decidir qual carta deve entrar em seguida.

A condição de vitória não precisa fazer todo o trabalho sozinha. Em muitos decks, ela depende de cartas que abram caminho, distraiam as defesas ou impeçam o adversário de responder com facilidade. Por isso, a primeira escolha deve ser vista como o ponto de partida para organizar as outras sete cartas, e não como uma solução completa.

2. Procure sinergia entre duas cartas, não apenas duas cartas fortes

Deck de Clash Royale
Clash Royale

Duas cartas têm sinergia quando uma ajuda a outra a cumprir sua função. Não basta colocá-las juntas no deck porque ambas são poderosas ou porque aparecem com frequência nas mesmas composições. O que importa é entender como uma carta cria uma situação que a outra consegue aproveitar.

Uma combinação ofensiva, por exemplo, pode usar um feitiço para eliminar tropas pequenas que seriam capazes de parar sua condição de vitória. Outra possibilidade é colocar uma unidade aérea atrás de um tanque, que recebe os ataques enquanto a tropa de suporte causa dano. Também existe a combinação entre uma carta defensiva e outra que transforma uma defesa bem-sucedida em um contra-ataque.

As combinações podem cumprir funções diferentes. Um par ofensivo ajuda a condição de vitória a chegar à torre, seja abrindo caminho, seja aumentando a pressão do ataque. Um par defensivo combina cartas capazes de segurar unidades resistentes, controlar grupos de tropas ou reduzir o dano recebido com a ajuda de um feitiço. Já um par voltado para o ciclo utiliza cartas de custo baixo para que você consiga voltar mais rapidamente às cartas importantes do deck.

Esse último ponto merece atenção: cartas baratas não são úteis apenas porque custam pouco. Elas precisam contribuir para a defesa, para o ataque ou para a rotação das cartas na mão. Uma combinação de duas cartas só faz sentido quando existe uma função clara para cada uma delas.

3. Escolha a terceira carta para completar a combinação inicial

A terceira carta não precisa fazer parte de um trio conhecido ou de uma composição fixa. Ela deve resolver uma necessidade que aparece quando você observa as duas primeiras cartas em conjunto. Talvez o ataque precise de mais proteção, talvez a defesa esteja vulnerável a tropas aéreas ou talvez falte uma maneira de aproveitar as unidades que sobreviverem a uma defesa.

Imagine que você tenha escolhido uma condição de vitória e um feitiço barato. Uma terceira carta pode ser um mini tanque, capaz de proteger outras unidades ou segurar parte do ataque adversário. Também pode ser uma carta antiaérea, uma construção defensiva ou uma tropa que ajude a transformar a defesa em contra-ataque. A escolha depende do que já existe no deck e das situações que ainda não estão cobertas.

Há dois caminhos possíveis para procurar essa carta. As opções mais diretas são aquelas que completam a estratégia que você já começou a montar. Elas costumam ser mais fáceis de encaixar e ajudam a manter o deck fiel à ideia original. Já as opções menos óbvias podem abrir novas possibilidades, desde que suas funções combinem com as cartas escolhidas. Elas são interessantes para experimentar outras estratégias, mas não devem entrar apenas por parecerem diferentes.

Antes de decidir, pergunte o que a terceira carta realmente acrescenta. Ela melhora o ataque, corrige uma fraqueza da defesa ou facilita o ciclo? Se a resposta não estiver clara, talvez seja melhor testar outra opção.

4. Depois das três primeiras cartas, escolha em que direção o deck deve crescer

A partir da quarta carta, você já tem uma ideia inicial de como o deck funciona. Em vez de procurar uma única escolha considerada correta, vale decidir qual aspecto precisa de mais atenção naquele momento. No CR Deck Builders, o assistente apresenta três possibilidades: reforçar o ataque, reforçar a defesa ou acelerar o ciclo. Você pode escolher a que faz mais sentido para a composição atual ou continuar recebendo sugestões mais gerais.

Reforçar o ataque significa incluir cartas que aumentem a pressão sobre as torres e ajudem seus ataques a chegar mais longe. Isso pode envolver tropas de suporte, cartas que abram caminho para a condição de vitória ou feitiços que ajudem a concluir um ataque. O objetivo não é simplesmente colocar mais cartas ofensivas, mas fazer com que elas trabalhem junto com a estratégia principal.

Reforçar a defesa significa cobrir as situações em que o deck pode sofrer. Uma composição pode precisar de mais respostas contra unidades aéreas, de dano em área para lidar com grupos de tropas, de uma carta capaz de segurar tanques ou de uma maneira confiável de interromper ataques rápidos. O ideal é escolher cartas que resolvam as fraquezas existentes sem prejudicar o funcionamento do restante do deck.

Acelerar o ciclo significa conseguir voltar mais rapidamente às cartas importantes. Para isso, cartas de custo baixo podem ajudar, desde que tenham alguma utilidade real na composição. Não adianta incluir uma carta barata que não contribui para o ataque nem para a defesa só para reduzir o custo médio no papel.

Também é importante não confundir custo médio de elixir com ciclo de cartas. O custo médio mostra quanto você gasta, em média, para usar as oito cartas do deck. Já o ciclo está relacionado à velocidade com que você consegue voltar a uma carta depois de jogá-la. No Clash Royale, depois de usar uma carta, é preciso jogar outras quatro antes que ela volte à mão. Por isso, a presença de cartas baratas pode facilitar a rotação, mas o custo médio, sozinho, não explica toda a velocidade do deck. A Supercell também utiliza oficialmente o termo ciclo de cartas para essa mecânica.

Uma carta de três unidades de elixir pode ajudar a reduzir o custo médio de um deck que já é pesado, mas não significa automaticamente que o ciclo ficará rápido. O resultado depende das outras cartas e de como você consegue alternar entre elas durante a partida. Da mesma forma, um deck de custo baixo pode ter um ciclo pouco confortável se suas cartas baratas não ajudarem a manter a defesa ou a pressão.

Você pode mudar a direção escolhida enquanto monta o deck. Se perceber que o ataque já está forte, mas a defesa continua vulnerável, passe a procurar cartas defensivas. Se o deck segura bem os ataques, mas demora demais para voltar à condição de vitória, procure opções que facilitem o ciclo.

5. Identifique os confrontos difíceis antes de completar o deck

Um deck que parece fraco nem sempre tem uma condição de vitória ruim. Muitas vezes, o problema está em uma fraqueza específica que aparece contra determinados tipos de carta ou estratégia. Unidades aéreas resistentes podem causar problemas quando há poucas respostas para atacá-las. Grupos numerosos de tropas podem sobrecarregar uma defesa sem dano em área. Tanques podem avançar quando falta uma carta capaz de segurá-los, enquanto ataques rápidos podem passar antes que você consiga organizar uma resposta.

Também vale observar se construções defensivas estão parando sua condição de vitória com facilidade. Nesse caso, talvez você precise de um feitiço ou de uma carta de suporte que ajude a lidar com essas construções. A ideia é identificar quais confrontos realmente dificultam o funcionamento do deck, em vez de tentar corrigir tudo ao mesmo tempo.

Quando você sabe quais situações representam um problema, fica mais fácil escolher cartas para enfrentá-las. Uma boa resposta defensiva não deve apenas impedir o ataque adversário. Sempre que possível, escolha uma carta que também possa participar do seu contra-ataque depois de sobreviver à defesa. Assim, você aproveita melhor o elixir gasto e cria uma oportunidade de pressionar o adversário.

Isso não significa que todo confronto difícil precise ser resolvido com uma troca de carta. Algumas partidas exigem ajustes na maneira de jogar, como guardar um feitiço para uma tropa específica, evitar gastar a condição de vitória sem necessidade ou esperar o adversário usar uma carta importante antes de iniciar o ataque. Conhecer os limites do deck faz parte da estratégia. Você não precisa eliminar todas as fraquezas, mas precisa saber quais delas está disposto a enfrentar durante as partidas.

6. Quando estiver perto das oito cartas, confira o custo médio e as funções que faltam

Com o deck quase completo, vale observar a composição como um todo. Confira o custo médio de elixir e veja se ele combina com o ritmo de jogo que você pretende adotar. Depois, analise se há cartas suficientes para lidar com situações comuns, como tropas aéreas, grupos de inimigos, unidades resistentes e ataques direcionados às construções.

Deck de Clash Royale
Clash Royale

Também vale conferir a presença de feitiços de custo mais baixo e mais alto, construções defensivas, cartas que ajudem a finalizar ataques e opções capazes de iniciar um contra-ataque. Isso não significa que todo deck precise obrigatoriamente ter uma carta de cada categoria. Algumas estratégias funcionam com poucas construções, outras dependem de feitiços específicos e há composições que aceitam certas fraquezas em troca de um ataque mais forte.

O importante é saber o que está faltando e entender as consequências dessa escolha. Se o deck tem poucas respostas contra tropas aéreas, por exemplo, você precisará administrar melhor as cartas disponíveis e evitar gastar sua defesa aérea em situações menos importantes. Se não tiver uma construção, terá de usar tropas ou outras cartas para distrair e segurar unidades que avançam diretamente contra suas torres.

Quando as oito cartas estiverem definidas, use a ferramenta de análise de deck para conferir a composição e compare o resultado com decks populares que tenham uma estratégia parecida. Essa comparação ajuda a encontrar ideias e alternativas, mas não significa que você precise copiar uma lista pronta. O meta muda com os ajustes de balanceamento, e o desempenho de um deck também depende dos níveis das cartas, da faixa de troféus e da maneira como cada jogador utiliza a composição.

Exemplo: como decidir se vale a pena trocar uma carta

Considere um deck formado por Corredor, Mosqueteira, Canhão, Golem de Gelo, Esqueletos, Espírito de Gelo, O Tronco e Bola de Fogo. O custo total dessas oito cartas é de 21 unidades de elixir. Dividindo esse valor por oito, chegamos a um custo médio de 2,625, normalmente apresentado como aproximadamente 2,6. É um exemplo para mostrar como comparar mudanças, não uma afirmação de que essa seja a melhor composição disponível no meta atual.

Quando você quer mudar a defesa contra tropas aéreas

Uma possibilidade seria trocar a Mosqueteira, que custa quatro unidades de elixir, pelo Mago, que custa cinco. Os dois conseguem atacar tropas aéreas, mas cumprem funções diferentes. A Mosqueteira concentra seus ataques em um alvo, enquanto o Mago causa dano em área e pode ser mais útil contra grupos de inimigos. Em compensação, a troca aumenta o custo médio do deck de 2,625 para 2,75.

Não escolha apenas olhando para a diferença no custo. Primeiro, tente descobrir o que está causando suas dificuldades. Você está perdendo para grupos de tropas aéreas ou para unidades aéreas resistentes que precisam receber dano concentrado? A resposta ajuda a decidir qual das duas cartas atende melhor à necessidade do deck. Também vale conferir os níveis das cartas e testar a mudança em partidas, porque o resultado depende das situações que você realmente encontra.

Quando você pensa em retirar uma construção defensiva

Outra possibilidade é trocar o Canhão, que custa três unidades de elixir, por uma carta de custo semelhante que tenha outra função. Mesmo que o custo médio permaneça igual, a maneira de defender muda bastante. O Canhão pode atrair unidades que atacam construções e ajudar a afastá-las das torres. Ao retirá-lo, você precisa decidir qual carta vai assumir essa função e como pretende segurar os ataques que antes eram direcionados para ele.

Também é importante pensar no que acontece depois de jogar o Corredor. Se você gastar elixir no ataque e o adversário responder com uma unidade pesada, o deck ainda terá cartas suficientes na mão para se defender? Uma substituição pode parecer equilibrada no cálculo, mas criar uma dificuldade prática durante a partida.

Como testar a mudança durante as partidas

Mantenha uma cópia do deck original e altere apenas uma carta por vez. Sempre que possível, faça as comparações no mesmo modo de jogo e observe em quais situações a nova composição se sai melhor ou pior. Quando perder, registre o motivo de forma específica. Talvez você estivesse sem uma carta capaz de atacar tropas aéreas, tenha sido parado por uma construção ou não tenha conseguido montar um contra-ataque depois de defender.

Essas observações ajudam a identificar qual função precisa de ajuste. Evite decidir que uma carta é melhor do que outra depois de apenas algumas vitórias ou derrotas. Uma sequência curta pode ser influenciada pelos decks enfrentados, pelos níveis das cartas e até pela maneira como você jogou naquela partida. Quanto mais parecidas forem as condições dos testes, mais úteis serão as comparações.

Como interpretar dados de taxa de vitória

Imagine uma comparação hipotética entre duas cartas ou composições. A primeira venceu 14 de 20 partidas, o que representa uma taxa de vitória de 70%. A segunda venceu 550 de 1.000 partidas, chegando a 55%. Apesar de o primeiro resultado parecer melhor, ele foi registrado em uma amostra muito menor e pode variar bastante com a entrada de novas partidas.

O segundo resultado tem uma amostra maior, mas também não garante que a carta ou o deck terá o mesmo desempenho na sua faixa de troféus. Para interpretar esses números, observe se os dados correspondem ao mesmo período, modo de jogo e nível de competição. Confira também quantos jogadores e quantas partidas foram considerados, além de avaliar se as cartas estão disponíveis e bem evoluídas na sua conta.

A popularidade de uma carta ou de um deck mostra com que frequência os jogadores estão usando aquela opção. Já a taxa de vitória indica os resultados registrados nas partidas analisadas. São informações diferentes e nenhuma delas, sozinha, determina qual carta você deve escolher. Da mesma forma, a lista de cartas que aparecem juntas com frequência pode servir para encontrar combinações interessantes, mas não prova que usar aquelas cartas em conjunto seja o motivo de uma taxa de vitória maior.

No fim, montar um bom deck depende de encontrar uma estratégia que faça sentido para as oito cartas, entender quais confrontos podem causar problemas e testar mudanças com cuidado. O objetivo não é criar uma composição capaz de responder perfeitamente a todas as situações, mas montar um deck com um plano claro, funções bem distribuídas e fraquezas que você saiba administrar.

E Veja vídeos no YouTube

Outra ótima ideia é ir ao YouTube ou fóruns para pegar ideias sobre o deck perfeitos para atacar. Este é um prós e um contra. No lado positivo, os usuários têm uma grande variedade e decks extremamente bem balanceados que ajudarão você a vencer.

Dito isso, muitos outros jogadores viram esses mesmos decks nos fóruns ou vídeos populares e sabem exatamente como derrotá-los. Sem mencionar que você não pode jogar tão bem quanto os outros no início.

Experimente uma grande variedade de decks diferentes para descobrir o que funciona melhor para você. Não confie apenas nisso. Clash Royale confunde a rotação de cartas do baralho após uma sequência de vitórias e essa mudança tornará o jogo rapidamente mais difícil de vencer. Quando isso acontecer, não continue tentando e esperando conseguir as cartas na ordem que deseja.

Adapte-se rapidamente ou dê uma pausa no jogo para parar de perder e prejudicar a sua classificação. Pare, respire e volte depois para reestudar as suas cartas e pensar em estratégias. Não dá para seguir uma “receita de bolo” e tentar copiar exatamente o que você vê na internet. Então, pegue algumas dicas, adapte o que for melhor para você e descarte o que não funciona.

Agora, conte nos comentários o que achou das dicas. Elas te ajudaram a vencer? Fale conosco e aproveite para ler mais notícias no nosso site.

Autor

  • Paulo Fabris

    Paulo Fabris é um jornalista, escritor, RPGista, gamer, cosplayer, nerd e fã de
    animes desde a época da TV Manchete.
    Trabalhou na redação de portais como o Cosplay Brasil, UmGamer, Married Games, Professor Smart e mais, além de ter trabalhos impressos em revistas especializadas em tecnologia de áudio e vídeo e automóveis.

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