Se você é um iniciante em Valorant e quer entender com quem ou como jogar, veja como funcionam todas classes dos agentes em VALORANT
VALORANT não segue aquele esquema tradicional de classes fixas como alguns jogos de tiro mais antigos. No lugar disso, o jogo distribui os agentes em funções táticas, que definem como cada um contribui para o time — seja dominando espaços, iniciando lutas, segurando áreas ou flanqueando inimigos. Até 2024, tudo era dividido em quatro categorias: Duelistas, Iniciadores, Controladores e Sentinelas. Mas a Riot atualizou isso.

A reformulação, feita no fim de 2024, trouxe um sistema mais detalhado, com subfunções dentro das categorias principais. Isso ajuda a explicar melhor o papel real de cada agente na partida, já que dois duelistas, por exemplo, podem ter estilos completamente diferentes de jogo. Então, vamos falar as funções dos agentes em Valorant e, se ficar com dúvidas, deixe um comentário.
Funções dos agentes em VALORANT
Duelistas: os que vão na frente (mas nem sempre do mesmo jeito)
Os duelistas continuam sendo os agentes que vão atrás da briga. Eles têm ferramentas para garantir eliminações por conta própria e costumam ser os primeiros a entrar no bomb. Mas agora a Riot diferencia dois estilos principais dentro dessa função.

Tem os Entry Fraggers, como Jett e Raze, que explodem em direção ao ponto e tentam abrir espaço na marra. E tem os Lurkers, como Reyna ou Yoru, que preferem atacar pelas beiradas, pegar flanco e punir o time inimigo fora de posição. Ambos são duelistas, mas o jeito de jogar é bem diferente.
Iniciadores: os que criam brechas e forçam jogadas
O papel dos iniciadores é garantir que o time consiga entrar em áreas disputadas com alguma vantagem. Antes, parecia que todos faziam isso do mesmo jeito, mas agora a Riot dividiu melhor.

Agentes como Sova e Fade são considerados Scouts — eles trabalham revelando posições inimigas com info de radar ou visão. Já Breach e Skye são Breachers — eles desestabilizam a defesa com flashes, stuns e habilidades de pressão, forçando o inimigo a ceder território ou ficar vulnerável.
Sentinelas: os que seguram e protegem
Os sentinelas são fundamentais para defesa, retake e controle de flanco. Mas nem todos fazem isso da mesma forma. A Riot passou a classificar personagens como Cypher e Killjoy como Trappers — são os que colocam gadgets no mapa para detectar e atrasar inimigos.
Já Sage (e mais recentemente, Deadlock) são mais suporte direto, com cura, barreiras e habilidades que travam a movimentação do adversário. Esse grupo é chamado de Support/Tactical, e o foco é garantir a estabilidade do time nas rotações ou nos duelos apertados.
Controladores: visão, pressão e espaço negado
Por último, os controladores seguem com o papel de dominar espaço com smokes, paredes e áreas tóxicas. Mas aqui também existem subfunções. Viper, por exemplo, é classificada como Zoner, porque cria zonas de dano e controle que forçam o inimigo a tomar decisões ruins.

Já Brimstone, Harbor ou Omen são mais estratégicos — trabalham com smokes e habilidades para bloquear visão, isolar duelos ou facilitar entradas e retakes. Eles são chamados de Map Controllers, porque o foco é influenciar o mapa com informação e posicionamento.
Por que isso importa?
Esse novo sistema não é só estética. Ele ajuda a montar composições melhores, escolher agentes que realmente fazem sentido com seu estilo de jogo e entender o que está faltando no seu time. Se você joga solo, isso pode evitar aquele clássico de “cinco duelistas e ninguém planta”. E se joga em grupo, dá para montar estratégias bem mais coordenadas entendendo os papéis reais de cada um.
A Riot tem uma página oficial sempre atualizada com as funções e perfis dos agentes — você pode conferir aqui no site de VALORANT. Lá eles mostram quem é quem e o que cada um faz, com direito a descrição completa de habilidades, função e impacto na equipe.
Entenda a história por trás de VALORANT: Radiantes, mundos paralelos e o papel do Protocolo}
Por mais que VALORANT seja um jogo de tiro competitivo em primeira pessoa, com foco total em mecânicas e estratégia, ele também tem uma história por trás que explica o motivo de tudo aquilo estar acontecendo. E não é uma história simples: envolve eventos globais misteriosos, corporações poderosas, mundos paralelos, agentes com habilidades especiais e muito mais.
Se você sempre quis entender o universo de VALORANT, como tudo começou, quem são os agentes e o que está em jogo por trás das partidas, aqui está um resumo direto — mas completo — da lore do jogo até agora.
Tudo começou com o First Light
A base de toda a história de VALORANT é um evento conhecido como First Light. Ninguém sabe exatamente como ou por que isso aconteceu, mas o que se sabe é que, por volta do ano de 2039, o planeta inteiro foi afetado por esse fenômeno.
O First Light foi uma espécie de onda de energia que alterou completamente a realidade. Ele causou mudanças na atmosfera, afetou a tecnologia e, principalmente, provocou o surgimento de uma nova fonte de energia: a Radianita. A partir daí, tudo começou a mudar.
Esse evento também teve um efeito colateral em algumas pessoas: elas passaram a desenvolver habilidades especiais, como manipular fogo, controlar veneno, atravessar dimensões e muito mais. Esses indivíduos ficaram conhecidos como Radiantes.
O surgimento do Protocolo Valorant
Com o mundo mudando tão rápido, governos e empresas passaram a disputar o controle da Radianita, e as tensões globais aumentaram. Foi nesse cenário que surgiu uma organização chamada Protocolo Valorant — uma espécie de força-tarefa secreta formada por agentes do mundo todo, incluindo Radiantes e especialistas em tecnologia.
A missão do Protocolo é simples no papel: manter a Terra segura diante dos riscos causados pela Radianita e por tudo o que veio junto com o First Light. Isso inclui ameaças globais, sabotagens, experimentos perigosos e até mesmo… versões alternativas dos próprios agentes.
Kingdom Corporation: a empresa por trás da energia
Depois do First Light, uma megacorporação chamada Kingdom foi a primeira a descobrir como explorar a Radianita em grande escala. Ela rapidamente se tornou responsável por cerca de 75% da produção de energia do planeta. Prédios da Kingdom começaram a aparecer em todos os mapas do jogo, e ficou claro que eles estavam em todos os cantos.
A Kingdom se apresenta como uma empresa de inovação e sustentabilidade, mas há várias pistas de que ela esconde segredos bem mais obscuros. Alguns agentes do Protocolo Valorant já trabalharam para a Kingdom no passado, como Viper, Killjoy, Omen e Brimstone. A ligação deles com a empresa levanta muitas dúvidas sobre o que realmente aconteceu nos bastidores do First Light — e se a Kingdom é mesmo só uma empresa de energia.
O desastre em Veneza e a criação do mapa Ascent
Um dos momentos mais importantes da história de VALORANT aparece no trailer “Duelists”, em que vemos Phoenix perseguindo Jett pelas ruas de Veneza para impedir um ataque. O que ele não consegue evitar é a ativação de um dispositivo chamado Spike, que usa Radianita para causar uma explosão gigantesca.
O resultado? Um pedaço inteiro de Veneza simplesmente se separa do solo e começa a flutuar no ar, criando o cenário que conhecemos como Ascent. Esse é o primeiro exemplo direto do poder destrutivo da Radianita quando usada de forma errada.
O evento fez com que o mundo começasse a ver a Radianita com outros olhos. A própria Kingdom passou a sofrer críticas e suspeitas, e suas ações despencaram depois da tragédia. A ideia de que essa fonte de energia era segura e limpa começou a ruir.
Dualidade e os agentes espelhados
O que realmente expande a história de VALORANT é a revelação de que existe mais de uma Terra. No trailer “Duality”, lançado durante o VCT Masters Reykjavik, descobrimos que os agentes enfrentam cópias de si mesmos vindas de outra realidade — uma espécie de Terra-2, espelhada à nossa.
Esses “doppelgängers” são quase idênticos aos agentes que conhecemos, mas vêm com intenções nada pacíficas. Eles querem roubar a Radianita da nossa realidade, e usam os Spikes para isso. A missão deles é invadir, plantar o Spike e causar rupturas na estrutura da Terra-1.
É aí que entra a função real do Protocolo Valorant: eles não estão apenas lidando com terroristas ou sabotagens locais. Estão combatendo uma invasão interdimensional.
O trailer mostra Phoenix enfrentando uma figura misteriosa em Bind, que depois se revela como ele mesmo. Ao retornar à base, ele pergunta para Viper o que está acontecendo, e ela, junto com Brimstone e Killjoy, deixa claro que já sabia da existência dessas cópias há algum tempo — mas manteve isso em segredo.
A revelação final do trailer mostra os doppelgängers se preparando para um novo ataque, agora com equipes completas. A imagem das duas Terras lado a lado confirma: existe mesmo um universo paralelo, e ele está em guerra com o nosso.
O que tudo isso significa dentro do jogo?
A lore de VALORANT não serve só para montar um universo bonito — ela também explica várias decisões de gameplay. Por exemplo: por que duas equipes podem ter a mesma agente no mesmo jogo? Porque uma delas é da Terra-1, e a outra da Terra-2. Isso é mais do que desculpa narrativa, é uma construção de mundo bem pensada para explicar elementos competitivos.
Também ajuda a entender a tensão entre alguns personagens. Reyna, por exemplo, é uma Radiante com raiva da humanidade e das corporações. Chamber tem interesses obscuros e está claramente escondendo algo. Deadlock vem com uma abordagem muito mais rígida e militar. Cada agente tem motivações únicas, e muitas vezes, elas não estão 100% alinhadas com o Protocolo.
A Riot desenvolve essa narrativa aos poucos, com trailers, falas no jogo, cosméticos, cartas de agente e atualizações periódicas. E embora não seja o foco principal do gameplay, esse pano de fundo ajuda a dar mais peso ao universo do jogo e aos personagens.
E qual o papel de cada agente nisso tudo?
Nem todos os agentes têm sua história totalmente revelada ainda, mas dá pra entender que existem três tipos principais de personagem nesse universo:
- Os que nasceram com poderes depois do First Light, os Radiantes (como Phoenix, Jett, Reyna).
- Os que não têm poderes, mas usam tecnologia Radianita para lutar (como Killjoy, Brimstone, Cypher).
- E os que são um mistério completo, com origens não confirmadas (como Omen, Chamber, Iso).
O Protocolo Valorant reúne todos esses tipos para formar uma força de resposta tática. Mas mesmo dentro do grupo, há conflitos, segredos e desconfiança. E com os ataques da Terra-2 ficando cada vez mais frequentes, a tensão interna só cresce.
Lore ainda em expansão
A história de VALORANT ainda está longe de acabar. A cada episódio novo, a Riot adiciona mais pistas, novas interações entre os agentes e mais informações sobre a guerra entre as duas Terras. Em episódios recentes, a presença de tecnologia alternativa, armas misteriosas, inteligências artificiais e vazamentos da Kingdom indicam que o conflito vai além de doppelgängers — e que há mais facções envolvidas.
A Kingdom continua operando por trás dos panos. A Terra-2 continua atacando. E o Protocolo Valorant, apesar de parecer preparado, claramente ainda não tem controle total da situação.
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