Classes de Divinity: Original Sin 2: As vantagens, Desvantagens e Pontos Fortes e Fracos

Está em dúvida de qual das Classes de Divinity: Original Sin 2 você vai pegar para jogar? Nós te ajudamos!

Divinity: Original Sin 2, publicado pela Larian Studios (a mesma de Baldur’s Gate 3) é um daqueles RPGs que não facilitam a vida do jogador logo de cara. O jogo é cheio de sistemas interligados, regras que se cruzam o tempo todo e uma quantidade enorme de decisões já nos primeiros minutos.

Só a criação de personagem já pode virar um problema para quem está começando, porque o número de classes de RPG disponíveis é grande e muitas delas parecem cumprir funções parecidas à primeira vista. Rogue ou Shadowblade? Fighter ou Knight? A diferença nem sempre é óbvia, principalmente para quem ainda não entende bem como o combate funciona.

A boa notícia é que Divinity: Original Sin 2 permite moldar bastante o personagem ao longo da campanha. Com o tempo, dá para ajustar habilidades, investir em novas árvores e adaptar a classe ao seu jeito de jogar. Ainda assim, começar com uma base sólida ajuda muito, principalmente nas primeiras horas, quando os erros pesam mais e os recursos são limitados.

Não existe classe “errada”, mas algumas exigem mais cuidado, posicionamento ou planejamento do que outras. Entender isso desde o início evita frustração e torna a experiência bem mais legal. Então vamos explicar o que cada classe faz melhor, onde ela se destaca e quais são os seus principais pontos fracos. E se ficar com dúvidas, deixe um comentário.

Battlemage

O Battlemage é uma das classes mais versáteis do jogo. Como o nome sugere, ele mistura combate físico com magia, funcionando como um personagem híbrido que consegue se virar em várias situações diferentes. Ele pode atacar com armas corpo a corpo, usar magias ofensivas, aplicar efeitos de status e se adaptar conforme o tipo de inimigo que enfrenta.

Essa flexibilidade é, ao mesmo tempo, a maior qualidade e o maior problema da classe. O Battlemage quase sempre tem alguma resposta para o que está acontecendo no combate, seja partindo para cima com uma arma ou lançando uma magia para controlar o campo de batalha. O problema é que, ao tentar fazer de tudo um pouco, ele acaba não sendo excelente em nada específico no início.

Na prática, isso costuma resultar em uma defesa mais frágil do que a de outros combatentes da linha de frente. Como os pontos precisam ser divididos entre força, inteligência e habilidades mágicas, alguma coisa acaba ficando para trás. Se o jogador não tomar cuidado, o Battlemage pode acabar exposto demais, principalmente em lutas mais longas ou contra inimigos que causam muito dano concentrado.

Cleric

O Cleric costuma atuar bem próximo da linha de frente, usando armas pesadas para causar dano enquanto mantém o grupo vivo com magias de cura e habilidades de suporte. É uma classe que combina resistência física com utilidade, sendo muito importante em qualquer equipe equilibrada.

Durante o combate, o Cleric não fica apenas curando de longe. Ele participa ativamente das batalhas, bate nos inimigos, aplica efeitos e, ao mesmo tempo, garante que os aliados consigam se manter de pé por mais tempo. Isso faz dele uma peça-chave, especialmente em confrontos mais difíceis.

O principal problema do Cleric é justamente essa importância. Como ele é responsável por manter o grupo vivo, acaba se tornando um alvo prioritário para os inimigos. Se cair muito rápido, o resto da equipe pode morrer rapidamente. Mesmo estando na linha de frente, é importante não deixá-lo exposto ao pior da pancadaria e cuidado no posicionamento faz toda a diferença.

Conjurer

O Conjurer é especializado em invocações. Ele cria criaturas, objetos e aliados temporários para ajudar o grupo durante o combate. Essas invocações podem servir tanto para absorver dano quanto para atrapalhar os inimigos ou oferecer suporte em momentos críticos.

Divinity: Original Sin 2

Essa classe brilha quando o campo de batalha fica caótico. Enquanto outros personagens estão ocupados atacando ou se defendendo, as criaturas invocadas pelo Conjurer podem segurar inimigos, bloquear caminhos ou simplesmente comprar tempo para o grupo se reorganizar. É um estilo de jogo muito estratégico e que recompensa quem pensa alguns passos à frente.

Em compensação, o Conjurer é extremamente frágil. Ele não aguenta muita pressão direta e pode morrer rapidamente se for cercado ou atacado por inimigos mais agressivos. Por isso, é essencial manter distância e evitar chamar atenção. Posicionamento é tudo para essa classe. Um erro nesse aspecto costuma ser fatal.

Enchanter

O Enchanter atua principalmente à distância e é focado em controlar o campo de batalha por meio de efeitos de status. Ele usa uma grande variedade de magias para congelar, molhar, atordoar ou enfraquecer os inimigos, preparando o terreno para que outros membros do grupo causem ainda mais estrago.

Muitas habilidades no jogo dependem de condições específicas para funcionarem melhor, como inimigos molhados, congelados ou enfraquecidos. O Enchanter é quem cria essas oportunidades. Ele não é, necessariamente, o maior causador de dano do grupo, mas faz com que todos os outros funcionem melhor.

Assim como o Conjurer, o Enchanter é frágil. Ele não foi feito para apanhar e não deve ficar perto demais do perigo. Se os inimigos conseguem alcançá-lo com facilidade, as chances de sobreviver caem bastante. Mantê-lo fora do centro da confusão é fundamental para que ele consiga cumprir seu papel.

Fighter

O Fighter é o clássico combatente corpo a corpo resistente. Ele foi feito para ficar na linha de frente, segurar a atenção dos inimigos e aguentar pancada enquanto o resto do grupo trabalha com mais segurança.

Em termos de dano, o Fighter não é o mais impressionante. Ele bate, machuca, mas raramente causa explosões de dano como outras classes. A grande vantagem está na resistência. Derrubar um Fighter exige esforço, o que dá tempo para aliados mais frágeis atacarem sem serem pressionados o tempo todo.

O ponto fraco é justamente a dependência do grupo. Como o dano não é tão alto, o Fighter funciona melhor quando acompanhado por personagens que consigam aproveitar o espaço que ele cria. Em um grupo bem montado, isso não costuma ser um problema, mas em composições mal pensadas ele pode parecer menos impactante do que realmente é.

Inquisitor

O Inquisitor é uma classe que mistura combate próximo com dano mágico. Ele costuma ficar mais perto da ação do que magos tradicionais, mas conta com uma reserva de vida maior para aguentar essa proximidade.

Não é uma classe cheia de extremos. O Inquisitor não tem grandes fraquezas gritantes, mas também não possui uma característica que o coloque muito acima das outras. Ele é equilibrado, consistente e relativamente fácil de usar.

Justamente por ficar mais próximo do perigo, é importante ficar de olho na sua posição durante o combate. Ele aguenta mais do que um mago comum, mas ainda assim não deve ser tratado como um tanque puro.

Knight

O Knight lembra bastante o Fighter em termos de papel no grupo, mas com uma diferença importante: ele causa mais dano. Armado com armas pesadas, o Knight entra de cabeça nas batalhas e consegue derrubar inimigos com mais rapidez.

Classes de Divinity: Original Sin 2
Divinity: Original Sin 2

Essa agressividade extra tem um custo. Em comparação com o Fighter, o Knight é um pouco menos resistente. Ele ainda aguenta bastante coisa, mas não segura o combate por tanto tempo sem apoio. Em lutas longas ou contra muitos inimigos, isso pode fazer diferença.

Mesmo assim, é uma excelente escolha para quem quer ficar na linha de frente e sentir que está realmente causando impacto direto nos inimigos.

Metamorph

O Metamorph também atua próximo dos inimigos, mas de um jeito bem diferente do Knight ou do Fighter. Enquanto essas classes têm um estilo mais direto, o Metamorph foca em controle e manipulação do combate.

Ele pode ganhar mobilidade extra, voar pelo campo de batalha, petrificar inimigos e alterar completamente o ritmo da luta. A ideia não é apenas bater ou apanhar, mas ditar como o combate acontece.

O problema é que, para fazer isso, o Metamorph precisa se expor bastante. Ele costuma ficar em posições perigosas, o que exige que outros membros do grupo chamem a atenção dos inimigos. Sem esse suporte, a classe pode sofrer bastante.

Ranger

O Ranger é exatamente o que se espera desse tipo de classe. Ele ataca de longe, geralmente com arcos, causando alto dano enquanto tenta ficar fora do alcance dos inimigos.

Quando bem posicionado, o Ranger é um pesadelo para os adversários. Ele elimina alvos importantes rapidamente e contribui muito para encurtar os combates. O problema aparece quando algo dá errado. Se for cercado ou alcançado, o Ranger costuma cair rápido. Ele não foi feito para trocar golpes de perto, então depende bastante do posicionamento e da proteção do grupo.

Rogue

O Rogue é especializado em ataques rápidos e furtivos. Ele atua perto dos inimigos, mas a ideia é sempre atacar primeiro, causar muito dano e sair antes que o inimigo consiga reagir. Timing é tudo para essa classe. Saber quando entrar e quando recuar faz toda a diferença.

Um Rogue bem utilizado pode virar uma luta em poucos segundos, eliminando alvos-chave antes mesmo que o combate engrene de verdade. Por outro lado, se for visto cedo demais ou ficar preso em combate direto, o Rogue sofre bastante. Ele não aguenta pancada prolongada e pode ser derrotado com facilidade se cometer erros.

Shadowblade

O Shadowblade segue uma lógica parecida com a do Rogue, mas troca parte do dano físico por habilidades mágicas. Ele também depende de furtividade e posicionamento, atacando inimigos desprevenidos no momento certo.

Classes de Divinity: Original Sin 2
Divinity: Original Sin 2

A vantagem do Shadowblade está na variedade de abordagens. Ele pode escolher como atacar, aplicar efeitos mágicos e desestabilizar o inimigo logo no começo da luta, colocando o grupo adversário em desvantagem desde cedo. O risco é o mesmo do Rogue. Se for exposto ou ficar sem opções de fuga, a situação rapidamente fica ruim. É uma classe poderosa, mas que pune erros com bastante severidade.

Wayfarer

O Wayfarer prefere manter distância e controlar o combate a partir de longe. Ele usa poções e habilidades ligadas à terra para lidar com os inimigos, oferecendo um conjunto de habilidades bem diferente das outras classes à distância.

Essa versatilidade permite que o Wayfarer se mantenha relativamente seguro, mesmo quando a situação complica. Ele consegue se reposicionar, escapar de cercos e continuar contribuindo para a luta. Ainda assim, não é uma boa ideia abusar dessa segurança. Quanto menos risco o Wayfarer correr, mais eficiente ele será ao longo do combate.

Witch

A Witch é uma das poucas classes mágicas que conseguem ficar mais próximas da ação sem morrer imediatamente. Ela tem mais vida e habilidades que permitem se fortalecer e se proteger durante o combate.

O foco da Witch costuma estar em se fortalecer e envenenar os inimigos, desgastando-os aos poucos. Enquanto não se torna o alvo principal, ela consegue se manter firme e causar bastante impacto. O problema surge quando chama atenção demais. Mesmo sendo mais resistente do que outros usuários de magia, a Witch ainda precisa de apoio para não ser sobrecarregada.

Wizard

O Wizard é o mago clássico. Ele tem acesso a uma enorme variedade de habilidades mágicas e pode ser adaptado para cumprir várias funções diferentes dentro do grupo.

Porém, essa versatilidade vem acompanhada de fragilidade. O Wizard precisa ficar longe do perigo para funcionar bem. Se for protegido corretamente, ele se torna uma das peças mais importantes da equipe, controlando o campo de batalha e causando dano em larga escala. Manter o Wizard fora do alcance dos inimigos é essencial. Quando isso acontece, ele contribui de forma decisiva para o sucesso do grupo.

Sobre Divinity: Original Sin 2

Divinity: Original Sin 2 (site oficial) é um RPG ocidental desenvolvido e publicado pela Larian Studios, estúdio belga que, até então, já era respeitado dentro do gênero, mas ainda não tinha alcançado o reconhecimento massivo que viria depois. O jogo foi lançado originalmente em setembro de 2017 para PC, chegando no ano seguinte aos consoles, primeiro no PlayStation 4 e Xbox One, e mais tarde também ao Nintendo Switch. Desde então, ele se consolidou como um dos RPGs mais elogiados da geração, tanto pela crítica quanto pelos jogadores.

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