Pagar quase 300 reais em um lançamento ou ter acesso às dezenas de jogos por uma mensalidade fixa? É essa comparação que faz o Game Pass ser um dos serviços mais debatidos do mercado atualmente.
O Microsoft Game Pass é um dos melhores serviços de assinatura de jogo da atualidade. Mesmo com alternativas como a Playstation Plus, exclusivo da Sony para o console do PlayStation, e o Nvidia GeForce Now, para jogar seus jogos via streaming, ou Ubisoft+ e o EA Play, para jogos desses estúdios, o Game Pass do Xbox ainda é o mais completo e variado.

A ideia é simples: Você paga uma mensalidade e tem acesso a uma biblioteca grande de jogos, que inclui títulos indie, jogos médios, Triple AAA e outros jogos exclusivos do Xbox, alguns com lançamento em day one. E é justamente aí que começa o primeiro grande argumento a favor do serviço. Mas, por outro lado, valores e limitações são argumentos contra.
Se você está pensando em assinar o Game Pass (site oficial), vamos te dar cinco argumentos contra e cinco a favor para você entrar ou não no serviço e, se você ficar com dúvidas, é só deixar um comentário.
Game Pass
Acesso a lançamentos no dia do lançamento
O chamado acesso “day one” ainda é o prato principal a favor do Game Pass. Aqui você pode jogar games no dia do lançamento, se tiver o plano. Aqui, esse tipo de acesso day one é um grande diferencial porque os jogos estão ficando cada vez mais caros, com alguns chegando a uns 300 reais!
Para quem gosta de acompanhar os lançamentos das grandes franquias de estúdios como a Bethesda, isso é uma vantagem. Eu joguei o remake de Oblivion no Game Pass.
Esse modelo também evita problemas de gastar dinheiro com um jogo que não roda no seu PC ou que você acha não gostando. Você vê o jogo, acha legal, mas no dia que joga, não era oque você pensava, você não pagou por ele. Só experimento, quase como se fosse uma demo.
Mais um ponto importante, é que o acesso do jogo no day one pode estimular a pessoa a experimentar um jogo que normalmente não compraria. Eu, particularmente, não sou fã de FPS, mas um título hypado do gênero que apareça no day one do Game Pass poderia me atrair a jogá-lo, afinal “Por quê não? Está ali, eu pago e tá disponível”. No fim, quem joga vários lançamentos ao longo do ano costuma sentir mais o impacto financeiro desse plano.
Catálogo grande para experimentar jogos diferentes
Um dos maiores atrativos do Game Pass é a variedade de jogos que você tem para jogar. Não é apenas quantidade, mas a variedade. A jogos indie, jogos que você nem viu o lançamento por serem produzidos por estúdios menores, jogos do Xbox e também jogos maiores que você até queria jogar, mas não tinha como comprar na época. Para o brasileiro, que não tem como comprar todos os jogos que quer, ter essa variedade é essencial.

Ter acesso a muitos jogos diferentes permite você conhecer jogos que normalmente você não compraria. É bem comum os jogadores do Game Pass simplesmente instalarem ou jogarem em nuvem um jogo e gostar. Esse é o tipo de experiência que vale a assinatura.
Outro fator legal é a atualização e rotação de jogos. Você sempre tem alguma coisa nova para ver e testar, o que dá a sensação de não ficar olhando para um catálogo parado. O Game Pass sempre tem alguma coisa nova para jogar e também te estimula a experimentar novos estilos e gêneros.
Jogar no PC, console e outros dispositivos
Jogar em qualquer lugar e em qualquer dispositivo é outro fator que pesa bastante na hora de considerar assinar um Game Pass. Poder jogar no PC, console ou outro dispositivo compatível é uma vantagem que poucos sistemas oferecem.
No Brasil isso se torna especialmente atrativo, ainda mais agora com aumento de impostos, porque montar um PC gamer potente continua caro. Muita gente ainda tem um PC comum ou notebook mais antigo em casa e, mesmo para aqueles que ainda tem um PC mais potente, os jogos estão sendo lançados com requisitos cada vez mais altos, tornando PCs obsoletos cada vez mais rápido.
Além disso, dá para jogar em momentos entre trabalho e estudo, pegando o celular e jogando um pouco antes de voltar as obrigações. Não é o mesmo que jogar na tela do PC ou da TV, mas ainda dá para se manter entretido, fazer uma missão rápida ou um pouco de farm.
Essa flexibilidade também facilita a vida de quem não quer ficar preso a um único equipamento. Não é obrigatório ter sempre o mesmo console ou computador disponível. Para alguns perfis, essa liberdade acaba sendo tão importante quanto o próprio catálogo.
Benefícios extras incluídos na assinatura
Outro ponto positivo é o conjunto de extras que acompanha os planos mais completos. Além dos jogos principais, a assinatura inclui acesso ao catálogo do EA Play, descontos adicionais em compras digitais e recompensas dentro de alguns jogos. Separadamente, esses benefícios talvez não justificassem uma assinatura, mas juntos ajudam a aumentar o valor percebido.
Para quem joga multiplayer no console, o acesso ao online já incluído evita pagar outro serviço separado. Isso simplifica bastante o gasto mensal. Em vez de várias cobranças separadas, tudo fica concentrado em um único pagamento.
Também existem vantagens menores que acabam fazendo diferença ao longo do tempo. Algumas recompensas liberam itens cosméticos ou bônus. Não é algo que vai fazer diferença real no jogo, mas é uma coisinha extra que ajuda você a ver um ganho a mais na assinatura.
No contexto brasileiro, onde muita gente tenta equilibrar jogar videogame com orçamento apertado, reduzir gastos extras pode pesar bastante. Não é o principal motivo para assinar, mas ajuda você a ver alguma vantagem a mais na assinatura.
Melhor aproveitamento para quem joga com frequência
O Game Pass funciona melhor quando é usado bastante. Esse talvez seja o ponto mais importante para entender o custo-benefício real. Quem joga várias horas por semana tende a aproveitar muito mais o catálogo do que quem liga o videogame ocasionalmente.
Jogadores ativos costumam alternar entre campanhas longas, multiplayer e experiências menores. Nesse cenário, o serviço evita aquela sensação de terminar um jogo e ficar sem opção até poder comprar outro. Sempre há algo disponível para começar imediatamente.
Também existe o fator da curiosidade. Quem gosta de acompanhar tendências ou testar jogos comentados pela comunidade consegue fazer isso sem precisar investir em cada lançamento individualmente. Para jornalistas, streamers ou pessoas que acompanham o mercado de perto, isso pode facilitar bastante.
Por outro lado, o benefício só aparece quando há uso constante. Se a assinatura passa semanas sem ser utilizada, o custo mensal deixa de compensar. O valor real do serviço depende diretamente do tempo que o jogador dedica aos videogames.
Preço atual no Brasil pesa na decisão
Entre os pontos negativos, o preço atual talvez seja o maior. O valor da assinatura está subindo a todo o momento e isso mudou a percepção de muita gente. Antes era comum considerar o serviço quase obrigatório para quem tinha Xbox ou jogava no PC. Agora, já não vale mais tanto a pena.

Por aqui, toda a assinatura é uma despesa extra e precisa ser colocado na ponta do lápis, para que um monte de pequenos valores não acabe virando um gasto enorme no final do mês.
Além disso, se você não joga a todo o momento, não tem muito tempo, ficar com o Game Pass pode não ser uma vantagem, já que você assina e deixa o serviço lá parado. O mesmo vale quando você tem outros jogos na fila que estão fora do Game Pass.
Para quem Isso não significa que o Game Pass tenha perdido valor, mas sim que ele deixou de ser uma escolha automática para todos os perfis. O preço atual exige avaliar hábitos pessoais antes de assinar.
Nem todos os planos oferecem lançamentos imediatos
Outro ponto negativo importante é a divisão entre planos. Muita gente pensa que todas as assinaturas, mesmo a mais barata, dá acesso aos grandes lançamentos no day one, mas não é assim que funciona. Isso é só nos planos mais caros.
Quem escolhe planos mais baratos percebe que os títulos mais hypados demoram para aparecer ou simplesmente não chegam do mesmo jeito. Isso cria uma diferença grande entre expectativa e realidade. Para o jogador que quer jogar, mas quer economizar, acaba se frustrando. Você vai pelo preço e acaba percebendo que, nem sempre, vai ter o mesmo tipo de serviço e facilidades dos outros planos.
A decisão passa a depender do objetivo. Se você quer jogar os lançamentos em day one, vai ter que investir em planos mais caros. Se quer economizar, você ainda vai ter um monte de jogos, mas vai ter que esperar por aquele lançamento hypado e, às vezes, nem ter ele na lista.
Jogos podem sair do catálogo a qualquer momento
Uma coisa inevitável do modelo de assinatura é que os jogos não são seus. Eles entram e saem do catálogo conforme acordos de licenciamento. Isso pode não incomodar quem joga rápido, mas pode ser um problema para quemquer fazer os 100% ou fazer várias runs..
RPGs grandes ou campanhas que levam dezenas de horas podem ser removidos antes de você terminar. Nesses casos, o jogador precisa comprar o jogo para continuar. Mesmo existindo descontos para assinantes, ainda é um gasto extra inesperado.
Também existe a questão emocional da biblioteca permanente. Algumas pessoas gostam de revisitar jogos anos depois, explorar novamente histórias emocionantes ou manter coleção digital organizada. No modelo de assinatura, pode ou não dar para fazer isso.
Para quem enxerga videogame como algo mais próximo de coleção pessoal, essa rotatividade pode ser o maior ponto negativo do serviço.
Catálogo de exclusivos depende muito do gosto pessoal
Embora o ecossistema Xbox tenha ampliado bastante seus estúdios, a força dos exclusivos ainda depende muito do gosto individual. Algumas pessoas adoram franquias de corrida, tiro ou RPG ocidental presentes no catálogo. Outras preferem estilos diferentes que aparecem menos frequentemente.

Isso não é uma questão de qualidade, mas de preferência. Quem busca certos tipos de histórias ou jogos específicos pode sentir falta de opções alinhadas ao seu gosto. Nesse caso, pagar uma assinatura mensal pode não compensar.
O Game Pass funciona melhor quando vários jogos do catálogo são interessantes para você ao mesmo tempo. Se apenas um ou dois títulos chamam atenção, talvez seja mais vantagem comprar de uma vez.
Essa análise é totalmente pessoal. O mesmo catálogo pode parecer excelente para um jogador e sem graça para outro. É só olhar o catálogo atual e ver se valer a pena para você.
Cloud gaming ainda depende muito da internet brasileira
A possibilidade de jogar via streaming é uma das coisas mais interessantes do Game Pass, mas também uma das mais inconsistentes dependendo da região. O funcionamento depende diretamente da estabilidade da conexão e da latência.
Em locais com fibra óptica estável, a experiência costuma ser boa para jogos mais tranquilos. Já em lugares com oscilações ou conexões mais lentas, jogar online é inviável. Para jogos competitivos ou de ação rápida, isso faz diferença. No meu caso, quando jogava no notebook com wi-fi era impossível jogar. Agora, no PC, conectado com o cabo, era tudo uma beleza.
O Brasil apresenta grandes variações de infraestrutura entre cidades e bairros. Enquanto algumas áreas têm internet excelente, outras ainda enfrentam instabilidade frequente. Isso significa que a mesma função pode funcionar muito bem para uma pessoa e ser praticamente inutilizável para outra. Na prática, o cloud gaming ainda é mais um bônus do que uma opção real para quem não quer gastar com hardware.
No fim das contas, o Game Pass não é bom ou ruim por padrão. Ele é excelente para quem joga com frequência e quer acompanhar lançamentos. Para quem joga pouco, talvez seja um gasto desnecessário. A decisão depende do seu perfil como jogador. Fale conosco nos comentários e diga se curtiu essa novidade e aproveite para ler mais notícias no nosso site.
