Killing Floor 3: Uma Grande Bagunça de Tiros e Zumbis

Uma década após o lançamento do último game da franquia, a Tripwire Interactive está finalmente lançando Killing Floor 3. Saiba o que achamos

Os fãs do Killing Floor (site oficial) já sabem, mas para quem não sabe, aqui está a essência: Killing Floor 3, é similar a seus antecessores, é um jogo cooperativo onde você e cinco outros jogadores sobrevivem contra ondas de criaturas parecidas com zumbis que foram o resultado de experimentos de laboratório fracassados. Existem vários tipos de inimigos (conhecidos como “zeds”) com cada um de seus próprios designs, armas, movimentos, pontos fortes e fracos. Depois de terminar todas as ondas normais, um chefe aparece.

É uma série agradável para os fãs de séries cooperativas como Left 4 Dead, Payday, ou Warhammer: Vermintide. Mas, se não é o seu caso.

Depois de uma longa se segurando e o lançado novos conteúdos para Killing Floor 2, como novos mapas, armas e inimigos, a Tripwire Interactive está pronta para seguir em frente com Killing Floor 3. E embora haja muito sobre esse título que parece promissor, também há algo parece um passo para trás: ele está tentando adotar um modelo de jogo como serviço que não se encaixa muito com o tipo de jogo que é.

Vamos falar sobre o mais novo jogo da franquia Killing Floor e, se você tiver dúvidas, deixe um comentário.

O Chão Mata, mas é para ficar pulando

Toda vez que você começa uma partida de Killing Floor 3, haverá algum tipo de anúncio de passes de batalha, moedas no jogo, microtransações, sistemas de progressão, mods de armas e todos os tipos. Pode ser meio chato. Antes mesmo de poder entrar em um jogo, surgem menus em menus que apontam para gastar dinheiro para desbloquear novos cosméticos.

Apesar disso, ainda tem um jeito “grátis” de evoluir. Cada vez que você aumentava o nível, suas estatísticas ficavam um pouco mais fortes. Em Killing Floor 3 você tem uma gama muito ampla de habilidades para usar, bem como mods de armas, diferentes tipos de munição e várias ferramentas.

Contudo, o jogo agora emprega essa coisa do “FOMO” que muitos jogos como serviço usam hoje em dia. Killing Floor 3 coloca esses sistemas para mantê-lo jogando, onde sempre haverá algo novo para desbloquear ou progredir, oque tenta te impedir de pular um dia de jogo.

Essa quantidade confusa de sistemas de progressão, passes de batalha e desbloqueáveis deixa os novatos, e até alguns veteranos, sem saber onde exatamente ir e o que fazer. Você tem que ir em um painel para desbloquear armas, cosméticos e em outro para habilidades, aí já vem um painel de passe de batalha, uma exclamação te chamando para um menu e outra para outro. Um pouco confuso, muita coisa chamando você. Dá a impressão de ser um jogo de celular.

Danos Elementais contra os Zed

E por alguma razão, temos um sistema de dano estilo Pokémon agora onde diferentes tipos de dano, como fogo, elétrico e ácido, têm suas próprias estatísticas e podem ser incorporados em seus mods de armas. Certos zeds são vulneráveis ou fortes contra diferentes tipos de dano, por isso torna-se uma escolha do que equipar em sua arma para lidar com essas ameaças.

Killing Floor 3
Killing Floor 3

Esse novo sistema provavelmente vem para dar mais ênfase as classes e grupos, pois suas armas só serão úteis contra certos tipos de zeds, efetivamente deixando você contra mais fraco outros inimigos, e deixando você dependente de outros jogadores que estarão com armas e personagens diferentes. É muito complicado para um jogo como este e provavelmente será ignorado em muitas das partidas.

Vale a pena notar esse tipo de sistema já existia em Killing Floor 2, no entanto, era muito menos complicado e não tão intrusivo. Não parecia que isso interferia no aspecto de construção de classe daquele jogo, nem você sentia que precisava pesquisar cada ponto forte e fraco de cada personagem e monstro apenas para conseguir fazer um loadout que funcionasse para você.

Os Novos Zed

Agora vamos falar sobre os próprios zeds. O Bloat, o Scrake e o Crawler em particular parecem incríveis. Eles parecem evoluções distorcidas das mesmas criaturas que vimos nos jogos anteriores. As animações são de alta qualidade, fazendo com que pareçam criaturas reais que poderiam existir em um mundo como o nosso. E eles são absolutamente aterrorizantes de encarar quando você está com pouca munição.

Quanto aos novos chefes, a Tripwire abandonou chefes clássicos do Killing Floor, como Hans Volter e o Patriarca, em favor de novas atrocidades. Há o Queen Crawler, uma versão evoluída do Crawler; o Chimera, uma espécie de parede enorme de carne, e o Impaler, um grande inimigo tipo tanque com uma grande espada como cabeça.

Ok, então o Impaler é legal, mas outros parecem versões maiores de inimigos regulares específicos com novas habilidades. Ele tem muita saúde e um apoio de inimigos regulares para distraí-lo, tem ataques corpo a corpo e à distância e também têm a capacidade de se teletransportar. Parece injusto em alguns mapas e, embora uma equipe bem coordenada ainda possa vencê-los, a curva de dificuldade pode ser um pouco grande para os novatos (como eu).

Opções e recursos removidos

A Tripwire também cortou ou removido completamente recursos essenciais dos jogos anteriores. Não há bate-papo por texto no PC, o que é algo péssimo para deixar de fora para um jogo cooperativo, o que significa que a ferramenta de comunicação importante simplesmente não está disponível para determinados jogadores. Torna muito mais difícil a coordenação com sua equipe, tornando as rodadas mais difíceis ainda mais frustrantes, já que nem todo mundo tem (ou quer usar) microfone.

Killing Floor 3
Killing Floor 3

Há também menos opções para o modo de jogo e dificuldade. Você tem o normal, difícil e muito difícil. Você também não pode alterar o número de rodadas em cada partida. Cada uma tem cinco ondas seguidas por um chefe. Então você não pode mais alterar a quantidade de ondas para ser mais curto ou mais longo, algo que sempre foi muito apreciado em Killing Floor 2.

Eu também enfrentei alguns problemas em relação a encontrar partidas e entrar nelas. A cada vez que eu tentava buscar um jogo, o game dava um erro de conexão ao servidor, nem no momento que eu iria entrar no game. Então, isso me desanimava, fechava o jogo e voltava mais tarde. Para mim, que sou novato e não estava tão envolvido nos sistemas de passe de batalha, destravar cosméticos e etc, é ok. Mas, para quem está atrás de tudo ou investiu dinheiro, imagino que deva ser bem frustrante.

Mapas, Classes e Personagens

Por fim, falemos do próprio sistema de classes. Em Killing Floor 3, as vantagens são semelhantes às dos jogos anteriores, com cada uma baseada em um determinado estilo de jogo. São seis no total, cada um especializado em um tipo diferente de arma ou habilidade. Commando é especializado em rifles automáticos, por exemplo, enquanto Ninja usa parkour e armas brancas. Diferente dos games anteriores, em vez de adquirir uma nova habilidade a cada 5 níveis, você está adquirindo uma nova a cada 2 níveis, que pode ser atualizada até três vezes. Sim, é outra coisa feita para aumentar a frequência com que você joga.

A narrativa de Killing Floor 3 é intencionalmente um absurdo e não há realmente um cânone determinado, então você ignorar a história e os personagens dos jogos anteriores que não fará nenhuma diferença aqui.

Os mapas em si também são bastante divertidos. Eles são provavelmente os maiores que a série já fez, e a Tripwire fez esforços para que o design ajude as partidas a fluir muito melhor. Há menos becos sem saída, cada sala tem mais entradas e saídas e há muito mais áreas abertas para atravessar. Pontos de acesso dinâmicos também foram adicionados, para que inimigos maiores agora possam quebrar paredes e portas para criar rotas novas e pontos de fuga em tempo real. Há também novos recursos, como tirolesas e torres automáticas para ajudar na sua sobrevivência, e esta é, em última análise, uma maneira muito legal de evoluir o design de mapas.

Veredito sobre Killing Floor 3

A Tripwire Interactive tem um longo caminho pela frente para persuadir os fãs de que valerá a pena dar o salto para o terceiro jogo. E EU realmente acredito que há uma excelente base aqui para transformá-lo em algo grande, mas não estou convencido de que este é o que esse jogo é agora.

Killing Floor 3

Paulo Fabris

Uma grande bagunça, frenético e cheio de novos recursos que podem agradar aos novatos, mas deixar os veteranos frustrados.
Gráficos
Música
Jogabilidade
Diversão
Preço

Prós e Contras

Prós:
+ Excelente design de mapa;
+ Vantagens divertidas;

Contras:
– Muita coisa de jogo como serviço;
– Problemas de conexão com server;

3.8

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