A atualização 2.5 de Lords of the Fallen (site oficial) chegou como um patch surpresa que prometia várias mudanças importantes. É o patch 70 e poucos e, segundo os devs, o último grande update antes de Lords of the Fallen 2, previsto para 2026. Você vai passar muitas horas procurando tudo o que mudou para entender o que mexeu e se vale a pena voltar ao jogo agora.
O update fala de alguns pontos principais: chefes mais letais, um Veteran Mode novo, inimigos com IA supostamente melhor, um set de armadura exclusivo chamado Veteran of the Veil War Plate para quem vence o Veteran Mode, e mudanças em alguns move sets de armas de chefe.
Essas alterações também funcionam como um teste do que a equipe pretende levar para Lords of the Fallen 2, então acostumar-se com o que existe agora pode ser útil para quem vai jogar a sequência. Mas para você que vai entrar no jogo logo de cara, que vai começar Lords of Fallen direto pela 2.5, vai ser mais fácil ou mais difícil? Vamos descobrir e, se tiver dúvidas, deixe um comentário!
Lords of the Fallen
Chefes mais letais e Inimigos mais “espertos”
A promessa de inimigos mais inteligentes em Lords of the Fallen existe e, olhando no gameplay, dá para sentir diferença em alguns encontros. Contra inimigos grandes, a reação é mais agressiva e eles atacam com mais frequência. Em certas lutas, principalmente quando você dá espaço demais, o inimigo começa a descarregar combos que punem quem tenta farmar de longe. Em outros momentos eles parecem mais evasivos, com ataques que forçam você a pensar melhor a posição e a janela de contra-ataque.
Por outro lado, a mudança não é universal. Mobzinhos e inimigos menores, sobretudo os que aparecem em Umbral, continuam agindo como antes, servindo quase como bucha de canhão. O ajuste de IA é pontual. Em resumo, sim, às vezes dá para notar que o inimigo responde de maneira mais inteligente, mas não espere um sistema novo de comportamento inimigo. O update dá um tempero a mais em algumas situações, mas não muda radicalmente a maneira de jogar.
Nas batalhas contra chefes a diferença é mais clara. Muitos chefes de Lords of the Fallen receberam ajustes nos move sets, sequências com ataques mais rápidos e janelas de contra-ataque menores. Alguns golpes ganharam efeitos extras. Um exemplo é o Spurned Progeny que agora adiciona uma explosão ao final de certo ataque, o que transforma uma janela segura em algo arriscado se você vacilar. Pieta tem uns agarrões doloridos em certas sequências, e outras lutas ficaram mais comprimidas, exigindo maior precisão.
Essas mudanças deixam o combate mais apurado, e em momentos o jogo parece finalmente mais próximo do que deveria ter sido no lançamento. Mesmo assim existe um problema clássico: quando seu personagem atinge níveis mais altos, builds poderosas tornam muitos encontros triviais. Portanto as melhorias em boss fights são válidas, mas perdem força diante de personagens overleveled.
Veteran Mode
O Veteran Mode é o prato principal do patch. Ele promete inimigos e chefes com mais vida, mais dano e maior agressividade. Na prática, a experiência realmente muda. As janelas de ataque ficam menores, os chefes têm sequências mais compactas e os encontros pedem mais cuidado. Jogando em co-op a dificuldade diminui um pouco, mas, ainda assim, você vai morrer algumas vezes a mais durante tentativas em Veteran Mode, o que mostra que o modo tem algum mérito.

Ainda assim, o salto de dificuldade não é extremo. Veteran Mode torna o jogo mais desafiador, mas não chega perto do tipo de desafio oferecido por títulos como Sekiro ou Lies of P. É uma evolução na direção certa, mas espere algo mais trabalho do que punição brutal. Para quem queria ser severamente espancado, pode esquecer. Para jogadores que reclamavam que o jogo era fácil demais, é um ajuste bem-vindo, mesmo que tímido.
O patch também trouxe novos move sets para armas de chefe, mas, na prática, isso vale para poucas armas. Pesquisando e testando, as mudanças confirmadas estão só em um pequeno grupo: Punishment and Judgment Hammers, Flickering Flail e Judge Cleric’s Corrupted Sword.
Muitas armas, como a espada de Pieta, parecem manter o move set padrão, salvo se alguma condição de quest específica liberar um ataque secundário. Se a intenção era usar isso como ponto de marketing, ficou devendo. A mudança existe e é interessante onde apareceu, mas não é muita coisa.
Usabilidade, Multiplayer e co-op
Duas reclamações práticas atrapalham a experiência. A primeira é que, ao criar um save no Veteran Mode, não há nenhum indicador claro na tela de seleção de saves que marque esse save como Veteran. Depois de alguns dias sem jogar é fácil esquecer se aquele save é Legacy ou Veteran. A segunda é mais incômoda: não dá para converter um save Legacy para Veteran Mode depois de criado. Para entrar no modo novo é preciso começar um personagem do zero. Isso é uma oportunidade perdida para quem queria apenas aumentar a dificuldade do save atual.
O co-op continua sendo um ponto forte. A experiência de convocar um amigo e jogar sem aquele sistema de summoning problemático de alguns títulos é muito agradável. Em 2.0 o co-op já tinha sido melhorado, e em 2.5 a impressão de o que eles podem entregar no segundo jogo é promissora.
Ainda assim há problemas técnicos: partners são teleportados perto do host quando se afastam demais e isso vai acompanhado de loading screens que quebram o ritmo. Às vezes o host percorre uma distância suficiente para que o parceiro carregue e precise carregar novamente. Apesar disso, jogar com amigo é divertido e muitas sessões fluem bem.
Exploração e a Dupla Realidade
O que sempre foi o ponto mais original do jogo permanece ótimo. A separação entre Axiom e Umbral, com a lanterna como ferramenta para alternar e interagir entre esses dois planos, continua sendo o diferencial.
Estruturas parecem diferentes entre os mundos, plataformas e passagens surgem em Umbral e permitem caminhos alternativos, e certos inimigos e mecânicas só fazem sentido quando você explora a outra face do mundo. A lanterna também tem uso em combate, com a habilidade Soul Flay que paralisa inimigos ao arrancar suas almas e que pode até mandar a alma de um inimigo despencar por um penhasco.

Outra adição bacana são os Vestige Seeds, que permitem plantar checkpoints semi-permanentes em locais estratégicos. Isso vira um pequeno jogo de risco e recompensa onde você decide se gasta uma seed para facilitar a passagem ou tenta avançar mais antes de salvar.
Performance
Infelizmente, problemas técnicos persistem. Mesmo em máquinas poderosas há relatos de stutter, queda de frames e até travamentos após sessões longas. Em co-op os problemas às vezes pioram. Essas falhas de performance podem transformar encontros tensos em momentos frustrantes quando o framerate some e você leva dano que teria evitado. Além disso existe uma camada de jank: inimigos ficando presos no cenário, comandos bloqueados por instantes, crashes ocasionais e loading screens frequentes ao descansar em checkpoints. São falhas que a desenvolvedora precisa trabalhar, porque afetam diretamente a diversão.
Vale a pena revisitar 2.5?
Se você abandonou o jogo por causa de problemas no lançamento, a resposta curta é sim, vale a pena dar mais uma chance. O jogo hoje está mais polido em combate, as mudanças nos chefes são em grande parte positivas, e a adição do Veteran Mode entrega um desafio extra para quem pediu dificuldade maior. Por outro lado, se você busca um Soulslike que te esmague do começo ao fim, este ainda não é o jogo perfeito para isso. Veteran Mode aumenta a tensão, mas não chega a ser brutal.
A parte técnica ainda precisa de atenção. Se você joga em PC e tem hardware de ponta, pode ser que enfrente stutter e queda de frames. O co-op é uma experiência que merece ser testada, mas esteja ciente dos loading screens e dos pequenos problemas de sincronização de jogadores.
A 2.5 é boa, mas não é a revolução prometida por alguns trailers, mas é uma atualização madura que corrige, ajusta e acrescenta conteúdo relevante. A CI Games demonstra que continua comprometida com o jogo e que está usando o título como laboratório para o que vem em Lords of the Fallen 2. Se você gosta do universo de dual realms, curte o combate e aceita algumas imperfeições técnicas, tem muita coisa boa para aproveitar aqui. Se o que você procura é desafio extremo, talvez seja melhor esperar por ajustes futuros ou pela sequência.
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