Conheça 5 jogos curtos de zerar, ideais para quem só tem uma tarde livre ou está com saudade daquele tipo de aventura que não se estica por semanas
Tempos atrás, jogo era coisa de fim de semana mesmo. Duas horas bem aproveitadas e você já tinha visto o início, o meio e o fim de uma campanha inteira, quando ela era realmente boa. E olha que isso não era exatamente escolha de design de ninguém, e sim limitação pura de um cartucho que mal passava de oito megabytes. Precisava caber tudo ali dentro, trilha sonora, sprite, código inteiro, então as histórias eram naturalmente enxutas.

Aí vieram os CDs e os DVDs, e de repente um jogo podia te prender por 10, 20 horas sem dó. Hoje, sem mídia física travando ninguém, o limite virou praticamente o orçamento (ou melhor, a falta dele) de cada desenvolvedora, e campanhas de dezenas de horas viraram regra, não exceção.
Só que para quem tem a agenda apertada, ou simplesmente bate aquela saudade de um jogo direto ao ponto, separamos aqui cinco títulos que dá para zerar em um único dia dedicado só a eles. Tem história emocionante, tem puzzle, tem plataforma, de tudo um pouco. E, se você tiver dúvida ou quiser sugerir outros jogos curtos, é só deixar um comentário.
Jogos Curtos
Chrono Trigger
Vinte horas de campanha. Dá para fechar isso em um dia? Dá sim, e ainda sobra tempo para comer e dormir depois! Chrono Trigger chegou em 1995 para o Super Nintendo e até hoje é lembrado como um dos maiores RPGs da era 16-bit, fruto de uma parceria e peso pesado entre Hironobu Sakaguchi, Yuji Horii e ninguém menos que Akira Toriyama, o criador de Dragon Ball, cuidando da arte.
Tudo começa numa feira, quando Crono e a amiga Lucca mexem em uma máquina de teletransporte que dá muito errado, abrindo um portal temporal que joga a personagem Marle para outra época. Dali em diante, o grupo passa a pular entre diferentes eras da história do planeta, da pré-história a um futuro devastado, reunindo aliados pelo caminho enquanto corre contra o tempo para impedir o despertar de Lavos, uma entidade capaz de simplesmente acabar com o mundo inteiro.
O combate é por turnos, mas o diferencial fica por conta da possibilidade de combinar habilidades entre dois ou três personagens ao mesmo tempo, criando golpes conjuntos bem mais fortes que ataques isolados. Mesmo tendo vários finais diferentes e conteúdo extra para quem quiser se aprofundar, a campanha principal fica na casa das 20 horas, o suficiente para caber tranquilamente em uma maratona de um dia só.
Phantasy Star IV
Lançado em 1993 para o Mega Drive, Phantasy Star IV fecha com chave de ouro a fase clássica da franquia que a Sega que começou lá no Master System e apostou para brigar de igual para igual com Final Fantasy, então exclusivo de Nintendo.
A trama se passa no sistema Algol, onde diferentes civilizações dividem espaço em vários planetas distintos. Tudo começa parecendo rotina, com a caçadora de recompensas Alys Brangwin e seu aprendiz Chaz Ashley investigando um surto de monstros aparentemente comum, até descobrirem que existe algo bem maior por trás disso, ligado a uma força sombria chamada Dark Force e a uma ameaça ainda pior conhecida como Profound Darkness.
O combate segue a receita tradicional da série, mas o jogo introduziu as Macros, técnicas combinadas onde os personagens atacam em conjunto, além de cenas narrativas desenhadas em quadros no estilo mangá, algo bem incomum para a época. Sendo um RPG relativamente grande para os padrões do início dos anos 1990, a campanha gira em torno de 20 horas. Dá para zerar em um dia? Dá tranquilo. Só não reclama depois se passar o dia inteiro grudado na televisão, viu?
Final Fantasy IV
Final Fantasy IV chegou em 1991 para o Super Nintendo e foi um divisor de águas dentro da própria série, sendo um dos primeiros títulos a realmente investir pesado em trama e desenvolvimento de personagem.
Cecil Harvey, capitão das forças militares Red Wings, começa a duvidar das ordens que recebe depois de participar de um ataque violento para roubar cristais mágicos a mando do reino de Baron. Rebaixado e perdido, ele parte numa jornada pessoal para entender o que realmente está acontecendo por trás dos bastidores e acaba encarando os planos obscuros de uma figura enigmática chamada Golbez.
Esse jogo também apresentou ao mundo o sistema Active Time Battle, criado por Hiroyuki Ito, trocando os turnos fixos tradicionais por uma barra de tempo que decide a vez de cada personagem agir, deixando o combate bem mais dinâmico e influenciando praticamente toda a série depois disso. Para quem for direto ao ponto sem se desviar muito, uma run completa fica entre 18 e 20 horas, então também entra tranquilamente na lista de jogos que cabem em um dia inteiro dedicado.
Super Metroid
Super Metroid saiu em 1994 para o Super Nintendo e virou tão sinônimo do próprio gênero que deu origem ao termo metroidvania. A história acompanha novamente Samus Aran, dessa vez voltando ao planeta Zebes depois que um Metroid é roubado por piratas espaciais.
Em vez de fases separadas e estanques, o jogo se desenrola em um mapa gigante e interligado, cheio de caminhos e segredos que só se revelam depois que você encontra determinada habilidade ou item específico, incentivando bastante a exploração ao invés de simplesmente seguir em frente. Cada nova habilidade, upgrade de traje ou arma nova abre caminho para áreas que antes pareciam becos sem saída.
A campanha principal, indo direto sem se distrair muito, fica entre sete e dez horas. Claro que quem quiser desbravar tudo vai levar mais tempo que isso, mas se o plano é só terminar a história em um único dia, esse é um dos candidatos mais sólidos da lista.
Portal
Portal chegou em 2007 para PC, Xbox 360 e PlayStation 3, originalmente dentro do pacote The Orange Box, mas rapidamente conquistou fama própria e virou clássico isolado. A origem do jogo é ainda mais curiosa, já que nasceu de um projeto universitário chamado Narbacular Drop, feito por estudantes do DigiPen, ideia que chamou tanto a atenção de Gabe Newell que ele acabou levando a equipe inteira para dentro da Valve.
A protagonista Chell acorda dentro de um centro de testes da Aperture Science e precisa resolver uma sequência de desafios usando uma arma que cria dois portais conectados em superfícies planas, permitindo atravessar instantaneamente de um lado para o outro. É em cima desse conceito simples, mas genial, que praticamente todo o jogo é construído.
Ao longo dos testes, a inteligência artificial GLaDOS acompanha e comenta cada passo de Chell, e os comentários dela vão ficando cada vez mais estranhos e ameaçadores, deixando claro que tem muito mais coisa errada naquele laboratório do que aparenta. Com puzzles espertos, humor ácido e uma campanha enxuta de duas a três horas, Portal é praticamente o exemplo perfeito de jogo que você começa e termina no mesmo dia, sem nem perceber o tempo passar.
E aí, qual desses cinco você vai maratonar primeiro no seu próximo dia livre? Deixa nos comentários se algum jogo curto favorito seu ficou de fora dessa lista e aproveite para ler mais notícias no nosso site.
