Jogos de Super Nintendo: Veja títulos que marcaram época

Jogos de Super Nintendo

Houve uma época em que os jogos de Super Nintendo e Mega Drive travavam uma verdadeira guerra entre os fãs. Naquela época, a rivalidade entre Nintendo e Sega dominava os recreios, locadoras e rodas de conversa. Não era como hoje, em que o pessoal discute se PlayStation ou Xbox é melhor.

E, no fim das contas, a Nintendo (site oficial) levou a melhor, conquistando um enorme público no Japão e fortalecendo ainda mais sua presença mundial, enquanto a Sega acabaria deixando o mercado de consoles anos depois.

Mesmo assim, até hoje existem fãs fervorosos do console de 16-bits da Big N, que sentem saudade daquele tempo mais simples em que bastava colocar um cartucho, depois de um sopro bem dado, para passar horas jogando Winning Eleven com o lendário Alejo ou acelerar pelas pistas de Top Gear com o carro vermelho. Hoje, só por emulação.

E é justamente para esses fãs que vamos lembrar alguns dos jogos de Super Nintendo que marcaram época. Se o seu favorito estiver na lista, deixe nos comentários. E se não estiver, conta aí também. Quem sabe não rola uma segunda parte?

O Super Nintendo

O Super Nintendo Entertainment System, também conhecido como Super NES, SNES ou simplesmente Super Nintendo, é um console de 16-bits desenvolvido pela Nintendo e lançado originalmente em 1990 no Japão. O videogame chegou aos Estados Unidos em 1991, à Europa e Oceania em 1992 e à América do Sul em 1993.

No Japão, ele era chamado oficialmente de Super Famicom, herdando o nome abreviado do Famicom, o NES japonês. Já na Coreia do Sul, o console recebeu o nome de Super Comboy e foi distribuído pela Hyundai Electronics. Apesar das diferenças de nome, todas as versões eram praticamente iguais, embora os bloqueios regionais impedissem a compatibilidade entre cartuchos de diferentes regiões.

O SNES foi o sucessor direto do Nintendo Entertainment System (NES) e trouxe gráficos e áudio muito mais avançados para a época. Além disso, o console utilizava chips especiais instalados diretamente nos cartuchos, permitindo melhorias gráficas e técnicas que ajudaram a manter o videogame competitivo por muitos anos.

Lendários do Super Nintendo

Mesmo antes dos gráficos 3D se tornarem padrão na indústria, o Super Nintendo já fazia experiências impressionantes utilizando chips como o Super FX. Jogos como Star Fox, lançado em 1993, mostravam gráficos tridimensionais fluidos e detalhados para a época, algo praticamente inacreditável em um console doméstico.

Isso ajudou a aumentar o interesse da indústria pelos gráficos poligonais e abriu caminho para a geração 3D dos videogames. E sejamos honestos: o Super Nintendo foi precursor em muita coisa. Então, para celebrar isso, vamos relembrar alguns dos jogos mais marcantes da plataforma.

Super Mario World

O lendário jogo conhecido originalmente no Japão como Super Mario Bros. 4 é um game de plataforma desenvolvido e publicado pela Nintendo como um dos principais títulos de lançamento do Super Nintendo Entertainment System. O jogo chegou ao Japão em 1990 e à América do Norte em 1991. Super Mario World se tornou um enorme sucesso comercial e de crítica, sendo até hoje o jogo mais vendido da plataforma, com cerca de 20 milhões de cópias distribuídas pelo mundo.

Jogos de Super Nintendo
Super Mario World

Como nos títulos anteriores da franquia, a história acompanha Mario e Luigi em uma jornada para salvar a Princesa Peach das garras de Bowser. Durante a aventura, os irmãos atravessam diversas regiões da Dinosaur Land enquanto tentam restaurar a paz no local. A jogabilidade segue a fórmula clássica da série, mas adiciona novos power-ups e, principalmente, marca a primeira aparição de Yoshi, um dos personagens mais importantes da história da Nintendo.

O jogo recebeu diversos relançamentos ao longo dos anos. O primeiro deles foi na coletânea Super Mario All-Stars + Super Mario World para o próprio SNES. Depois, ganhou uma versão para Game Boy Advance chamada Super Mario World: Super Mario Advance 2, trazendo pequenas mudanças de jogabilidade e diferenciações mais claras entre Mario e Luigi.

A versão original também foi relançada no Virtual Console do Wii em 2007, no Wii U em 2013 e no New Nintendo 3DS em 2016, mantendo praticamente intacta a experiência original do Super Nintendo. Além disso, o game passou a integrar o catálogo do SNES Classic Edition em 2017 e o serviço Nintendo Switch Online em 2019.

Super Mario World ainda ganhou uma sequência direta: Super Mario World 2: Yoshi’s Island. Apesar de se passar no mesmo universo, o jogo funciona como uma prequência e mostra Mario ainda bebê durante os eventos da aventura.

Maui Mallard in Cold Shadow

Começando com Disney. Só que agora deixando o Mickey de lado para focar no Pato Donald. Maui Mallard in Cold Shadow é um dos jogos de plataforma mais interessantes do Super Nintendo e surpreendia quem achava que os games da Disney eram fáceis ou exclusivamente infantis.

Maui Mallard in Cold Shadow
Maui Mallard in Cold Shadow

Na história, Donald assume a identidade de Maui Mallard — um nome que ele adotou enquanto estava no Havaí e sinceramente ninguém sabe muito bem o motivo, é chamado para investigar o desaparecimento do ídolo Shabuhm Shabuhm, considerado o espírito guardião da ilha. E como se o sumiço já não fosse problema suficiente, a ilha inteira pode explodir caso o artefato não seja recuperado.

As investigações levam Donald para mansões assombradas, fortalezas ninjas e até vulcões. Em determinado momento, ele ganha habilidades ninja e passa a assumir a identidade de Cold Shadow. O jogo mistura plataforma com ação de forma excelente, tem uma dificuldade elevada, ótima trilha sonora e uma jogabilidade extremamente divertida. E sinceramente? Se nada disso te convence a jogar, eu realmente não sei mais o que fazer.

Super Ghouls ’n Ghosts

A história é simples: você controla o cavaleiro Arthur e precisa salvar a princesa Prin-Prin de demônios e criaturas sobrenaturais. Parece básico hoje, mas o que realmente transformou Super Ghouls ’n Ghosts em um clássico foi sua jogabilidade extremamente precisa e sua dificuldade quase desumana.

Para jogadores de primeira viagem, o game pode parecer impossível. O modo normal já assusta e o difícil parece uma punição divina. São inimigos vindo de todos os lados, plataformas traiçoeiras e armadilhas prontas para acabar com sua paciência.

Pular no momento errado significa morte certa. E mesmo usando armaduras, basta um hit para Arthur ficar andando só de cueca pelo cenário. O segundo golpe então? Já era.

Mas justamente aí está o charme da série. A dificuldade absurda faz você querer continuar jogando quase por orgulho. É sofrimento puro, mas daquele tipo que faz você insistir até conseguir dominar o jogo.

Side Pocket

“Presented by Data East… Side Pocket!”

Esse aqui provavelmente destruiu amizades, gerou apostas absurdas e alimentou lendas urbanas por anos. Quem nunca ouviu aquela história de que dava para tirar a roupa da mulher da tela inicial se acertasse uma sequência específica de tacadas? (Spoiler: Não dava. Mas gerou um spin off focado nisso chamado Pocket Gals.)

Side Pocket
Side Pocket

Side Pocket virou referência em jogos de sinuca porque conseguia agradar tanto quem entendia do esporte quanto quem nunca tinha segurado um taco na vida. Era possível controlar direção, força, efeito, ângulo e praticamente tudo na tacada.

Ao mesmo tempo, a interface simples deixava qualquer pessoa jogar sem dificuldade. As fases bônus então eram um verdadeiro pesadelo. Tinha que passar bolas entre taças sem encostar em nada, e o hitbox daqueles objetos parecia maior que um ônibus.

Ainda hoje, Side Pocket continua sendo um daqueles jogos perfeitos para jogar com amigos enquanto come salgadinho, toma refrigerante e fala besteira durante horas.

Também conhecido no Japão como Zelda no Densetsu: Kamigami no Triforce, The Legend of Zelda: A Link to the Past é um jogo de ação e aventura desenvolvido e publicado pela Nintendo para o Super Nintendo. O título foi lançado em 1991 no Japão e em 1992 no restante do mundo, se tornando rapidamente um enorme sucesso comercial e de crítica. Até hoje ele é considerado um dos melhores jogos já feitos, tanto pela jogabilidade quanto pela narrativa.

A história acompanha Link em sua missão para salvar o reino de Hyrule, impedir o retorno de Ganon e libertar as sete descendentes dos antigos sábios. O game funciona como uma prequência dos títulos anteriores da franquia e explora os ancestrais de Link e Zelda.

A Link to the Past utiliza uma perspectiva superior semelhante ao primeiro Zelda, abandonando os elementos de side-scrolling vistos em Zelda II. Além disso, o jogo introduziu diversas mecânicas que se tornariam marca registrada da série, como a Master Sword, mundos paralelos e vários itens clássicos.

O game também recebeu uma versão para Game Boy Advance em 2002, acompanhada do multiplayer The Legend of Zelda: Four Swords, desenvolvido pela Capcom. Depois disso, foi relançado no Virtual Console do Wii, Wii U e mais tarde entrou para o catálogo do Nintendo Switch Online.

O sucesso foi tão grande que o jogo ganhou um sucessor espiritual chamado The Legend of Zelda: A Link Between Worlds, lançado para Nintendo 3DS em 2013. A direção ficou por conta de Takashi Tezuka, com produção de Shigeru Miyamoto e trilha sonora composta pelo lendário Koji Kondo.

Donkey Kong Country

Donkey Kong Country é um jogo de plataforma em 2D desenvolvido pela Rare e publicado pela Nintendo para o Super Nintendo Entertainment System. Estrelando Donkey Kong e Diddy Kong, o game se passa na Donkey Kong Island e acompanha a dupla tentando recuperar seu estoque de bananas roubado por King K. Rool e os Kremlings.

Jogos de Super Nintendo
Donkey Kong

O jogo explora diferentes regiões da ilha, cada uma com ambientações próprias, fases variadas e uma trilha sonora que continua marcante até hoje. Mas o grande destaque de Donkey Kong Country estava nos gráficos. Na época, o jogo impressionou o mundo inteiro utilizando modelos 3D pré-renderizados convertidos para sprites, algo extremamente avançado para um console de 16-bits.

Após uma campanha publicitária gigantesca, o jogo vendeu mais de 9 milhões de cópias, se tornando um dos maiores sucessos do SNES. O título ajudou a provar que o Super Nintendo ainda tinha muito fôlego no mercado, mesmo com a chegada da geração 32-bits.

Esse também foi o primeiro jogo da franquia Donkey Kong que não teve direção direta de Shigeru Miyamoto. A produção ficou nas mãos de Tim Stamper e Gregg Mayles, embora Miyamoto ainda acompanhasse o projeto.

Posteriormente, Donkey Kong Country recebeu versões para Game Boy Color, Game Boy Advance e também foi relançado no Virtual Console do Wii, Wii U e New Nintendo 3DS.

Killer Instinct

Killer Instinct foi um dos jogos de luta mais impressionantes da era 16-bits e conseguiu bater de frente com gigantes como Mortal Kombat e Street Fighter. O jogo misturava o combate mano a mano popularizado pelos concorrentes com gráficos pré-renderizados semelhantes aos vistos em Donkey Kong Country, criando uma identidade visual extremamente marcante para a época.

Mas o grande diferencial estava no sistema de combos absurdamente exagerado. Killer Instinct praticamente transformava as lutas em um festival de golpes consecutivos, permitindo sequências enormes de ataques enquanto o narrador gritava “C-C-C-COMBO BREAKER!” no meio da pancadaria.

O elenco também ajudava bastante no carisma do jogo, trazendo personagens memoráveis como o guerreiro de gelo Glacius e o ciborgue assassino Fulgore. Cada lutador tinha um estilo muito próprio, ajudando o game a se destacar em uma época em que os jogos de luta dominavam os fliperamas.

Quando o jogo chegou ao Super Nintendo em 1995, muita gente ficou impressionada com a fidelidade da adaptação. Claro, alguns cortes foram necessários para caber no hardware do SNES, mas ainda assim o resultado final continuava excelente e se tornou facilmente um dos jogos de luta mais lembrados da plataforma.

Chrono Trigger

Chrono Trigger é facilmente um dos RPGs mais importantes e amados da história dos videogames. Lançado pela Square em 1995 para o Super Nintendo, o jogo nasceu praticamente como um “projeto dos sonhos”, reunindo nomes lendários da indústria como Hironobu Sakaguchi, criador de Final Fantasy, Yuji Horii, de Dragon Quest, e Akira Toriyama, o criador de Dragon Ball, responsável pelo visual dos personagens.

A história acompanha Crono, um jovem que acaba envolvido em uma aventura de viagem no tempo depois de um experimento dar errado durante uma feira tecnológica. A partir daí, o jogador visita diferentes eras da humanidade tentando impedir uma catástrofe global causada pela criatura alienígena Lavos.

O grande diferencial de Chrono Trigger estava justamente na forma como ele tratava viagem no tempo. As ações feitas no passado afetavam diretamente o futuro, criando uma sensação de progressão extremamente avançada para a época. Além disso, o jogo trouxe múltiplos finais, sistema de batalhas sem encontros aleatórios e golpes combinados entre personagens, algo que ajudava a deixar os combates muito mais dinâmicos.

Mesmo em um console limitado aos 16-bits, Chrono Trigger conseguia entregar momentos emocionantes, trilha sonora memorável e personagens extremamente carismáticos. Até hoje, muita gente considera o jogo não apenas um dos melhores RPGs do Super Nintendo, mas um dos maiores videogames já feitos.

Fale conosco nos comentários e diga se curtiu essa matéria e quais eram os seus games preferidos do Super Nintendo e aproveite para ler mais notícias no nosso site.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *