Marvel Tokon: Fighting Souls levará os personagens da Marvel novamente aos jogos de luta, dessa vez, sem a Capcom por trás
Por muitos anos, antes de Injustice: Gods Among Us, chegar as prateleiras, a Marvel dominou o gênero de jogos de luta baseados em personagens de histórias em quadrinhos, com jogos como Marvel Super Heroes e Marvel vs Street Fighter ou Marvel vs Capcom, que misturava os heróis da Casa das Ideias com os personagens dos jogos da Capcom, como Megaman e Ryu. Nos arcades, esses jogos tinham filas para jogar.
Mas, depois que os arcades começaram a perder força e games como Marvel vs. Capcom: Infinite receberam críticas mornas, os jogos de luta da Capcom com a Marvel acabaram ficando de lado nas prioridades de ambas as empresas e a DC, junto com a Warner Games, ganhou espaço com Injustice e um modo história cinematográfico que influenciou vários games de luta, como Mortal Kombat e Street Fighter.
Mas, parece que a Marvel quer recuperar a posição perdida como o melhor game de luta com Marvel Tokon: Fighting Souls. Em parceria com a Arc System Works, conhecida pela série Guilty Gear, Dragon Ball FighterZ e BlazBlue. E está bem na cara que é da Arc System Works só de ver o visual.
Mas, será que a qualidade está boa e faz juz aos jogos da empresa e ao legado da Marvel nos games de luta? Vamos falar sobre as impressões de Marvel Tokon: Fighting Souls (site oficial) que jogamos na gamescom latam e, se você ficar com dúvidas, é só deixar nos comentários.
Marvel Tokon: Fighting Souls
Avengers… Assemble
Até o momento, não sabemos a história do jogo. Será algo relacionado, como sempre, a universos colidindo e prestes a serem destruídos. Normal. Só mais um dia no universo Marvel. Mas, o elenco está bem diversificado e interessante.
Temos, é claro, os medalhões da Casa das Ideias, como Capitão América, Homem de Ferro, Homem-Aranha e Wolverine. No “tier médio” de fama temos Senhor das Estrelas, Ms. Marvel Kamala Khan e Penny Parker. Todos esses ficara mais conhecidos do público depois de estrelarem filmes e séries. E, no “tier só fãs” vai ter a Magia, Tempestade Dr. Doom e Motoqueiro Fantasma, que são mais conhecidos em animações, filmes mais antigos antes do MCU e nas HQs e a “quem é você?”, a android Perigo.

Alguns nomes grandes, literalmente grandes, como Hulk (já confirmado), Senhor Fantástico e Doutor Estranho, estão de fora, por enquanto. Temos quase certeza que eles virão em uma DLC no futuro.
O que dá para falar, no momento, é que o jogo tem a cara da Arc System, com a tela cheia de efeitos especiais, cenários detalhados, personagens desenhados ao estilo mangá e poderes que são bastante fieis as contrapartes dos quadrinhos. Se você já jogou os games da Marvel da época da Capcom, você, com certeza, vai reconhecer alguns, já que, não dá para fugir muito do que já foi feito antes.
Homem-Aranha solta teias, Wolverine corta e Capitão América lança o escudo. Sim, já vimos esses golpes antes e sabemos bem oque fazer neles. Porém, eu vi algumas mudanças que podem te fazer repensar nas estratégias ao jogar. Por exemplo, eu escolhi o Homem-Aranha e achava que suas teias prenderiam o adversário e me dariam um tempo para que eu pudesse respirar, mas a teia só batia, como um projétil. Ele tem uma teia que prende e paralisa o adversário? Eu não consegui descobrir.
Outro detalhe é sobre os comandos. Eu não consegui entender muito bem se os comandos do jogo funcionam naquele esquema do Street Fighter, fazendo um meia-lua para frente e soco, para soltar os golpes especiais ou outro. Não quis, no meio da feira, olhar um command list e, quando eu achava que estava pegando o jeito, os golpes não saiam.
Outra coisa, o sistema de troca de personagens e assistência. De vez em quando, um dos quatro personagens do meu time pulava, dava um golpe e saia. Eu não conseguia trocar de personagem. Meu Homem-Aranha com quase zero de energia e três outros ali esperando para lutar e eu não conseguia trocá-los.
Tōkon segue a mesma estrutura de 3 botões de ataque e 4 especiais atribuídos ao botão “Habilidade Rápida” que você também pode executar tradicionalmente para um pouco mais de dano (além de ser capaz de fazer um movimento EX usando a entrada de movimento + o botão pesado), embora os supers sigam o mesmo esquema de entrada que Guilty Gear (meio círculo para trás e depois para frente) em oposição a como Granblue muitas vezes faz isso (quarto de círculo duplo para frente) e DBFZ’s o sistema de combinação automática retorna.
Então, qualquer um pode facilmente participar e se divertir, mesmo que eu tenha alguma preocupação sobre como isso pode se desenrolar competitivamente (embora isso obviamente precise de mais testes, com certeza). Mas, falando de modo geral, aqueles familiarizados com GBVS(R) devem ter um pouco de vantagem ao entrar em Tōkon.
Provavelmente será algo que eu conseguiria fazer jogando em casa, no meu computador, eu teria tempo de descobrir isso. Talvez seja simples, mas com quatro personagens na fila, ficar trocando de um para o outro até achar quem você quer jogar, pode ser decisivo numa partida rankeada.
Visualmente absurdo
Não dá para reclamar do visual do game. Isso é um acerto da parte a Arc System que, diferente da Capcom, não só levou os personagens Marvel para a tela, com seus spandex de sempre e visuais clássicos, com algum tipo de variedade de cores e nomes (o Homem de Ferro cinza é o Máquina de Combate. É a mesma coisa, mas com um nome diferente só). Aqui não aqui temos um visual fortemente inspirado pela estética mangá.

Assim como animações como Marvel Disk War e Marvel Mangaverse, os personagens ganham uma vibe de animação japonesa, com peças que lembram armaduras de heróis de séries Metal Hero para o Capitão América e uma vibe de robô gigante, os mechas, para o Homem de Ferro. O Homem-Aranha parece estar usando o uniforme que ele tem no jogo do Playstation com detalhes em branco. O Senhor das Estrelas está com vibe de protagonista galã e a Kamala com uma carinha kawaii. A Peny Parker está praticamente igual à sua versão do filme do Aranhaverso.
A parte dos golpes está bastante chamativa também, com efeitos e detalhes que impressionam, como Khamala esticando agarrando os inimigos com as mãos enormes (aqui ela tá mais próxima aos quadrinhos do que a da série). Homem de Ferro soltando pequenos mísseis que seguem o inimigo. Tudo está muito bom visualmente.
A música é, em geral, precisa, com os temas de Tony e Kamala se destacando para mim (ambos com vocais). A primeira parece ter saído de Guilty Gear, enquanto a última parece uma música pop-rock com um toque paquistanês através da cítara. A dublagem japonesa também soou muito boa, embora o eu ainda não tenha decidido sobre a dublagem em inglês, já que ainda não ouvi muito no meio dos sons de golpes e pancadas.
Veredito sobre a Demo de Marvel Tokon: Fighting Souls
No geral, Marvel Tokon: Fighting Souls parece estar no caminho certo para trazer a Marvel de volta ao topo dos jogos de luta. A Arc System Works claramente sabe o que está fazendo e conseguiu dar ao game uma identidade própria sem abandonar totalmente aquela “alma” dos velhos Marvel vs Capcom dos arcades. O visual está absurdo, os personagens têm personalidade, os golpes são espalhafatosos na medida certa e o caos na tela parece exatamente o tipo de coisa que fãs de jogos de luta da Marvel gostam desde os tempos de fliperama.

Claro, ainda existem dúvidas. Principalmente sobre o sistema de troca de personagens, balanceamento e como tudo isso vai funcionar no competitivo quando os jogadores começarem a descobrir combos infinitos, times apelões e estratégias absurdas que sempre aparecem nesses jogos depois de algumas semanas. Mas, sinceramente? A primeira impressão foi muito positiva. E vamos combinar: depois de Marvel vs Capcom Infinite, ver um jogo da Marvel que realmente parece empolgante outra vez já é quase um superpoder.
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