Veja o que rolou no teste de rede de Crazy Taxi: World Tour
Neste final de semana, enquanto parte da Equipe Nerd Cultura visitava a Bienal do Livro de SP, eu tive a difícil missão de jogar o teste fechado de Rede de Crazy Taxi: World Tour, o jogo que traz de volta a franquia da SEGA de pilotos de táxi que correm pelas ruas, levando passageiros de um lado para o outro de uma cidade e ganhar uma grana.
A diferença é que agora, os taxistas malucos vão rodar o mundo em busca de novos passageiros que tem muita pressa de chegar a seus destinos. Com gráficos de nova geração, punk rock de primeira qualidade tocando na rádio e uma jogabilidade divertida, será que Crazy Taxi: World Tour fará jus a seu antecessor?
Vamos falar das nossas primeiras impressões sobre o game, lembrado que ele ainda está em desenvolvimento e o lançamento está previsto para 2027, então, muita coisa pode mudar. E, se você ficar com dúvidas, deixe um comentário.
Crazy Taxi: World Tour
Dando a Volta ao Mundo
Crazy Taxi é um game ao estilo arcade cujo o seu objetivo é pegar passageiros no ponto A e levar ele ao ponto B para ganhar o máximo de Crazy Bucks possível, para comprar upgrades e aí pegar mais passageiros, levar eles, evitar de destruir seu carro, fugir de policiais. Enfim, é um jogo bastante casual, divertido, como nos velhos tempos antes dos simuladores de corrida em que você tem que pensar até no quanto de combustível vai por no seu carro para ele não ficar pesado demais.
E Crazu Taxi: world Tour continua com a jogabilidade divertida e despreocupada. Por ser um o teste de Rede e não nada relacionado a gráficos ou qualidade de vida do jogo, tive acesso a todos os upgrades e coloquei tudo no carro, sem me preocupar muito com o que cada ou fazia ou ler suas descrições para entender o que cada um fazia. Não tive a sensação de progressão ou de recompensa ao liberar cada melhoria. Não era para isso que estava ali.

Porém, isso não me deu acesso a tudo, apenas a uma quantidade limitada de seis carros, cada um com vantagens e desvantagens e quatro pilotos já conhecidos do primeiro game: Axel, B.D Joe, Gena e Gus. Dos quatro, o que mais gostei foi a Gena. Ela perdeu um pouco aquele visual de redneck norte-americana de camisa regata vermelha e ficou mais próxima da Rachel Amber de Life is Strange. Para os fãs de B.D Joe, boa notícia, ele não mudou nada.
Novamente, por ser um teste de rede, não deu para perceber muito bem a diferença entre os carros e nem entre os upgrades. Tudo funcionou bem, a jogabilidade rápida não causava lag na tela e a quantidade de elementos na tela não causou lentidão. O que, para o teste, é muito bom.
A evolução gráfica
Original do Dreamcast, Crazy Taxi: World Tour mostrou que consegue extrair bem a potência de um PC ou console atual com gráficos bonitos, detalhados, uma cidade repleta de pedestres, carros, lojas de departamentos e principalmente, objetos destrutíveis! Praticamente tudo é destruível enquanto você corre pelas ruas das cidades, desde árvores, postes e caixas de correios. Bater em carros mandava eles para longe. Pessoas se jogavam de lado para não serem atropeladas.

Meu único ponto foi logo no começo do Mapa da Alemanha, onde as texturas do chão e das paredes demoraram a carregar e o carro corria o risco de cair “no nada”. Também havia uma catedral e uma guarita, que pareciam blocos quadrados e cobertos com uma textura. Não é um problema. É só uma questão de que isso era um truque feito na época do próprio Dreamcast e Playstation 2. Não vemos mais essa guarita e passamos tão rápido pela catedral que mal reparamos nela, então, essa observação é apenas para pontuar algo estranho visto no jogo.
Quando começamos a corrida, então tudo se torna frenético e rápido, não dá mais para reparar em detalhes gráficos, mas eu tive um pouco de dificuldade em acompanhar o trajeto e não virar para um lado quando eu deveria virar para o outro ou bater em uma parede achando que era uma entrada. Talvez seja um problema meu de visão e não do jogo, mas no meio da correria, tinha momentos em que eu simplesmente não sabia para onde ir e, quando via, estava batendo em alguma coisa.
Modos de jogo
Durante o teste, dois modos de jogo estavam disponíveis: Um modo de corrida com a busca e entrega de passageiros e um modo de polícia vs. Taxistas.
No modo de corrida, o objetivo era pegar o passageiro e levar ele ao seu destino e ainda ter uma boa classificação de corrida. Apenas correr ou apenas pegar os passageiros não resolve. Tem que fazer ambos e conseguir uma boa colocação. Algo que eu não consegui de qualquer forma.
O modo de Polícia e Taxistas é uma pouco mais fácil: Nesse modo você também deve pegar passageiros ou malas. As malas são mais fáceis de pegar, pois basta passar por cima de um ponto iluminado e coletar o máximo de malas que der. Passageiros, você precisa parar e esperar eles embarcarem. Você pode levar até três passageiros. Você tem que levar elas até o destino e acumular pontos.
Se você for um policial, então a missão é bater e destruir os carros dos pilotos. Você bate e as malas caem ou os passageiros pulam fora do seu carro. Com as batidas você destrói o carro dos taxistas e, se for nocauteado, ele fica preso por algum tempo numa cadeia e tem que esperar até ela abrir para você voltar ao jogo.
Ambos os modos são bastante interessantes e, num lançamento oficial, é possível que mais modos de jogo apareçam. Por enquanto, dá para ficar um tempo com os amigos no jogo, bater os carros (especialmente se, assim como eu, você gosta de Burnout Takedown, bater e detonar os carros vai ser muito divertido.)
Porém, para um teste de rede, houve algo que eu estranhei: eu não encontrei outros jogadores online. Todas minhas partidas foram contra bots. Então, ou eu sou muito ruim ou os bot estavam muito fortes, pois em duas batidas eu era mandado para a prisão por um knockout.
Sobre Crazy Taxi: World Tour
Desenvolvido pelo criador original de Crazy Taxi , Kenji Kanno, Crazy Taxi: World Tour levará os jogadores a aventuras nunca antes vistas ao redor do mundo. Na nova campanha com foco narrativo, World Tour, Axel está em uma busca incessante por misteriosos vilões mascarados que roubaram seu amado táxi, encarando desafios e missões extremas pelo caminho!

As novidades incluem:
- Novos mapas e missões — dirija por diversos terrenos em cinco cidades únicas;
- Modos multijogador — jogue contra amigos e adversários online no mundo todo;
- Novos veículos e customização — desbloqueie inúmeros veículos e opções de personalização para criar o seu;
- Modo Clássico — revisite a ação dos títulos antigos no Modo Arcade.
Crazy Taxi: World Tour será lançado para XBOX Series X|S, XBOX no PC, Steam, PlayStation 5 e Nintendo Switch 2. É um jogo XBOX Play Anywhere e está disponível para ser colocado na lista de desejos no XBOX Series X|S, XBOX no PC, Steam e PlayStation 5.
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