Diablo II: Resurrected é o retorno de um dos jogos mais importantes da história dos RPGs de ação e traz conteúdo inédito 25 anos depois de seu lançamento
O Diablo II original saiu em 2000 e acabou virando uma referência para praticamente todo jogo do gênero que veio depois. Durante anos, mesmo com o lançamento de novos games da franquia como Diablo IV, muita gente continuou jogando, instalando mods, criando personagens novos e voltando para aquele mundo sombrio que a Blizzard criou no começo dos anos 2000.

A nova versão, Diablo II: Resurrected (site oficial), chega com a proposta de trazer o mesmo jogo de volta, mas com gráficos refeitos e algumas melhorias de qualidade de vida. A ideia nunca foi transformar Diablo II em algo moderno ou diferente. O objetivo sempre foi preservar o jogo como ele era, mantendo as mesmas mecânicas, os mesmos sistemas e a mesma progressão que fizeram tanta gente passar centenas de horas nele.
Isso cria uma situação interessante. Ao mesmo tempo que Diablo II: Resurrected mostra por que o jogo virou um clássico, ele também deixa claro que algumas coisas envelheceram bastante. Ainda assim, existe algo muito forte na forma como o jogo funciona. Mesmo depois de mais de vinte anos, ele ainda consegue prender a atenção com aquele ciclo simples de matar monstros, pegar itens e ficar mais forte.
Diablo II: Resurrected
O mesmo Diablo II de sempre
Quem jogou Diablo II no passado vai reconhecer tudo imediatamente. A estrutura do jogo continua exatamente a mesma. Você escolhe uma classe, começa com um personagem fraco e vai enfrentando monstros enquanto procura equipamentos melhores.
O mundo é dividido em atos, cada um com seus mapas, inimigos e chefes. A história continua acompanhando a luta contra forças demoníacas que ameaçam o mundo. Ao longo da campanha você visita vilas, cavernas, ruínas e fortalezas enquanto tenta impedir que o mal se espalhe.
O ritmo do jogo também permanece igual. Você entra em uma área, enfrenta grupos de inimigos, abre baús, pega itens e segue explorando até encontrar a próxima parte da missão. Esse ciclo se repete o tempo inteiro, mas de alguma forma continua funcionando muito bem.
Grande parte disso acontece porque o sistema de loot é extremamente viciante. Cada monstro derrotado pode deixar cair uma arma melhor, uma armadura rara ou algum item que muda completamente o poder do seu personagem. Essa possibilidade constante faz com que sempre exista vontade de jogar mais um pouco.
Outra coisa que continua igual é o sistema de habilidades. Cada classe tem suas próprias árvores de habilidades, e cada ponto gasto muda o rumo da build do personagem. Isso faz com que cada escolha tenha peso. O personagem que você cria acaba sendo resultado direto das decisões que você toma durante o jogo.
As classes e o estilo de cada personagem
Uma das coisas que sempre ajudou Diablo II a se destacar foi a variedade de classes. Cada personagem tem um estilo bem diferente de jogar, e isso muda completamente a experiência. A Amazona é uma guerreira focada em agilidade e ataques à distância. Ela usa lanças, arcos e habilidades que ajudam a controlar grupos de inimigos.

O Bárbaro é o oposto disso. Ele luta de perto, usando força bruta e armas pesadas. É um personagem direto, focado em resistência e dano físico. A Feiticeira usa magia para controlar o campo de batalha. Ela pode lançar feitiços de fogo, gelo e eletricidade, causando grandes quantidades de dano em grupos de inimigos.
O Necromante segue outro caminho. Ele invoca esqueletos, usa maldições e manipula forças sombrias para enfraquecer os inimigos. Também existem outras classes que aparecem conforme as expansões entram na história, cada uma trazendo novas formas de jogar.
Essa variedade faz com que cada nova campanha pareça diferente. Mesmo quem já terminou o jogo várias vezes costuma voltar para testar builds diferentes ou experimentar classes que ainda não usou.
Gráficos refeitos, mas com o mesmo jogo por baixo
A maior mudança de Diablo II: Resurrected está na parte visual. Os gráficos foram completamente refeitos para rodar em resoluções modernas, com modelos detalhados, iluminação melhor e ambientes mais ricos em detalhes. A diferença é muito gritante.
Os cenários ganharam uma nova aparência. Florestas parecem mais densas, cavernas têm iluminação mais dramática e cidades parecem mais vivas. Tudo continua com aquele estilo sombrio que sempre definiu Diablo II, mas agora com muito mais detalhe.
As cinemáticas também foram recriadas. Elas seguem o mesmo roteiro do jogo original, mas agora têm qualidade muito mais alta.
Uma coisa curiosa é que o jogo permite alternar entre os gráficos novos e os antigos a qualquer momento. Você pode ver como o jogo era na época do lançamento e a diferença é enorme. O Diablo II original tinha sprites simples e resolução muito baixa comparado com o que existe hoje.
Mesmo assim, por baixo dos gráficos novos continua rodando o mesmo jogo antigo. As animações, o funcionamento dos inimigos e a estrutura das áreas continuam iguais. Parece que pegaram o jogo antigo e colocaram uma capa nova e moderna por cima dos esqueletos antigos. Animações, o andar do personagem, ataques, tudo ainda parece meio “duro” se comparado com o que temos hoje, mas a “capa” moderna disfarça muito bem. Essa decisão foi tomada para preservar a experiência original. Para muitos jogadores isso foi a escolha certa.
O ciclo de combate e loot continua funcionando
A base de Diablo II sempre foi muito simples. Você entra em uma área cheia de monstros, enfrenta tudo que aparece pela frente e pega os itens que eles deixam cair. Pode parecer repetitivo olhando de fora, mas, na prática, esse sistema funciona de forma muito viciante. Sempre existe a sensação de que o próximo inimigo pode deixar cair algo valioso.

Itens mágicos, raros e únicos aparecem de vez em quando e podem mudar completamente o desempenho do personagem. Uma arma nova pode aumentar muito o dano, enquanto uma armadura melhor pode permitir enfrentar inimigos mais perigosos.
Isso cria aquele sentimento clássico de progressão constante. Mesmo quando o personagem não sobe de nível, ainda existe a chance de encontrar algo que melhore o equipamento.
Com o tempo você começa a montar combinações de itens que fortalecem determinadas habilidades. Isso ajuda a definir ainda mais a build do personagem.
A atmosfera continua sendo um dos pontos mais fortes
Se existe algo que Diablo II sempre fez muito bem é criar um clima sombrio. O mundo parece sempre ameaçado, e as áreas passam uma sensação constante de perigo.
As cidades funcionam como pequenos refúgios entre as missões. São lugares seguros onde você conversa com personagens, compra itens e se prepara para sair novamente.
Já as áreas externas estão cheias de criaturas demoníacas, mortos-vivos e outros monstros.
A trilha sonora ajuda muito a criar esse ambiente. As músicas são discretas, mas combinam perfeitamente com o clima do jogo. Em muitas áreas o som ambiente tem tanto peso quanto a própria música.
Essa atmosfera sempre foi uma das marcas de Diablo II, e ela continua funcionando muito bem na nova versão.
Sozinho ou com amigos
Diablo II sempre teve uma comunidade muito ativa, e o modo multiplayer faz parte importante da experiência.
É possível jogar sozinho durante toda a campanha, mas muita gente prefere entrar em partidas com outros jogadores. Isso torna algumas áreas mais rápidas de completar e também ajuda quando aparecem inimigos mais difíceis.
Trocar itens também é algo comum entre jogadores. Como o jogo tem uma grande variedade de equipamentos, muitas vezes alguém encontra algo que não precisa, mas que pode ser perfeito para outro personagem.
Nem tudo funciona de forma perfeita o tempo todo, mas quando o multiplayer está funcionando bem ele ajuda a prolongar ainda mais a vida do jogo.
O Warlock
A expansão Reign of the Warlock adiciona a primeira classe nova em Diablo II em mais de 25 anos, o Warlock, um personagem que mistura magia sombria, invocações e habilidades ligadas a pactos demoníacos.

A classe tem três árvores de habilidades e abre várias builds diferentes, funcionando meio como um híbrido entre conjurador e invocador. Além disso, a expansão traz itens novos, conjuntos, runas inéditas e mudanças no endgame com Terror Zones atualizadas e inimigos novos. Também chegaram melhorias que a comunidade pedia há muito tempo, como filtro de loot, abas extras no baú e itens empilháveis, o que facilita muito organizar equipamento.
Embora seja uma adição bem-vinda e uma novidade para um jogo de 25 anos atrás, faltou uma nova área, uma nova história, uma nova masmorra, algo que seja bem planejado para aproveitar todo o potencial da classe.
Algumas coisas mostram a idade do jogo
Mesmo com toda a melhoria visual, fica claro em alguns momentos que Diablo II é um jogo de outra época.
O inventário é um bom exemplo disso. O espaço para itens é pequeno, e cada arma ou armadura ocupa vários quadrados. Muitas vezes você precisa voltar para a cidade apenas para guardar ou vender coisas.
Também existe pouca explicação dentro do próprio jogo. Muitos sistemas precisam ser entendidos na prática ou com tentativa e erro. Não há mapa ou seta indicando para onde você deve ir. Você fica andando, mata tudo que aparece e espera dar a sorte de encontrar o lugar certo.
O que acaba sendo um problema, já que você corre o risco de ficar um bom tempo andando por um mapa vazio cheio de cadáveres de monstros que você matou enquanto procurava, e não achava, o caminho certo.
Outra coisa que pode estranhar jogadores mais novos é a progressão mais lenta. No começo os personagens são fracos, e algumas áreas podem parecer difíceis até que o equipamento comece a melhorar.
Nada disso chega a estragar o jogo, mas deixa claro que ele segue uma filosofia de design bem diferente dos RPGs de ação mais recentes.
Veredito sobre Diablo II: Resurrected
Diablo II: Resurrected é um jogo curioso porque ele funciona de formas diferentes dependendo de quem está jogando.
Para quem viveu a época do Diablo II original, essa nova versão é quase como reencontrar um velho conhecido. Tudo está ali exatamente como a memória lembra, só que com gráficos muito mais bonitos.
Para quem nunca jogou o original, a experiência pode parecer um pouco estranha no começo. Algumas mecânicas são mais rígidas e certas partes não são tão amigáveis quanto jogos modernos.
Mesmo assim, ainda é fácil entender por que Diablo II marcou tanto a história dos videogames. O sistema de progressão, o combate simples e o foco em encontrar itens continuam sendo extremamente envolventes.
No final das contas, mesmo depois de tantos anos, ainda existe algo muito forte nesse tipo de experiência. Entrar em uma dungeon escura, enfrentar monstros e torcer para que o próximo inimigo deixe cair aquele item raro continua sendo uma sensação difícil de largar.
Diablo II: Resurrected

Prós e Contras
Prós
Gráficos refeitos;
Loot viciante;
A mesma atmosfera sombria;
Contras
Inventário pequeno;
Sistemas antigos;
Progressão lenta;
Fale conosco nos comentários e diga se curtiu essa novidade e aproveite para ler mais notícias no nosso site.
