Um dos jogos mais famosos e aclamados da saga de RPG da Nintendo, Legend of Zelda: Ocarina of Time, vai ganhar um remake. Prepare-se para jogar com essas dicas.
A espera acabou para milhões de jogadores que cresceram ouvindo falar da lenda em torno de The Legend of Zelda: Ocarina of Time. Depois de anos de rumores, vazamentos e teorias trocadas em fóruns e redes sociais, a Nintendo confirmou oficialmente o remake completo do clássico de Nintendo 64 durante uma Nintendo Direct realizada em 9 de junho de 2026.
Lançado originalmente em 1998, Ocarina of Time é frequentemente citado como um dos títulos mais influentes da história dos videogames, sendo inclusive o jogo com a maior nota média já registrada no agregador Metacritic. Ele introduziu mecânicas que se tornaram padrão em praticamente todo o gênero de aventura em terceira pessoa, como o sistema de mira e travamento de câmera em inimigos, hoje replicado em incontáveis produções de grandes estúdios.
O anúncio trouxe um trailer curto, mas suficiente para deixar claro que a obra que redefiniu o gênero de aventura em terceira pessoa está prestes a ganhar uma nova vida no Nintendo Switch 2. Poucos meses depois, durante a Direct comemorativa dos 40 anos da franquia Zelda, realizada em 8 de setembro de 2026, a desenvolvedora finalmente mostrou gameplay extenso, incluindo uma sessão de quinze minutos conduzida pelo produtor Eiji Aonuma, e revelou que o lançamento acontecerá em 5 de novembro de 2026, exclusivamente para o novo console híbrido da empresa.
Então a Nintendo entrega o remake para Switch 2 chega justamente para apresentar essa experiência histórica a uma nova geração de jogadores, ao mesmo tempo em que tenta equilibrar fidelidade ao material original com adaptações que fazem sentido nos dias de hoje, incluindo dublagem completa nas cutscenes, trilha sonora reorquestrada e até a possibilidade de tocar a ocarina soprando ou cantarolando diretamente no microfone embutido do console.
Antes de chegar às dicas propriamente ditas, vale entender o contexto por trás desse projeto e por que ele demorou tanto para sair do papel e, se você ficar com dúvidas, é só deixar nos comentários.
Legend of Zelda: Ocarina of Time
A Lenda do Remake de Zelda
Ocarina of Time é publicado pela própria Nintendo e chega ao Switch 2 como o segundo remake do título original de 1998, ficando atrás apenas de Ocarina of Time 3D, lançado em 2011 para o Nintendo 3DS. Diferente daquela versão, que era essencialmente um retoque visual e de jogabilidade sobre a base do N64, o novo projeto promete um trabalho muito mais profundo, com texturas refeitas do zero, iluminação totalmente reconstruída, câmera e controles remodelados para os padrões atuais e diálogos expandidos entre os personagens.
Um dos pontos que mais gerou discussão entre a comunidade foi justamente definir quem estava desenvolvendo o jogo, já que a Nintendo manteve sigilo sobre isso por meses. Nomes como Grezzo, estúdio responsável pelos remakes de Ocarina of Time 3D e Majora’s Mask 3D, e Monolith Soft, conhecida pela série Xenoblade Chronicles e por colaborações em Breath of the Wild e Tears of the Kingdom, circularam como favoritos em vazamentos de varejistas europeus. Até o fechamento deste texto a Nintendo não confirmou publicamente qual estúdio lidera o projeto, mantendo essa informação como um dos últimos mistérios antes do lançamento.

Para quem nunca jogou o original ou quer relembrar a história antes de mergulhar no remake, Ocarina of Time acompanha Link, um jovem criado entre os Kokiri, um povo que vive eternamente jovem em uma floresta protegida pela divindade conhecida como a Grande Árvore Deku. Quando essa entidade é corrompida por uma força maligna, Link descobre que seu destino está ligado à salvação de todo o reino de Hyrule. Ele parte em busca da princesa Zelda, guardiã da Trifforça, e acaba se envolvendo em um confronto direto contra Ganondorf, líder do povo Gerudo, cuja ambição é conquistar o poder absoluto contido nas relíquias sagradas.
A narrativa ganha uma camada única quando Link é catapultado sete anos no futuro logo na metade da aventura, transformando-se de uma criança destemida em um jovem adulto que precisa lidar com um Hyrule devastado pelo domínio de Ganondorf. Essa estrutura de passado e futuro, unida pela Ocarina do Tempo e por melodias que alteram o fluxo temporal, tornou-se um dos elementos mais lembrados de toda a série e influenciou diretamente jogos posteriores dentro e fora da franquia.
Por que o remake “sumiu” por tantos anos antes de ser confirmado
Rumores sobre uma versão remodelada de Ocarina of Time para consoles modernos circulam desde pelo menos a época do Switch original. A cada aniversário redondo do jogo, especulações voltavam à tona e, logo depois, desapareciam sem qualquer confirmação oficial, alimentando a sensação entre os fãs de que o projeto talvez nunca saísse do papel. Esse silêncio prolongado tinha explicações concretas.
A Nintendo dedicou boa parte da última década ao desenvolvimento de Breath of the Wild e Tears of the Kingdom, dois títulos que exigiram praticamente toda a capacidade dos estúdios internos ligados à franquia. Além disso, a empresa historicamente evita confirmar projetos em estágio inicial, preferindo anúncios próximos do lançamento para reduzir vazamentos e gerenciar expectativas.
Esse cenário mudou de forma mais concreta a partir do início de 2026, quando vazadores respeitados na comunidade, como NatetheHate, começaram a confirmar detalhes que já vinham sendo levantados por outras fontes. A movimentação ganhou ainda mais força quando um desenvolvedor independente, conhecido como CryZENx, decidiu encerrar voluntariamente um projeto amador de recriação de Ocarina of Time em Unreal Engine 5 que vinha construindo havia anos, justamente porque a Nintendo estava prestes a lançar sua própria versão oficial e profissional do jogo. Esse gesto simbólico marcou, para muitos fãs, o verdadeiro fim da era dos rumores e o início da era da confirmação.
10 Dicas para Quem Vai jogar o Remake
Com esse panorama em mente, é hora de falar sobre o que realmente importa para quem vai encarar essa jornada em novembro.
Reserve tempo para redescobrir Kokiri Forest com calma
A floresta inicial pode parecer um simples tutorial, mas ela concentra referências visuais e sonoras que ganharam camadas extras no remake. Vale a pena explorar cada canto antes de seguir para a jornada principal, já que detalhes de cenário e novas linhas de diálogo ajudam a entender melhor o mundo antes da grande aventura começar.
Preste atenção às mudanças na câmera e nos controles
A Nintendo confirmou que o sistema de movimentação e câmera foi reformulado para acompanhar os padrões atuais, incluindo a remoção do salto automático que existia na versão original. Isso significa que quem já jogou o clássico precisará se readaptar a saltos manuais e a uma resposta de comandos mais moderna, algo que muda até a forma de encarar certos desafios de plataforma.
Use o microfone do Switch 2 para tocar melodias
Um dos recursos mais comentados do remake permite reproduzir as músicas da ocarina cantarolando ou assobiando diretamente no microfone do console, além do método tradicional pelos botões. Vale a pena testar esse recurso desde o início, já que ele pode se tornar uma forma bem mais imersiva de interagir com um dos elementos mais icônicos da franquia.

Aproveite os diálogos expandidos para entender melhor a lore
A produção confirmou expansão nas falas dos personagens, o que sugere contexto adicional sobre motivações e relações entre figuras como Zelda, Impa e os próprios sábios espalhados pelo mapa. Ignorar essas conversas pode significar perder nuances importantes que não existiam na versão de 1998.
Fique atento à transição entre passado e futuro
A mecânica de viajar sete anos no tempo continua sendo o coração estrutural do jogo, e o remake reforça essa passagem com uma apresentação visual completamente refeita. Prestar atenção em como o mundo muda entre as duas eras ajuda a compreender melhor o impacto das ações de Link e o peso narrativo da jornada.
Explore as dungeons sem pressa
Cada uma das masmorras principais foi historicamente elogiada pelo design de quebra-cabeças e pela forma como cada item novo abre possibilidades dentro do mesmo cenário. Com gráficos completamente refeitos, muitos detalhes de ambientação que passavam despercebidos no N64 devem ficar mais evidentes, tornando a exploração cuidadosa ainda mais recompensadora.
Acompanhe o desempenho técnico prometido pela Nintendo
Segundo informações divulgadas na apresentação de setembro de 2026, o remake conta com tempos de carregamento reduzidos e uma performance mais estável em comparação às versões anteriores. Vale acompanhar como esse desempenho se comporta ao longo da aventura, especialmente em áreas historicamente mais pesadas, como o campo de Hyrule.
Fique de olho nos itens especiais e colecionáveis
A Nintendo já confirmou o lançamento de amiibo dedicados ao remake, incluindo versões de Young Link e Young Zelda, que desbloqueiam máscaras especiais dentro do jogo com estética retrô. Jogadores interessados em conteúdo extra devem se organizar com antecedência, já que peças colecionáveis costumam esgotar rapidamente após o lançamento.
Prepare-se para uma trilha sonora orquestrada
A música sempre foi um dos pilares de Ocarina of Time, e o remake chega com arranjos orquestrais completos para temas que antes eram executados de forma mais simples pelo hardware do Nintendo 64. Vale a pena jogar com fones de ouvido ou em um bom sistema de som para aproveitar essa reformulação sonora em sua totalidade.
Entenda que não é um remake ponto a ponto
Vazamentos recentes indicam que o projeto não deve ser uma recriação idêntica do original em todos os aspectos, com ajustes em ritmo, estrutura de algumas missões e até no visual geral, que aparenta se afastar do estilo mais estilizado visto em Breath of the Wild e Tears of the Kingdom em favor de uma estética mais realista. Ir para a experiência sem esperar uma cópia exata do jogo de 1998 ajuda a aproveitar melhor as novidades sem estranhamentos desnecessários.

Considerações finais antes do lançamento
Com estreia marcada para 5 de novembro de 2026, poucas semanas antes do lançamento de Grand Theft Auto VI, o remake de Ocarina of Time chega em um dos períodos mais concorridos da história recente dos games, mas carrega um peso simbólico que poucos títulos conseguem igualar. Para quem viveu a experiência original nos anos noventa, trata-se de uma chance de revisitar Hyrule com olhos renovados. Para quem nunca jogou, é a oportunidade de entender, na prática, por que esse jogo continua sendo citado como referência absoluta quase três décadas depois de seu lançamento original.
Fale conosco nos comentários e diga se curtiu essa novidade e aproveite para ler mais notícias no nosso site.
