My Hero Academia: All’s Justice é a conclusão da saga do anime em game, All’s Justice tem um modo história com uma curva de dificuldade injusta e fanservice
My Hero Academia é um anime ideal para quem gosta de um bom shonen, mas não quer se comprometer com mais de 200 ou 300 episódios, como acontece em séries longas tipo Dragon Ball, Naruto, Bleach ou One Piece. Tem boas lutas, personagens carismáticos e aquele fanservice típico do gênero. No fim das contas, reúne tudo que se espera de um anime shonen voltado para o público jovem, o que explica a popularidade e a enorme base de fãs que conquistou.
E, claro, os jogos vieram junto. Quem queria acompanhar os alunos da U.A. e ver a evolução deles rumo ao topo como grandes heróis pôde fazer isso em My Hero One’s Justice e My Hero One’s Justice 2. Agora, essa trajetória continua em My Hero Academia: All’s Justice (site oficial), que mostra a Guerra Final contra o vilão All For One.
Agora, falando no All’s Justice como um jogo isolado e seus méritos e problemas. Se você quer saber se vale a pena jogar esse jogo, nós vamos analisar e te dizer: Vale a pena investir R$ 260 no game, vamos te falar tudo sobre My Hero Academia: All’s Justice e, se você ficar com dúvidas, é só deixar um comentário.
My Hero Academia: All’s Justice
PLUS ULTRA!
Para quem não conhece My Hero Academia, vamos dar um resumo:
No mundo de MHA cerca de 80% da população mundial nascem com poderes especiais. Alguns podem manipular a gravidade, explodir coisas com as mãos, ter supervelocidade, ter todas as habilidades de uma rã entre outros. Alguns tem poderes mais fracos, como mexer pequenos objetos com a mente, criar pequenas chamas equivalentes a um isqueiro. Mas, nosso protagonista, Izuku Midoriya, nasceu sem poder nenhum. Nem grande ou pequeno.

O garoto é o maior fã de All Might, o maior herói do mundo e grande símbolo de esperança e justiça, querendo ser um herói como ele, maas, ao descobrir que não tem nenhum poder, ele não perde suas esperanças e nem o senso de justiça. Um dia, quando seu amigo e rival de infância, Katsuki Bakugo (que pode criar explosões com as mãos e o chama de “Deku”, que seria algo como “sem serventia”) está em perigo, Deku o ajuda e o salva, mesmo sem poderes, arrisca sua vida para ajudar o amigo.
Isso chama a atenção de Toshinori Yagi, o alter-ego de All Might, que decide que ele deverá receber o One for All, um superpoder incrível transmissível. Yagi revela que, devido a um enorme ferimento de combate, só pode manter a forma de All Might por alguns minutos e terá que passar adiante seu superpoder para uma próxima geração de heróis. Ele escolhe Midoriya como seu sucessor e ele vai estudar na U.A High School, a academia de heróis, onde vai aprender a controlar seus poderes.
Com o passar dos capítulos e temporadas, os vilões ficando cada vez mais fortes, descobrirmos que o grande cabeça por trás de tudo é um vilão chamado de All for One, que tem um poder de roubar outras habilidades para se tornar mais forte. Esse poder, embora diretamente relacionado, é o oposto do poder de Midoryia, o One for All, já que enquanto o vilão é egoísta e quer tudo para si, o One for All funciona apenas na base do altruísmo e sacrifício. E esta luta final contra o All for One é a saga que acompanhamos em All’s Justice.
Modo História é o Vilão do Game
A luta final entre os heróis e vilões fecha o arco contado no anime/mangá nos games. Aqui vemos as últimas lutas e, se você não jogou os anteriores ou não viu o anime, pode ficar um pouco perdido no modo história e não reconhecer alguns dos personagens, mas, o principal problema do game não é esse e sim a curva de dificuldade que não é uma curva e sim uma elevação em um ângulo de 90° que te deixa com uma cara de “WTF?”.
Você começa o game muito bem, vencendo lutas facilmente até, mesmo para quem não te experiência com esses jogos, e com um sistema simples de poucos botões. Um pula, um usa os golpes mais fracos, outro usa golpes especiais e por aí vai. Aperte os botões e tudo dá certo no começo. Mas, nas lutas finais, parece que a IA diz “agora eu cansei de apanhar” e a dificuldade sobe de uma forma que não faz sentido.

Inimigos com superarmadura e golpes que te matam em poucos hits, sem contar como ela parece onisciente de todos os seus movimentos e prevê tudo oque você fará. Você vai repetir muitas vezes as missões até conseguir passar de fase, se você não tacar o seu controle na parede antes. O game parece que, de uma hora para a outra, decide que vai te fazer ficar mais tempo em uma determinada fase para não ser um jogo muito curto.
O sistema de batalha mantém a essência da franquia, com confrontos dinâmicos, troca constante de personagens em equipes e a possibilidade de criar combinações ofensivas eficientes. Existe uma sensação clara de continuidade em relação ao estilo já estabelecido, mas também alguns ajustes que tornam a experiência mais refinada e fluida em comparação com entradas anteriores.
O sistema de combate evoluiu desde o game anterior e algumas mudanças bem-vindas vieram, mas a dificuldade que dá uma virada de 360°de uma hora para outra pode causar muita frustração em quem não tem experiência com esse tipo de jogo e mesmo ara quem está acompanhando as aventuras de Midoryia e os amigos desde o começo.
Missões em Equipe
Quando você cansar de apanhar no modo história ou quando você precisar parar antes de “Detroit Smash” sua TV, o Modo de Missões em Equipe é um refresco. Você está numa cidade virtual e pode ir colecionando amigos para fazer missões com você. São missões paralelas em que você deverá derrotar inimigos específicos ou fazer coisas como falar com NPCs, encontrar coisas pelo mapa e ir atravessando um mapa modesto com as habilidades dos personagens.
Uraraka pode usar a gravidade para dar pulos enormes, Asui pula e usa a língua para se balançar, Midoriya usa um tipo de corda de energia e se balança no estilo Homem-Aranha e Tenya Ida é superveloz e por aí vai. Completar missões lhe dá acesso a formar times com os personagens recrutados, moedas que você pode usar para desbloquear itens cosméticos como roupas, poses, vozes e assinaturas de perfil dos personagens para o multiplayer.

No fundo, o game tem uma boa quantidade de modos e conteúdo, incluindo campanha narrativa (a maior parte com imagens estáticas do anime, mas alguns vídeos legais também estão presentes), missões cooperativas e atividades paralelas que expandem o universo. Há variedade suficiente para manter você ocupado por bastante tempo, e tem modos que permite você acompanhar diferentes perspectivas dos personagens, algo que ajuda a tornar o progresso mais envolvente.
Mas, tem o problema da repetição. Muitas missões dentro do modo Missões em Equipe são, basicamente, lutar ou ir de um ponto ao outro do mapa. Não há uma curva de dificuldade absurda com ao do modo história, mas em alguns momentos os combates aqui também vão te tirar a paciência. Então, fique atento para momentos de frustração também nesse modo.
O modo Free Combat deixa você escolher qualquer time que quiser. E, diferente de jogos da Bandai em que o elenco de personagem é composto por várias versões do mesmo personagem, (Goku, Goku pequeno, Goku pequeno do DBGT, Goku pequeno do Daima, Goku SSj, SSJ2, SSJ3, SSJ4, SSJ4 do Daima, SSJ God, SSGSSJ, Vegeta, Vegeta SSJ, SSj2, SSJ4, SSJ God e por aí vai…) aqui você tem uma variedade legal de personagens e alguns até que são meio esquecidos no anime/mangá, mas estão por aqu. Então, você vai poder jogar com todo mundo e nem terá que liberar eles. No modo Free Combat está todo mundo ali.
Veredito sobre My Hero Academia: All’s Justice
No fim das contas, My Hero Academia: All’s Justice se estabelece como um jogo que entrega exatamente aquilo que promete em termos básicos, mas que dificilmente surpreende. Ele funciona como uma conclusão competente dentro da linha de adaptações da série, oferecendo combates divertidos, fidelidade estética e bastante conteúdo, mas sem alcançar o nível de ambição ou refinamento que poderia transformá-lo em uma experiência realmente marcante.
My Hero Academia: All’s Justice

Prós e Contras
+ Elenco repleto de personagens favoritos
+ Adições significativas e continuidade do esquema de controle dos jogos anteriores
+ Os modelos fizeram uma boa transição para o 3D
+ Muito conteúdo para os fãs e opções de personalização
– Não está isento de problemas técnicos
– O Modo História tem alguns trechos repetitivos e picos de dificuldade que podem ser frustrantes
– As limitações do mundo aberto das Missões em Equipe se tornam evidentes rapidamente
Fale conosco nos comentários e diga se curtiu essa novidade e aproveite para ler mais notícias no nosso site.
