Veja as músicas licenciadas que marcaram as Trilhas Sonoras de Games
Quando pensamos em Trilhas Sonoras de Games, pensamos nas músicas originais criadas para os jogos, mas muitas vezes as trilhas licenciadas são tão boas ou até melhores do que as compostas para os jogos. Quando ouvimos uma música boa de um game em um momento emocionante é realmente muito bom, mas é ainda melhor!

Quando conhecemos a música, se for de uma das bandas que gostamos, é ainda mais legal, afinal, podemos cantar junto, já conhecemos a melodia e letra, podemos cantar juntos e aí criamos uma nova conexão com a canção. Em jogos como Mortal Kombat (site oficial) temos trilhas originais empolgantes, com certeza, mas quando toca um “Techno Syndrome”, não tem jogador dos anos 90 que não grite “MORTAL KOMBAT” junto. Ellie tocando Take on Me, dando uma camada sentimental a uma balada dos anos 80, realmente é uma parte da trilha sonora que eleva o jogo a outro nível.
E é sobre isso que vamos falar. Trilhas Sonoras de Games licenciadas que marcaram os jogos. E, se você ficar com dúvidas, deixe um comentário.
Trilhas Sonoras de Games
Superman — Goldfinger (Tony Hawk’s Pro Skater)
Essa é uma das que mais pega na mem´oria, porque, quando era novo eu só ouvia o “Superman”, mas agora, ouvindo o resto da letra, ela mexe muito mais comigo do que qualquer referência a quadrinhos.
Lançada em 1997 no álbum Hang-Ups, “Superman” foi composta pela banda Goldfinger e faz parte da trilha sonora de Tony Hawk’s Pro Skater. O jogo revolucionou os games de skate ao combinar controles acessíveis, fases repletas de desafios e uma trilha sonora baseada no punk rock e ska punk.
“Superman” toca durante as partidas e rapidamente se tornou a música mais lembrada da franquia, sendo impossível para muitos jogadores ouvir seus primeiros acordes sem lembrar das manobras realizadas nos cenários do jogo.
Ela fala sobre o amadurecimento de pessoas que continuam acreditando que são jovens e se sentindo super, mesmo que os anos se passem. Algo que combina com o skatista Tony Hawk, hoje com seus 58 anos e que continua na ativa e para aqueles que jogarem o game e hoje estão na casa dos 40, sentindo-se jovens em suas mentes.
O enorme sucesso fez com que a faixa retornasse em remasterizações e inspirasse até o documentário oficial Pretending I’m a Superman: The Tony Hawk Video Game Story, consolidando seu lugar entre as músicas mais icônicas da história dos videogames.
Stand By Me — Florence + The Machine (Final Fantasy XV)
Essa é uma pedrada logo no começo do jogo. Nem dá vontade de continuar empurrando o carro, até que a música acabe, porque ela ficou muito boa na voz de Florence Welch. Originalmente gravada por Ben E. King em 1961, “Stand By Me” e foi interpretada por Florence + The Machine especialmente para Final Fantasy XV, da Square Enix para PlayStation 4, Xbox One e posteriormente PC.
Controlamos o príncipe Noctis e seus amigos em uma viagem que começa como uma simples escolta até seu casamento, mas acaba se transformando em uma missão para salvar o reino de Lucis. A música aparece logo no começo do jogo e destaca como situações de medo e incerteza podem se transformar em momentos de confiança e esperança quando há apoio mútuo. Algo que é essencial durante a narrativa do game.
Florence Welch, a cantora, revelou que sempre foi fã da franquia e trabalhou diretamente com a Square Enix para produzir essa versão exclusiva. O resultado foi uma das melhores versões da música, tornando “Stand By Me” praticamente inseparável da identidade de Final Fantasy XV.
I’m Not Calling You a Liar — Florence + The Machine (Dragon Age II)
Outra vez a Florence Welch marcando presença em jogos e a voz dela no final desse jogo realmente marca. Podem falar que Dragon Age 2 é ruim por reciclagem de cenários, falta das opções de raça e tudo mais. Só que em trilha sonora o jogo não deve nada ao resto da franquia. “I’m Not Calling You a Liar” foi originalmente lançada por Florence + The Machine em 2009, mas recebeu uma versão para os créditos de Dragon Age II, da BioWare.
O jogo acompanha Hawke, um refugiado que ascende socialmente enquanto presencia conflitos políticos, religiosos e mágicos que mudam completamente o destino da cidade de Kirkwall.
Diferente das músicas orquestradas que dominam a trilha durante a campanha, a presença da banda britânica nos créditos cria um encerramento emocional que resume perfeitamente os acontecimentos da aventura. Se você pensar um pouco dá para fazer um paralelo entre a letra e os personagens com “liar” sendo o bardo Varric, “thief” para a pirata Isabella e “ghost” o elfo rebelde Fenrris.”
A parceria entre Florence + The Machine e a BioWare foi muito elogiada na época e ainda hoje vale a pena ouvir essa versão. E vale a pena jogar o jogo para ouvir ela com a devida bagagem emocional que só um Dragon Age garante.
To All of You — Syd Matters (Life is Strange)
Lançada originalmente pela banda francesa Syd Matters, “To All of You” é uma das músicas mais bonitas de Life is Strange, da Dontnod Entertainment. Max coloca essa música no fone de ouvido logo no começo do jogo enquanto passam os créditos.
O jogo acompanha Max Caulfield, uma estudante de fotografia que descobre ser capaz de voltar no tempo enquanto tenta impedir uma tragédia envolvendo sua melhor amiga Chloe Price. A música toca logo no início da aventura, durante a chegada de Max ao campus da Blackwell Academy, estabelecendo imediatamente o clima melancólico, contemplativo e intimista que define toda a experiência.
A escolha da canção foi tão acertada que muitos jogadores passaram a conhecer a banda através do jogo, transformando “To All of You” em um dos maiores exemplos de como uma música licenciada pode definir completamente a identidade de uma obra.
Superman — Norazo (Pump It Up)
Outra vez “Superman”? Não é o mesmo! Interpretada pela dupla sul-coreana Norazo, “Superman” tornou-se uma das músicas mais lembradas do jogo de dança Pump It Up Fiesta EX, desenvolvido pela Andamiro. Pump It Up é um jogo dança no qual os jogadores precisam pisar nas setas da plataforma no ritmo das músicas para alcançar altas pontuações.
“Superman” rapidamente virou uma das músicas favoritas da comunidade, com um clipe que mostrava um Superman barriguidinho gritando com um cara de avental. Era quase como se só tivesse essa música na máquina. Eu me lembro de pensar na época que via o pessoal jogando “ninguém dança nenhuma outra, não?”
Mas, em países como Coreia do Sul e Brasil, onde Pump It Up teve enorme popularidade nos fliperamas, a canção tornou-se praticamente um símbolo da franquia, sendo lembrada até hoje por quem frequentava casas de jogos durante os anos 2000 e 2010. Ainda hoje, se você ver uma máquina de dança dessas é bem provável que a música escolhida seja a “Superman”.
Will the Circle Be Unbroken — BioShock Infinite
Um cantico de igreja em um jogo que faz a gente parar para ouvir a música de tão boa. Mesmo quem não frequenta igrejas conhece “Will the Circle Be Unbroken”, que é um tradicional hino cristão norte-americano do início do século XX por causa da interpretação especial que toca em BioShock Infinite, publicado pela 2K Games.
O jogo é um FPS com forte foco narrativo que acompanha Booker DeWitt em sua missão de resgatar Elizabeth da cidade flutuante de Columbia, mergulhando em temas como religião, política, universos paralelos e livre-arbítrio.
A música aparece em um dos momentos mais emocionantes da aventura e reforça o aspecto espiritual da narrativa, tornando-se uma das cenas mais lembradas do jogo. Sua utilização foi amplamente elogiada por mostrar como uma canção tradicional pode ganhar um novo significado quando integrada ao contexto da história, tornando-se inseparável da identidade de BioShock Infinite.
I Don’t Want to Set the World on Fire — The Ink Spots (Fallout)
Lançada em 1941 pelo grupo vocal The Ink Spots, “I Don’t Want to Set the World on Fire” tornou-se um dos maiores símbolos da franquia Fallout, aparecendo em vários jogos, na série live-action da Amazon Prime e nos trailers do game.
A série de RPGs pós-apocalípticos coloca o jogador em um mundo devastado por uma guerra nuclear, onde a estética inspirada nas décadas de 1940 e 1950 contrasta com cidades destruídas, criaturas mutantes e sociedades reconstruídas entre as ruínas.
O contraste entre sua melodia romântica e o cenário apocalíptico ajudou a transformar a canção em um dos elementos mais reconhecíveis da série, sendo lembrada imediatamente por fãs sempre que seus primeiros acordes começam a tocar. Claro, outras músicas como “The Wanderer”, do cantor Dion, e Jingle Jangle Jingle, de Kay Kyser.
Get Low — Lil Jon & The East Side Boyz (Need for Speed: Underground)
Ninguém conhece ‘Get Low”, mas todo mundo conhece a música que começa com “Doron doron weron doron doron” que tocava no começo de Need For Speed.
Lançada em 2002, “Get Low” rapidamente se tornou uma das músicas mais famosas do hip hop norte-americano e ficou ainda mais famosa na trilha sonora de Need for Speed: Underground, desenvolvido pela EA Black Box que saiu em diversas plataformas e consoles.
Influenciado por filmes como Velozes e Furiosos, o jogo deixou de lado os supercarros e focou na cultura das corridas ilegais, dos carros tunados e das corridas noturnas inspiradas na cena automotiva do início dos anos 2000.
A música combina perfeitamente com essa proposta, ajudando a estabelecer o clima urbano que marcou o jogo e a franquia. Para muitos jogadores, “Get Low” é a música tema de Underground, e a mais famosa de toda a franquia Need for Speed. Ninguém lembra de mais nenhuma, mas faz um “doron doron” e todo mundo lembra do Need.
Tubthumping — Chumbawamba (World Cup 98)
Em clima de Copa, vamos falar dessa que é outra que todo mundo lembra, mas mais pela Copa do Mundo do que pelo jogo, mas, ainda assim, estava lá. Lançada em 1997 pela banda britânica Chumbawamba, “Tubthumping” foi escolhida como música de abertura de World Cup 98, jogo oficial da Copa do Mundo lançado pela EA.
Assim como outros jogos de Copa do Mundo, o game recriava a competição com os jogadores e seleções. Você escolhia um time e tentava chegar a final da copa e ganhar a taça. Não tem muito segredo aqui, mas assim como na competição oficial, a música era quem dava o ritmo as partidas.
Mesmo sendo um grande sucesso nas rádios da época, sua presença em World Cup 98 fez com que ela ganhasse ainda mais sua popularidade entre os jogadores, transformando-a em uma das trilhas licenciadas mais marcantes dos games esportivo. Mas depois, o tão do Chumbawamba desapareceu.
Opposites Attract — Paula Abdul (Saints Row IV)
Originalmente lançada em 1988, “Opposites Attract” foi um dos maiores sucessos da cantora Paula Abdul e voltou aos holofotes ao integrar a trilha sonora de Saints Row IV, desenvolvido pela Volition e publicado pela Deep Silver para PC, PlayStation 3, Xbox 360 e consoles posteriores.
O jogo mistura ação em mundo aberto com humor exagerado, colocando o líder da gangue Saints como presidente dos Estados Unidos em uma luta contra uma invasão alienígena dentro de uma simulação virtual.
A música aparece em um dos momentos mais divertidos da campanha, quando os personagens Pierce e o Boss cantam junto enquanto dirigem, criando uma cena divertida que combina perfeitamente com o clima do jogo.
Embora não seja a música mais conhecida da franquia, essa cena conquistou muitos jogadores e se tornou uma das sequências mais lembradas de Saints Row IV. Uma pena que o jogo seguinte jogou tudo isso fora e fez um reboot que ninguém pediu.
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