Cygames traz a versão final, repleta de conteúdo e novas histórias de Granblue Fantasy: Relink com a expansão Endless Ragnarok
Gacha é um gênero muito específico de jogo. Ele pode, ou não, trazer uma excelente história e jogabilidade, novidades e mecânicas exclusivas de jogo. Alguns como Genshin Impact e até Love and Deepspace poderiam ser games completos, triple A cobrados a preço cheio que valeriam a pena serem pagos, pois eles têm muito conteúdo e muita história. Em Genshin, por exemplo, são 7 nações para serem exploradas e diversos personagens para se conhecer.
Porém, há uma questão: E os personagens? Em jogos gacha, os personagens são feitos para serem sorteados, através do sorteio, são raros ou comuns, tem poderes básicos ou muito fortes. Como um jogo gacha poderia ser convertido a um game fixo se os personagens vem através de sorteio? Dar todos eles de uma vez ou manter o sorteio?
Para Granblue Fantasy (site oficial) isso não foi problema!
Granblue Fantasy é um jogo para celular mobile, lançado em 2014, apenas para dispositivos móveis e era ao estilo gacha. Com batalhas por turno e sistema de sorteio. Já o Granblue Fantasy: Relink foi lançado em 1º de fevereiro de 2024 para PlayStation 5, PlayStation 4 e Steam, desenvolvido e publicado pela Cygames. Ele é uma nova versão do jogo, que tiravao elemento gacha e as batalhas por turno e transformava num mundo 3D com exploração e combate em tempo real. E agora, Granblue Fantasy: Relink – Endless Ragnarok, é a versão final e definitiva dessa história!
O Endless Ragnarok é vendido pela Cygames como uma expansão enorme, similar ao que Icerbourne foi para Monster Hunter World. Uma enorme expansão que adiciona história, personagens, mecânica e muito mais.
Agora, vale a pena investir nele e explorar o mundo de Sky Realm, um mundo de ilhas flutuantes onde os Astrals tentaram dominar tudo no passado, mas foram repelidos pelos habitantes dos céus. Vamos falar de Granblue Fantasy: Relink – Endless Ragnarok e, se você ficar com dúvidas, é só deixar um comentário.
Granblue Fantasy: Relink – Endless Ragnarok
Um mundo nos céus
A história se passa no vasto e icônico universo do Sky Realm. O jogador assume o papel do Capitão da tripulação do navio voador Grandcypher, acompanhando Lyria, uma jovem misteriosa que possui o dom raro (e perigoso) de ouvir as vozes das Bestas Primevas. Fugindo do opressivo Império Erste, a tripulação viaja para o isolado Zegagrande Skydom.
Apesar dessa história básica, o jogo parece “já ter começado” antes de você dar o start. Uma longa cutscene explica a história básica dos Astrals e dos habitantes dos céus, do mundo, das ilhas e etc. Você pode escolher entre os personagens já pré-definidos, Gran ou Djeeta, e pode no máximo mudar seus nomes. Então, ele começa a apresentar a história de Lyria, a garota que caiu dos céus e encontrou com você e você partiu em uma jornada para ajudá-la.
E ai mostra cada um dos seus companheiros mais básicos, como Katalina, Rackam, Io, Eugen e Rosetta, se conheceram e se juntaram a sua tribulação. Então, depois disso, você já está no navio voador Grandcypher, conversando com todos como se os conhecesse a muito tempo. Você luta contra alguns monstros e Lyria invoca um enorme dragão Bahamut e ele destruiu completamente os inimigos. O problema, é que ele se volta contra vocês.

O Grandcypher é atacado, quase destruído e você e Lyria caem do barco em uma floresta. Você a procura, luta contra um monstro, aprende técnicas junto com os outros personagens e chega a uma cidade onde o jogo começa. O que começa como uma jornada de exploração rapidamente se transforma em uma conspiração envolvendo a gigantesca e sagrada Árvore Nallegale e a enigmática facção conhecida como Seedhollow.
O enredo do jogo base culmina na descoberta de que o Império e cientistas do Reino Astral estão tentando manipular entidades divinas antigas. A narrativa foca na luta contra os desígnios dos “Astrais” e termina em confrontos épicos contra bestas de proporções catastróficas, incluindo o confronto com Galileus e a manifestação destrutiva de Bahamut Versa.
Mas aí, fica a dúvida: Se todos já se conhecem, onde está o começo dessa aventura? Onde eu vejo como eles se encontraram e se tornam amigos? Bom, você pode ir jogar o game original de 2014 ou assistir ao anime Granblue Fantasy: The Animation, que também conta a história de forma resumida. Mas, sem isso, você apenas aceita que todos estão ali desde o começo e já são uma tripulação.
Não é incompreensível sem assistir o anime ou jogar o gacha original, mas dá uma sensação de pegar uma história no meio do caminho. Não atrapalha, mas se não te incomodar vá em frente. Aliás, pode até servir como um bom incentivo para você ver o anime.
Como desbloquear novos personagens
Como Granblue Fantasy: Relink era um gacha, eles precisaram alterar a forma de como os personagens são liberados, já que não há mais o elemento de sorteio no jogo e ele também não te dá novos integrantes automaticamente conforme a história avança.
Para você conseguir um personagem novo, só por meio das Crewmate Cards, itens especiais que podem ser trocados na Knickknack Shack, a loja administrada por Siero. Cada cartão permite recrutar um único personagem, mas a escolha fica totalmente nas mãos do jogador, que pode montar sua equipe de acordo com o estilo de combate que prefere.

As primeiras Crewmate Cards você ganha durante a campanha principal, para você aprender sobre o sistema. Depois disso, conseguir novos personagens exige explorar outras atividades do jogo. Diversas missões do Quest Counter concedem cartões como recompensa pela primeira conclusão, enquanto novos níveis de dificuldade também liberam personagens adicionais conforme o progresso no endgame.
Também existe uma última Crewmate Card obtida de uma forma diferente. Ela pode ser comprada na Knickknack Shack em troca de Gold Dalia Badges, uma moeda conquistada principalmente ao completar Quick Quests. Isso incentiva os jogadores a explorarem o conteúdo opcional e o modo cooperativo, embora também seja possível obter essas recompensas jogando offline, ainda que de forma mais lenta.
A expansão Endless Ragnarok amplia ainda mais esse sistema. Alguns dos novos personagens podem ser recrutados usando Crewmate Cards comuns, enquanto outros exigem cartões especiais obtidos após determinadas missões. Já alguns passam a integrar a equipe conforme a campanha da expansão avança, mas também podem ser desbloqueados antes usando duas Crewmate Cards comuns para cada personagem.
Além disso, a atualização adiciona novas formas de conseguir cartões, incluindo recompensas espalhadas por capítulos da campanha e pelo modo Conflux, facilitando completar o elenco sem depender apenas das missões tradicionais.
Gameplay
Se existe um aspecto em que Granblue Fantasy: Relink realmente se destaca, é o combate. A Cygames conseguiu criar um RPG de ação extremamente ágil, com comandos responsivos e um elenco tão variado que trocar de personagem muda completamente a forma de jogar. Em vez de apenas alterar atributos, cada integrante da equipe possui mecânicas próprias, incentivando experimentar diferentes estilos de luta conforme novos personagens são desbloqueados.
Essa variedade também ajuda a manter a campanha interessante. Embora seja possível terminar praticamente toda a história utilizando apenas um personagem, Relink constantemente recompensa quem decide montar novas equipes e testar habilidades diferentes. O sistema de progressão acompanha essa proposta, oferecendo árvores de habilidades, armas inéditas e sigilos que permitem personalizar bastante cada personagem sem tornar a evolução excessivamente complicada.

Os chefes também merecem destaque. Em vez de simples esponjas de dano, boa parte deles funciona como grandes eventos, alternando fases, mecânicas próprias e ataques que exigem esquivas, posicionamento e trabalho em equipe. São batalhas que quebram o ritmo da campanha na medida certa e, em muitos momentos, acabam sendo muito mais memoráveis do que a própria história.
Um endgame feito para durar
É justamente quando os créditos sobem que Granblue Fantasy: Relink mostra sua verdadeira proposta. A campanha principal funciona quase como uma introdução para um enorme conteúdo de pós-jogo, recheado de missões opcionais, dificuldades mais altas, equipamentos mais poderosos e dezenas de horas dedicadas exclusivamente ao aprimoramento dos personagens. Quem gosta de repetir caçadas em busca de itens melhores provavelmente encontrará aqui o principal motivo para continuar jogando.
É aí que Endless Ragnarok entra em cena. A expansão foi claramente pensada para quem pretende investir bastante tempo no endgame, adicionando novas missões, seis personagens inéditos, equipamentos, habilidades como Master Traits e Weapon Transcendence, além do Conflux, um modo roguelite que rapidamente se torna uma das principais atrações do pacote. Ao permitir acumular melhorias permanentes e enfrentar desafios diferentes a cada tentativa, ele adiciona uma camada extra de progressão sem abandonar o foco na ação.
Outro ponto positivo é que praticamente todo esse conteúdo pode ser aproveitado tanto sozinho quanto em partidas cooperativas. A inteligência artificial dos companheiros faz um bom trabalho durante a campanha e continua competente no pós-jogo, permitindo que jogadores solo aproveitem praticamente tudo sem depender de outras pessoas. Ainda assim, enfrentar os desafios mais difíceis ao lado de amigos deixa as batalhas ainda mais divertidas.
Gráficos e desempenho
Visualmente, Granblue Fantasy: Relink continua sendo um dos RPGs em estilo anime mais bonitos dos últimos anos. A direção de arte aposta em cenários bastante coloridos, personagens muito bem modelados e efeitos de partículas que tornam cada habilidade ainda mais impactante durante as batalhas. Mesmo quando a tela fica tomada por ataques especiais, a ação permanece relativamente fácil de acompanhar graças ao bom trabalho de iluminação e composição visual.

A trilha sonora também acompanha esse nível de qualidade, alternando faixas mais calmas durante a exploração com músicas intensas nos confrontos contra chefes, reforçando a sensação de que cada batalha representa um grande evento.
No Nintendo Switch 2, o desempenho é satisfatório na maior parte do tempo. O jogo roda de maneira estável durante a exploração e na maioria dos combates, embora algumas quedas ocasionais de desempenho possam aparecer em batalhas mais carregadas de efeitos visuais ou em áreas com muitos personagens. Felizmente, esses momentos são pontuais e não chegam a comprometer a experiência, principalmente considerando a boa adaptação realizada para o console da Nintendo.
Veredito sobre Granblue Fantasy: Relink – Endless Ragnarok
Granblue Fantasy: Relink – Endless Ragnarok

Prós e Contras
Prós
Personagens divertidos e cativantes;
Mundo e arte deslumbrantes;
Ótima jogabilidade;
Contras
Ritmo um tanto estranho;
História um pouco básica;
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