2XKO: O Game de Luta do Universo de League of Legends

2xko

A Riot Games anunciou o fim de seu jogo de luta, 2XKO. Vamos falar sobre o começo do projeto e o fim do game mais audacioso do universo de League of Legends

Já devo ter dito em alguma das matérias aqui do blog que, embora eu não goste do gênero de MOBA, eu sempre tive uma curiosidade sobre a lore de League of Legends. Que a história de cada um dos personagens, do mundo, que a gente só conhece muito por cima graças a Arcane, da Netflix, me parece muito interessante, mas o jogo em si não me atraiu.

Então, a Riot Games, além do MOBA, começou a anunciar outros projetos e games dentro daquele universo, como Ruined King, Wild Rift e Mageseeker, ajudaram a levar os jogadores que não são familiarizados com MOBA para o mundo de LoL. Porém, entre todos, o mais promissor, com certeza, foi 2XKO. O jogo de luta baseado no universo de League of Legends.

Foram quase dez anos de desenvolvimento, uma indicação ao The Game Awards e menos de três semanas para a Riot Games demitir cerca de 80 pessoas da equipe. Uma trajetória curta e meio amarga que muita gente lamentou quando a empresa anunciou o encerramento do game.

Ele chegou ao PC, ao PS5 e ao Xbox Series X|S como a grande aposta da Riot no gênero e, em agosto de 2026, ganhou uma data para o fim do desenvolvimento ativo. Mas o que é o jogo, por que as coisas deram errado tão rápido e ele ainda dá para jogar? Vamos falar sobre tudo isso e, se você ficar com dúvidas, é só deixar um comentário.

A criação do game

A história de 2XKO começou em 2019, quando a Riot Games anunciou um projeto secreto chamado Project L, a primeira incursão da empresa em jogos de luta. O nome oficial só veio em fevereiro de 2024.

O desenvolvimento ficou a cargo da própria Riot, com equipes em Los Angeles, Sydney e na região da Baía de São Francisco, e o jogo roda na Unreal Engine. Tom Cannon foi o produtor-executivo, Shaun Rivera assumiu a direção e Seth Killian entrou como um dos designers. Também houve a participação do estúdio Demiurge, que passou por demissões no verão de 2025, antes mesmo de o jogo entrar em beta.

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2XKO

O beta fechado começou em 9 de setembro de 2025, com dez personagens. Em vez de esperar, a Riot pulou direto para o acesso antecipado, que chegou em 7 de outubro de 2025, só para PC e gratuito, junto com a Temporada 0 e o primeiro Passe de Batalha.

Em 20 de janeiro de 2026, o jogo estreou no PS5 e no Xbox Series X|S, com a Temporada 1, jogo cruzado entre plataformas e progresso compartilhado entre PC e consoles. É free-to-play, e a Riot ainda criou uma linha de skins competitivas, a Frame Perfect, com parte da venda indo para premiações de torneios da comunidade.

A história do jogo

O jogo se passa em Runeterra, o mundo de League of Legends, e conta o que precisa através de falas e interações dos campeões nas introduções das lutas e dos cenários. Os palcos levam o jogador a vários cantos do mapa, como a Ponte do Progresso, no porto de Piltover, as Colinas do Espírito, em Ionia, a taverna Brazen Hydra, em Bilgewater, e a praia Scuttler’s Strand, nas Ilhas da Serpente.

A graça está nos laços entre os personagens, que quem conhece o universo reconhece de cara. Vi, a lutadora de Zaun que virou protetora das duas cidades, é irmã de Jinx, a rebelde do subterrâneo de explosões e caos.

Ahri, uma vastaya com charme quase irresistível, divide a tela com Yasuo, o espadachim que busca redenção pelo passado. Ekko, o jovem inventor capaz de mexer com o tempo, completa uma lista de rostos que o público já conhecia dos jogos e de Arcane. Em outras palavras, a história de 2XKO é o próprio universo de LOL colocado no ringue.

Os personagens

No acesso antecipado, o elenco tinha onze lutadores: Ahri, Ekko, Yasuo, Darius, Illaoi, Braum, Jinx, Vi, Blitzcrank, Teemo e Warwick. Depois, a Riot foi adicionando um campeão por temporada, e a lista ganhou Caitlyn, Akali, Senna e Thresh. Os dois últimos nomes confirmados são Lux, que chegou no patch 1.3.1, em 8 de setembro, e Samira, que fecha o elenco em outubro, no patch 1.3.3.

2XKO
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Cada um tem estilo próprio. Ahri aposta em mobilidade e controle de espaço, Darius é um lutador de média distância com golpes brutais, Vi é puro ataque pressionando o oponente e Caitlyn joga de longe, atirando de um lado a outro da tela.

Já Ekko brinca com manipulação de tempo para criar jogadas imprevisíveis. Para quem nunca encostou em um jogo de luta, isso ajuda bastante, porque dá para escolher um campeão que combina com o seu jeito de jogar.

A gameplay de 2XKO

O jogo é um tag fighter de dois contra dois, em que você escolhe dois campeões de League of Legends e alterna entre eles. Um é o Point, o personagem principal em campo, e o outro é o Assist, que entra com ajuda quando você chama.

A troca acontece por um comando chamado handshake tag, e dá para trocar de personagem no meio de um combo, o que abre espaço para jogadas bem criativas. O controle usa ataques leves, médios e pesados, com golpes especiais por combinação de direção e botão e supers que gastam barra de energia.

Na defesa, dá para bloquear, empurrar o adversário com o pushblock e aparar ataques para virar o jogo no contra-ataque. O jogo também tem o sistema Fuse, que deixa o jogador personalizar a sinergia da dupla e montar o time do jeito que preferir. Para quem está começando, existem trials de combo, com 23 desafios por campeão em quatro níveis de dificuldade, além de modo treino e partidas privadas.

A crítica gostou: no Metacritic, a versão de PC ficou com 81 e a de PS5 com 78, e 2XKO foi indicado a Melhor Jogo de Luta no The Game Awards 2025 e a Jogo de Luta do Ano no D.I.C.E., mas perdeu os dois, o primeiro para Fatal Fury: City of the Wolves e o segundo para Mortal Kombat: Legacy Kollection.

O cenário competitivo

A Riot fez uma escolha diferente do que costuma fazer em League of Legends e Valorant. Em vez de criar uma liga própria, a empresa se aliou aos organizadores de torneios que já existiam na comunidade de jogos de luta. Em 2025, o programa First Impact patrocinou 22 torneios da comunidade, e até o fim do ano mais de 1.500 eventos foram organizados no mundo todo.

Para 2026, a Riot montou o 2XKO Competitive Series, com 20 eventos oficiais: cinco Majors e quinze torneios de nível Challenger. O primeiro Major foi no Frosty Faustings XVIII, entre 29 de janeiro e 1º de fevereiro. Depois vieram Evo Japan, Evo Las Vegas e Evo France, e o calendário previa o Battle Coliseum, aqui no Brasil, de 20 a 22 de novembro, como o último Major.

Mesmo com a presença nos três Evos, a imprensa especializada avaliou que 2XKO não virou um sucesso por lá. Depois do anúncio do fim do desenvolvimento, a Riot disse que a série continua até o fim de 2026, com o último evento oficial em novembro, e que, depois disso, organizadores de torneios poderão seguir fazendo eventos com o jogo seguindo as regras de competição da comunidade.

O fim do projeto

O primeiro sinal veio logo depois do lançamento nos consoles. Em janeiro, 2XKO chegou a ficar em terceiro lugar nos downloads da PlayStation Store na América do Norte, mas já saiu da lista dos mais baixados no primeiro mês cheio. Em meados de janeiro, a Riot já tinha reduzido o plano de cinco temporadas para três em 2026.

2XKO
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E, em 9 de fevereiro, menos de três semanas depois da estreia nos consoles, a empresa anunciou o corte de cerca de 80 vagas, quase metade da equipe. Cannon explicou que o jogo tinha conquistado um público fiel, mas que o ritmo geral não alcançava o necessário para sustentar uma equipe daquele tamanho.

Em 20 de agosto de 2026, veio a decisão mais pesada: o desenvolvimento ativo acabaria no fim do ano. A Riot disse que continuaria se visse algum futuro viável, mas que o jogo custa bem mais para manter do que rende e que o engajamento ficou praticamente estável mesmo com as atualizações grandes.

A empresa contou que chegou a avaliar reduzir ainda mais a equipe, mudar o calendário de patches e trocar o modelo de negócio antes de escolher esse caminho. Para quem gastou dinheiro, a Riot prometeu reembolsar as compras feitas até 20 de agosto e liberar todos os campeões em setembro.

O que explica a queda? A Riot fala de retenção de jogadores e de custo, e é só isso que ela confirma. Dá para levantar hipóteses, como a concorrência de jogos de luta já estabelecidos e a curva de aprendizado de um jogo em duplas, mas isso é leitura nossa, não uma explicação da empresa.

O futuro de 2XKO

A boa notícia é que 2XKO não vai sair do ar. Os servidores continuam ligados depois de 2026, o jogo segue gratuito para baixar no PC, no PS5 e no Xbox Series X|S, e o modo offline não é afetado. O cronograma até o fim do ano é fechado: Lux em setembro, Samira em outubro como último grande conteúdo, e um patch final de correção de bugs, o 1.3.5, em dezembro, se for necessário. Alguns sistemas deixam de existir para a manutenção do online ficar mais simples.

Depois disso, o jogo entra em manutenção, sem novos campeões ou temporadas. A Riot afirmou que vai continuar explorando novos gêneros, mas nenhum plano para 2XKO além de 2026 foi divulgado.

E você, chegou a jogar 2XKO ou ficou só olhando de longe? Qual campeão era o seu favorito? Fale conosco nos comentários e diga se curtiu essa novidade e aproveite para ler mais notícias no nosso site.

Autor

  • Paulo Fabris

    Paulo Fabris é um jornalista, escritor, RPGista, gamer, cosplayer, nerd e fã de
    animes desde a época da TV Manchete.
    Trabalhou na redação de portais como o Cosplay Brasil, UmGamer, Married Games, Professor Smart e mais, além de ter trabalhos impressos em revistas especializadas em tecnologia de áudio e vídeo e automóveis.

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