15 Personagens Esquecidos de Street Fighter

Personagens Esquecidos de Street Fighter

Relembre, ou conheça, alguns dos Personagens Esquecidos de Street Fighter que foram lançados e esquecidos no mesmo jogo

Quando pensamos em Street Fighter, as primeiras coisas que vem a nossa cabeça são Ryu, Haduken, Chun Li, fliperamas, luta, o socão na cara da intro do primeiro game. Coisas que estão intrinsecamente ligadas a franquia. Mas, é muito improvável que alguém vá falar algo como “Me lembro do El Fuerte” ou “lembro do Human Killing Machine que é um jogo parecido” ou “lembro dos personagens como Joe e Mike”. El Fuerte, Joe, Mike e tantos outros entraram e saíram do jogo e poucos se lembram de suas existências.

Ao longo dos anos, uma coisa que vimos acontecer foram personagens de Street Fighter aparecerem e sumirem do mais completo nada. Alguns voltam nos jogos posteriores, seja como lutador, DLC ou até mesmo como parte de uma história de outro personagem relacionado, mas teve uns que simplesmente foram esquecidos e deixados de lado para sempre.

O que é o caso de alguns destes lutadores aqui na lista. Lutadores que ficaram esquecidos ao longo da história da franquia Street Fighter (site oficial). Vamos falar sobre alguns, relembrar eles e, se você ficar com dúvidas, é só, deixar um comentário.

Street Fighter (1987)

Na era do jogo original Street Fighter, vários oponentes nunca se tornaram jogáveis em títulos posteriores. Destacamos quatro deles:

Geki: foi um dos quatro lutadores originais que nunca retornaram em jogos posteriores. Era um ninja mascarado que se teleportava e atirava shurikens. No enredo, ele aparece no torneio mundial mas nunca ganhou destaque. De acordo com a Capcom, o Geki original se aposentou e seu sucessor, chamado de Geki II, aparece no ending do Vega no modo Arcade em Street Fighter V.

Geki II lutando contra Vega

Mike: estreou no SF1 como lutador de boxe. Nunca mais apareceu como personagem jogável; tornou-se apenas figura esquecida da franquia e, não, ele não é e nem tem nenhuma relação com o lutador de boxe de SF II, Balrog ou M. Bison no japonês, mesmo que o nome original do personagem sugira isso. E ele também não é o cara que leva o socão na intro de SF II.

Lee: estreou no SF1 e logo desapareceu. Nunca retornou de modo jogável após o original. Em SFII e na série Alpha ele é citado apenas em enredos (por exemplo, Sakura pagou respeito a “Mestre Lee”). Era um especialista em zui quan (boxe de bêbado). O wiki confirma que “após o torneio mundial… Lee não luta mais e vive recluso”. Ele é o tio de Yun e Yang, os lutadores jovens de SF III, mas fora isso, mais nada.

Personagens Esquecidos de Street Fighter
Os lutadores de Street Fighter

Joe: estreou no SF1 como adversário junto de Mike. Nunca foi jogável novamente em nenhum título principal. Era um kickboxer musculoso (contraparte do lutador Michael Clark da vida real). Para não dizer que está esquecido, no filme de 2026 de Street Fighter, Joe será interpretado pelo lutador de MMA Alexander Volkanovski.

Street Fighter Alpha / Zero (1995–1998)

Nos jogos Street Fighter Alpha/Zero houve poucos personagens novos que, após sua estreia, nunca mais reapareceram.

Sodom: estreou em Street Fighter Alpha (1995) e talvez seja o caso mais curioso entre os esquecidos da era Alpha. O ex-integrante da gangue Mad Gear até aparecia em jogos como personagem de fundo, mas nunca mais apareceu em um Street Fighter principal após a série Alpha. Seu visual excêntrico de “japonês por adoção”, misturando cultura japonesa com suas origens americanas, sempre dividiu opiniões.

Embora não tenha voltado à franquia Street Fighter, Sodom apareceu como lutador jogável em Final Fight Revenge, mostrando que a Capcom não o abandonou completamente. Ainda assim, acabou ofuscado por personagens mais populares ligados ao universo de Final Fight, como Cody, Guy e Poison.

Embora tenha estreado em Final Fight antes da série Alpha existir, Sodom se tornou um dos personagens mais associados à era Alpha e acabou sendo um dos poucos daquela fase a desaparecer completamente dos jogos Street Fighter posteriores.

Juni e Juli: irmãs “Doll” da Shadaloo, estrearam em SF Alpha 3 (1998). Eram parte das 12 Dolls, lutavam juntas controladas pela M. Bison. Nenhuma delas retornou jogável após Alpha 3. Na história, Juli foi morta nos eventos de SFV: A Shadow Falls e Juni ficou reclusa, aparecendo na história de Cammy em SF V, com uma suspeita do fandom que elas se tornaram “mais do que amigas”.

Juli, Juni e as outras dolls
Juli, Juni e as outras dolls

Em gameplay seus estilos de luta são idênticos, o que as torna redundantes. Sua falta de popularidade geral e história fechada (eliminadas no enredo) explicam o desaparecimento. Sem fontes primárias, mas é consenso geral na comunidade. Em Ultra SF IV, Decabre, outra doll, clone de Cammy, apareceu como jogável, mas também desapareceu logo em seguida.

Street Fighter III (1997–1999)

A série SFIII tentou incluir novos personagens no roll dos lutadores mundiais, mas foi um dos principais problemas no lançamento, a falta de rostos conhecidos. Escolhemos três novos, introduzidos no jogo, que desapareceram depois de 3rd Strike:

Necro: estreou em SFIII: New Generation (1997) como um misterioso ex-agente da Illuminati (com braços elásticos e choque elétrico, inspirado em Dhalsim/Blanka). Nunca reapareceu. Ele não retornou em nenhum outro game, aparecendo apenas no enredo de SFV, como uma menção no modo história, mas sem ser jogável.

Talvez o problema seja justamente sua posição dentro do elenco. Seu visual e seus poderes lembram uma mistura de Dhalsim e Blanka, dois personagens muito mais populares. Com isso, acabou ficando preso ao arco da Illuminati sem conseguir criar uma identidade forte o bastante para sobreviver além dele.

Q: estreou em SFIII: 3rd Strike (1999), notório por ser um ser mascarado gigantesco (possivelmente detetive/metamorfo) e sem fala. Nunca teve história clara e não apareceu mais. Ele retorna só em SFV indiretamente (citado pela C. Viper no cenário Shadaloo C.R.I., ou figurando em extras).

q
Q… esquecível esse personagem

Q era uma homenagem obscura à cultura noir, inspiração em detetives como Dick Tracy, mas isso não virou apelo mainstream. Seu enigma e baixa mobilidade no III faziam com que ele fosse pouco usado. Tecnicamente, ele não tinha nada de errado em seu moveset, mas ele não emplacou.

Twelve: estreou em SFIII: 3rd Strike (1999) como um androide da “G-Project”, desenvolvido pelo Gill. Outro que era quase cópia do Dhalsim e usava movimentos elásticos. Não reapareceu emnenhum outro jogo e é, no máximo, citado nas HQs da UDON comics e também sem destaque.

Possivelmente sua ausência se deve à complexidade: Twelve exigia muitas animações de elasticidade e deu trabalho para fazer em 3rd Strike. Além disso, a Capcom fez um “sucessor” direto, Eleven, em SFV, que usa conceito similar. Twelve tem quase nenhum apelo próprio (aparência esquisita, apenas conceito de “caso de teste fracassado”), o que o tornou dispensável.

Street Fighter IV (2008–2010)

O SFIV reinventou a série e trouxe vários novos nomes. Entre os estreantes, os três menos populares que desapareceram em seguida parecem ser:

Gouken: Mestre de Ryu/Ken que estreou como personagem jogável em Super SFIV (2010). Embora seja uma figura respeitada, Gouken não apareceu novamente, exceto nas histórias do Ryu. Seu move set é uma mistura do gameplay e contra-ataques, muito semelhante aos de Ryu e Ken, o que pode tê-lo tornado redundante.

gouken
Gouken merecia mais respeito

Em SFIV ele era usado em torneios, mas, na prática, seu gameplay parecia redundante e mais fraco do que o de Akuma. Para um personagem tão importante na história que, por anos, todos acreditavam estar morto, Gouken merecia uns golpes mais fortes e pesados e um tratamento mais VIP por parte da Cpacom.

Rufus: Lançado no SFIV original (2008), era um lutador americano obeso, narcisista, rival autoproclamado de Ken e um joke character óbvio. Ficou esquecido após SFIV: não apareceu em SFV nem em crossovers significativos e nem em lugar nenhum.

Rufus tentava ser engraçado e exagerado, algo parecido com o que aconteceu com Birdie em SFV, mas taticamente é complexo, com movimentação aérea caótica e fora do metagame competitivo geral. Seu visual cômico também não cativou o público. Em resumo, Rufus era uam piada ruim e sem graça.

El Fuerte: Também estreou no SFIV original (2008). É um lutador de luta-livre mexicana que só vence por rolamentos rápidos. Ele é outro personagem focado no humor, com a ideia de ser um cozinheiro lutador. Em torneios teve pouco uso sério e, apesar de efeito visual extremo, ele é considerado tier baixo.

el fuerte
El Fuerte no filme de Street Fighter de 2026

O move-set totalmente único, com rolamentos difícil de equilibrar em novas mecânicas e popularidade limitada, fez com que ele fosse jogado no escanteio da franquia. Ele até irá fazer uma ponta como um lutador que o Ken de Noah Centino vence no filme de Street Fighter de 2026, mas, fora isso, por enquanto, ele tá no esquecimento.

Street Fighter V (2016–2020)

Nos títulos mais recentes, alguns novos lutadores de SFV não foram trazidos de volta em SFVI. Os três menos populares foram:

Necalli: Lançado no SFV (2016) como primeiro personagem revelado. Um guerreiro Azteca que devora almas. Apesar de grande destaque no lançamento, Não reaparece em SFVI, Necalli era semelhante ao design de “bestas” anteriores (Blanka, Evil Ryu), e seu estilo dirigido a combos agressivos ficou datado.

Lutadores Esquecidos
Necalli

Por ter sido criado para SFV e não baseado em veteranos clássicos, ele era basicamente o “garoto-propaganda” do V-Mode e ficava com um cabelo ao estilo Super Sayajin 3, mas nem isso salvou. Ele é citado no modo World Tour de SFVI (NPC trivial), mas isso não o traz de volta como lutador.

F.A.N.G: Também estreou em SFV (2016) como o um dos quatro reis da Shadaloo, segundo em comando de Bison, no lugar de Sagat. Nunca foi incluído em SFVI como personagem jogável. Seu estilo envenenamento é único, mas F.A.N.G apenas reaparece como NPC no World Tour de SFVI (sob o alias “Fang Fei”).

É tão obscuro que muitos novos fãs sequer lembram o nome (até perguntaram nas pesquisas de história do jogo). Move-set baseado em veneno era considerado arriscado para equilibrar, e seu humor sombrio não caiu no gosto geral. O fato de ele se esconder de volta como um vendedor de remédios em SFVI indica que a Capcom decidiu mantê-lo nos bastidores.

Falke: Estreou no SFV como DLC (2017), como ex-clone de Bison usando um cajado e portadora do “Psycho Power”. Ela não aparece em SFVI; só é mencionada por Ed em alguns dialógos, mas não é jogável. Falke tem moveset derivado do de Ed, mas com uma bengala que infecta o adversário com o “Psycho Power”.

Falke
Falke

Porém, ela ocupa lugar narrativo similar e quase como uma substituta de Ed e tinha pouco a oferecer, exceto o fato de ser uma garota com roupas bastante abertas e um shortinho por baixo. Ela surgiu quase no final da vida útil de SF V e, mesmo se quisessem ,ia ser difícil fazer o povo se apegar em pouco tempo.

E por que eles falharam?

Analisando cada caso, percebemos padrões comuns: personagens esquecidos geralmente tinham low tier nos rankings, design ou enredo de nicho, ou movesets difíceis/técnicos. Alguns eram meras sátiras (El Fuerte, Rufus), clones (como Q, Twelve), ou “alternativas” (Clones de Bison, experimentos). Quando faltam apelo competitivo ou mercadológico, a Capcom tende a não ressuscitar o personagem.

  • Motivação narrativa: Personagens que possuem alguma relevância para a história principal ou para outros lutadores têm mais chances de voltar. Akuma, por exemplo, continua ligado à trajetória de Ryu, enquanto personagens sem conexões fortes costumam ficar esquecidos por mais tempo.
  • Apelo popular: A demanda dos fãs pesa bastante. Dan voltou em Street Fighter V mesmo sem ter grande importância para a história porque sempre manteve uma base fiel de admiradores. O mesmo vale para personagens como Sakura e Karin.
  • Espaço no elenco: Muitas vezes o problema não é a qualidade do personagem, mas a concorrência. Quando a Capcom precisa escolher entre trazer de volta Makoto, Dudley, Vega, Balrog ou um personagem obscuro como Mike, a escolha costuma ser óbvia.
  • Originalidade: Personagens que ocupam um nicho único têm mais chances de sobreviver. Já aqueles que parecem uma mistura de conceitos existentes podem acabar perdendo espaço para lutadores mais populares que cumprem funções parecidas.
  • Esforço de desenvolvimento: Alguns personagens exigem sistemas exclusivos ou animações complexas. Se a Capcom acredita que o retorno será pequeno em comparação ao investimento necessário, eles podem acabar ficando de fora.

Vamos ao Encontro do Mais Forte

Street Fighter, comumente abreviado como SF, é uma série popular de jogos de luta, desenvolvida e publicada pela Capcom, no qual os jogadores colocam combatentes de todo o mundo, cada um com seus próprios movimentos especiais, uns contra os outros. Street Fighter II é amplamente creditado por definir os padrões para todos os jogos futuros e é considerado um verdadeiro clássica, (embora não seja o primeiro jogo a ser lançado). A Capcom lançou o primeiro jogo da série em agosto de 1987. Em 1989, um beat em ‘up chamado Final Fight foi criado pela equipe que desenvolveria Street Fighter II.

No jogo, em sua maior parte da série, acompanhamos os lutadores mundiais combatendo a organização terrorista Shadaloo, comandada pelo tirano M. Bison. Cada lutador tem suas próprias motivações para entrar no torneio conhecido como Street Fighter, organizado pela Shadaloo, que deseja recrutar os melhores lutadores do mundo para sua organização.

Agora, deixe aí nos comentários, qual é o seu lutador preferido? Joga bem com alguém? Perdeu muitas fichas no arcade? Fale conosco nos comentários e diga se curtiu essa novidade e aproveite para ler mais notícias no nosso site.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *